5 passos para ter sucesso ao mudar de carreira

Você já pensou em mudar de carreira?

Não importa o motivo, se é por insatisfação profissional, necessidade ou vontade de mudança, dúvidas sobre ter escolhido a profissão certa, vontade de fazer mais do que já fez até aqui ou até mesmo o desejo de empreender.

 

São inúmeras as causas que levam as pessoas a desejarem mudar de carreira.

 

Porém muitos não sabem como fazer, por onde começar e muito menos o caminho a seguir.

 

Junto a isso, mudar traz inseguranças, dúvidas. Eu já fiz uma transição de carreira, saindo de um cargo corporativo para empreender e sei como você deve estar se sentindo. 

 

O começo de tudo  

 

O modelo de carreira que muitos de nós seguimos até hoje é totalmente linear e oriundo da Revolução Industrial.  Ter uma boa formação, arrumar um emprego numa grande empresa, trabalhar 20, 30 anos na mesma área de atuação, com duas possíveis variações: ser especialista ou gestor.

 

Casar, ter filhos, trabalhar bastante para proporcionar o máximo conforto e educação para eles. Se aposentar e pensar em como viver o “resto da vida”.

 

Foi o sonho dos nossos avós, dos nossos pais e, passado de geração em geração, talvez tenha sido a sua primeira opção que vimos como roteiro para a vida feliz e bem sucedida.

 

 

Só que no meio do caminho muita coisa mudou.

 

O mundo, a gente, nossos conceitos sobre carreira e sucesso.

 

Vimos que não existe só um caminho para o “sucesso profissional”. E depois de observar a última geração, em sua maioria workaholics e obcecados por resultados, refletimos: precisamos melhorar a qualidade de vida, harmonizar as coisas.

 

O propósito passou a falar mais alto!

 

Ter essa compreensão, de que a vida pode ser muito mais e que também viveremos muito além do que nossos ancestrais, e com outras preocupações, muda completamente a forma como lidamos com  o trabalho.

 

Por tudo isso, mudar de carreira, e não apenas uma vez, será cada vez mais necessário.

 

Quando eu resolvi mudar de carreira e saí do mundo corporativo muita gente demorou a entender a minha transição: de convites para trabalho “CLT”, à família perguntando sobre “como que faria sem assistência médica”, as questões eram várias, mas o princípio de todas as dúvidas era o mesmo:

 

 

Muitas vezes parece impossível alguém se “desapropriar do crachá”, utilizar seus conhecimentos, competências, habilidades de outra forma, em outro ambiente.

 

Existe um único caminho para mudar de carreira?

 

A primeira questão é: não será um único caminho.

Conforme estudos recentes, por conta da longevidade e dos avanços tecnológicos, as pessoas mudarão de carreira em média 5 vezes durante a vida!

 

Se antes um advogado seguiria esta única profissão do inicio ao fim da vida, hoje uma pessoa pode iniciar como advogado, empreender, ser professor de yoga, consultor e professor universitário, o que chamamos de carreiras múltiplas. Olhe em volta e verá muitos exemplos.

 

Estamos em um momento onde a velocidade das mudanças muitas vezes é maior do que a nossa capacidade de adaptação.

 

 

Mudar de Carreira pode ser opção ou necessidade

 

Como a tecnologia vai mudar os negócios, os cargos, os processos, as tarefas, o trabalho também vai mudar.

 

Pense: qual a última vez em que você foi ao banco no último mês e quantas vezes precisava ir, 10 anos atrás? 

 

O profissional do futuro será cada vez versátil e focado na solução de problemas e na criação.

 

Por isso mesmo, não adianta competir com robôs, e sim, se questionar: o que eu faço diferente deles? Como eu posso contribuir para a sociedade?

 

Não por acaso, vemos um retorno de atividades mais artesanais.

Se é cada vez mais fácil produzir em massa, não existe nada mais sofisticado do que a simplicidade de algo feito exclusivamente para você.

 

 

Ser humano será o grande diferencial.

 

Você está preparado para mudar de carreira ou treinou até aqui para ser um robô?

 

Resiliência, criatividade, mente inovadora, solução de problemas complexos, empatia, colaboração, compartilhamento, autorresponsabilidade, curiosidade, autogestão … são algumas das características dos profissionais que se adaptam mais facilmente – e que consequentemente, conseguem mudar de carreira mais rapidamente e forma bem sucedida.

 

 

 

Você está pronto para mudar de carreira?

 

Se está pronto – ou se está iniciando o seu plano, separei 5 pontos importantes para mudar de carreira de forma mais assertiva:

 

1 – De olho nas Finanças

 

Olhar para as questões financeiras, inclui 3 aspectos: entradas, saídas e reserva.

 

As entradas e saídas não dizem respeito somente a quanto você quer ganhar e ao quanto você ganha e gasta hoje. Inclua nesta análise o quanto precisa para viver, incluindo o novo estilo de vida.

 

Por exemplo: ao mudar de um emprego CLT para PJ, você irá assumir despesas novas, como impostos e assistência médica, e deixará outras despesas de lado. Planeje exatamente o que você precisa e do que poderá abrir mão, diminuindo saídas.  

 

A reserva financeira também é outro ponto que ajudará muito em seu período de mudança. Quanto maior o período de cobertura pela reserva financeira, mais tempo você tem para investir na nova carreira.  

 

 

As coisas não acontecem da noite para o dia e muita gente se frustra exatamente por necessitar do retorno financeiro imediatamente.

 

Carreira, negócios, vida: tudo é construção. É necessário unir planejamento, estudo e execução para que as coisas dêem certo.

 

 

2 – De olho na motivação

 

O que te impulsiona a mudar de carreira? Muita gente vai atrás do dinheiro, coloca ele em primeiro lugar . E isso não tem problema! Mas e o resto?

 

Apenas esteja consciente de que quando a motivação é apenas financeira, é comum a pessoa pular de galho em galho buscando a “oportunidade de ouro”, soluções com resultado imediato. Lembre-se: quanto maior e mais rápido o resultado, maior costuma ser o risco.

 

Entenda o que você realmente busca ao mudar de carreira.

Será isto que irá manter sua determinação quando surgirem as dificuldades (e elas vão surgir).

 

3 –  Teste e tenha o máximo de clareza sobre as opções

 

Dificilmente teremos uma única opção de carreira. Se você tem habilidade com fotografia, por exemplo: pode trabalhar por conta própria, pode ensinar fotografia, pode trabalhar por “jobs” para empresas.

Estas seriam apenas algumas opções, e tanto a forma, o caminho, quanto o resultado, serão bem diferentes a cada modalidade de trabalho, considerando a mesma área!

 

Ter clareza sobre alguns pontos essenciais, além de ajudar a pensar em possibilidades, ajudará a fazer ajustes no caminho.

 

Para isso, eu utilizo com meus clientes a metodologia HARD, que analisa o perfil e possibilidades.

 

Como ela funciona, de forma resumida:

 

H – são suas habilidades, seus talentos, os conhecimentos que você já possui ou adquire com facilidade e destreza.

 

A – é o amor, as causas que tocam seu coração, seus valores, aquilo que é fundamental em sua vida.

 

R – são os seus resultados: desenvolvimento pessoal, crescimento profissional, retorno financeiro. Aquilo que você busca para sua vida de forma integral (lembre-se, a carreira é apenas um dos pontos!).

 

D – demanda: a área em que você pretende atuar possui demanda? As pessoas ou empresas precisam do que você quer oferecer?  

 

Estude, pesquise, fale com pessoas diferentes.

Antes de fazer algo maior, como abrir sua empresa ou entrar num curso de longa duração, fale com as pessoas, pesquise o mercado, descubra o que realmente a nova carreira deseja faz, as atividades do cotidiano, os ganhos médios na sua cidade.

 

4 –  Faça um bom planejamento

 

O planejamento ideal e feito de trás pra frente: comece tendo o máximo de clareza sobre onde quer chegar. Imagine que o seu objetivo é o alto de uma montanha. Vários caminhos poderão levar até ele.

 

Por exemplo: Meu objetivo é trabalhar na área da educação, ajudando as pessoas a terem mais acesso ao estudo. Como fazer isso? Poderá ser empreendendo, sendo professor, trabalhando em instituições de ensino ou até mesmo no governo!  Isso é analisar as possibilidades, os caminhos.

 

Quando eu tenho vários caminhos no planejamento, volto ao H do método HARD e questiono: qual caminho será melhor para eu trilhar?

 

Lembre-se que nem sempre o caminho mais fácil é o mais legal!

 

O planejamento e o preparo vão ajudar a perder o medo e a encarar as mudanças que virão. Não é mudar por mudar ou simplesmente mudar de carreira de uma hora para outra. Cada passo de uma vez, com planejamento, estratégia, pesquisa. A mudança precisa ser segura.

 

5 –  Tenha apoio

 

Lutar sozinho sempre será mais cansativo, encontre companhia para a batalha. Se não tiver apoio, além das etapas desafiadoras que envolvem a mudança, você precisará o tempo todo provar para as pessoas ao seu redor que está no caminho certo.

 

Na esfera pessoal: traga as pessoas para o seu lado. Fale para as pessoas o quanto esta mudança será importante para você, mostre seus planos futuros e diga que o caminho tem desafios e que você quer contar com o apoio.

As pessoas que te amam podem ficar receosas no primeiro momento, mas depois, quanto mais você demonstrar entusiasmo e dedicação, mais elas irão acreditar em seu novo projeto.

 

Na esfera profissional: conte com mentores e grupos de apoio. Experiência acelera o caminho.

 

Ter alguém que te passa orientações precisas, que já percorreu um caminho parecido, que entende sobre o que você está vivendo, fará toda a diferença.

 

Saiba aqui como podemos ajudar você nesta etapa.

 

E por fim, acredite em você, no seu potencial: quando você sabe os motivos que te levam a algum lugar, por mais difícil que seja o caminho, cada passo de evolução será comemorado como uma real conquista.

 

Saiba, o medo pode ser o maior impeditivo para sua mudança.

Cuidado para não ficar preso a uma vida e carreira cheia de frustrações, ou com conquistas inferiores ao que você tem capacidade de realizar, apenas por medo de encarar o desafio de evoluir.

 

Cuidar da sua mentalidade fará toda diferença.

 

Não acredite que as coisas são como são, principalmente quando algo não está bom. Cabe a você mudar.

 

 

Preparei mais um material que vai te ajudar:

 

 

 

Assista o Vídeo + Baixe seu Material clicando abaixo:

 

Transição de carreira: sem medo, sem mágica

 

Espero que este artigo e o material complementar tenha sido esclarecedor sobre como mudar de carreira de maneira assertiva, fazer o que realmente gosta e te faz feliz. É um processo que pode não ser fácil, mas há maneiras inteligentes para cumprir o objetivo.

 

Boas reflexões e no que precisar, conte comigo.

 

 

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Desenvolvimento profissional: por onde começar?

Desenvolvimento profissional inicia quando você identifica os erros que vem cometendo até aqui. Vamos te ajudar a analisar seu perfil e fazer as mudanças.

 

Desenvolvimento profissional não significa apenas aumento de salário ou promoção. Desenvolvimento tem ligação com o quanto você possui empregabilidade, o quanto o mercado de trabalho tem demanda e valoriza o que você sabe fazer. 

 

Muitas pessoas desempregadas.

Outras tantas insatisfeitas com o trabalho atual porém com medo do que fazer, para onde correr.

 

No mesmo cenário encontramos profissionais que são chamados para participar de processos seletivos, sendo que estes estão empregados, não estão mandando currículos ou participando ativamente de redes como o LinkedIn.

 

 

Qual a diferença entre eles?

O que diferencia um profissional que tem empregabilidade de outro que está estagnado ou amargando um bom tempo de desemprego?

 

 

Claro que não existe resposta mágica e em alguns casos o desaquecimento do mercado em algumas áreas fez estrago, como é o caso dos engenheiros (hoje, na minha visão, os profissionais com maior dificuldade para recolocação).

Por isso mesmo,  o seu desenvolvimento profissional inclui analisar demanda de mercado.

 

 

Mas existem alguns erros que são cometidos por profissionais com baixa empregabilidade.

 

 

Antes de seguirmos, é bom alinharmos o significado deste termo tão em uso:

 

Empregabilidade significa a capacidade ou possibilidade de conseguir um emprego ou manter-se nele. O conceito se relaciona com a capacitação profissional e com as aptidões para o mercado de trabalho, ou seja, o quanto o mercado de trabalho deseja alguém com seu perfil e competências.

 

 

 

Abaixo cito os principais perfis que comprometem a empregabilidade e impactam no desenvolvimento profissional.

 

Atentar-se para não ter estes perfis é o primeiro passo para o seu desenvolvimento profissional.

 

 

Perfil mais do mesmo

Muitas vezes um currículo recheado de cursos e formações cai neste campo. Por que? Porque apesar de muito conteúdo, faltam diferenciais. Ao compararmos seu perfil com os demais, o que você tem / faz / sabe de diferente?

 

 

Não basta seguir modinhas, fazer o curso que todo mundo está fazendo, busque o algo a mais. E se você souber associar este diferencial com suas habilidades já bem desenvolvidas, o resultado será ainda melhor.

 

 

Inglês é diferencial? Infelizmente, não. Pós Graduação é diferencial? Depende do que e onde.

Acredite: os maiores diferenciais são construídos com resultados e comportamentos. Aqui são dois campos que poucas pessoas terão algo igual a você!

 

 

Perfil Eu me viro sozinho

São os casos que possuem networking falho ou inexistente. Você pode falar mal do QI (Quem indica) , mas não pode fugir dele.

Muitas vezes as pessoas perguntam para sua rede de contatos se possuem uma indicação e nesta hora vale aquela máxima “quem não é visto não é lembrado”.

 

 

Esteja presente, seja nas redes sociais ou nos eventos, coloque isso na sua agenda de desenvolvimento mensal.

Existem muitas oportunidades hoje de acessar pessoas da nossa área de atuação.

 

 

Perfil Isso não é Comigo

Parece batido falar sobre autoconhecimento, mas não é. Os melhores profissionais estão constantemente investindo neste assunto, buscando o autodesenvolvimento através do olhar para si mesmo, seja sozinhos ou com apoio de metodologia ou assessments profissionais.

 

 

Quando não nos conhecemos temos maior dificuldade de falar sobre nós mesmos, definir nossos pontos de desenvolvimento, entender quais comportamentos podem ser potencializados.

 

 

Junto ao autoconhecimento, a visão distorcida também impacta muito. A pessoa faz testes de personalidade, recebe feedback, é avaliado 360… mas culpa os outros pelas suas falhas, não assume seus pontos fracos, suas vulnerabilidades.

Sendo assim, também não consegue se desenvolver. E tem os profissionais que possuem visão distorcida com baixa auto-estima.

Por mais que sejam elogiados, tenham feedbacks positivos, não se vêem desta forma e acabam se inferiorizando ou não assumindo desafios maiores por não se acharem capazes.

 

Perfil Desesperado

A ansiedade aqui é o problema. Não falo da patologia ansiedade em si, e sim do comportamento.

 

 

O profissional com comportamento ansioso muitas vezes se desespera antes da hora ou cria fantasmas internos, pensando de forma acelerada sobre aspectos irrelevantes da situação.

Assim, ou agem de forma precipitada, podem literalmente “queimar seu filme” ou não agem por medo dos “ses” criados mentalmente.

 

 

É preciso aprender a respirar, cuidar da inteligência emocional, olhar as situações de forma mais ampla (olhar de fora, ver a situação como um todo) e aprender a planejar as atividades para controlar esta ansiedade.

Em muitos casos é indicado o acompanhamento psicológico também, não deveríamos relutar em buscar apoio para nossa mente e emoções.

 

 

Perfil burro amarrado na sombra

É o perfil estagnado, que parou no tempo, deixou de evoluir. Aqui não encontramos apenas profissionais que estão trabalhando a muito tempo na mesma área. Muitas vezes me deparo com profissionais de carreira acelerada, que fizeram mil cursos, tiveram desenvolvimento de carreira, uma carreira crescente: mas específica para uma empresa ou segmento, que entrou em declínio.

Aprenderam sobre determinado processo ou sistema que só era utilizado ali. Para o resto do mercado, não tem a mínima serventia.

 

 

Esteja atualizado com as mudanças no mercado, frequente ambientes e grupos, tenha conversa com profissionais fora da sua empresa ou área.

Entender as mudanças do mercado é fundamental para manter-se em sintonia com o que está sendo realizado por aí e com os desafios que você pode encarar no mercado.

 

 

Este artigo tem tom de alerta, reflexões, não de diagnóstico.

 

Investir em Desenvolvimento Profissional é simples e deveria ser rotineiro.

 

Não espero que você se veja em X perfis, e sim que reflita sobre o quanto deseja ter empregabilidade e como pode tomar medidas simples, no dia a dia, para conseguir manter-se na ativa, trabalhando com o que gosta e sentindo-se realizado por isso.

 

 

A melhor hora de olhar para algo é quando não precisamos. Com o desenvolvimento de carreira não é diferente.

 

 

Aqui um vídeo curtinho sobre as mudanças que estão acontecendo no mundo, no mercado de trabalho, em nossa carreira – e sobre como estamos lidando com isso. O desenvolvimento profissional é cada vez mais uma responsabilidade nossa, não das empresas ou líderes.

 

 

 

 

Clicando aqui você pode fazer um teste e analisar como está sua satisfação profissional.

 

 

 

 

 

 

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Felicidade e Trabalho, combinam?

É possível unir Felicidade e Trabalho com a competitividade em alta, medo do desemprego, busca por aumento de performance e resultados, ambientes e relacionamentos hostis e insalubres nas empresas, sobrecarga de trabalho?

 

 

Segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, o número de solicitações de afastamentos por esgotamento profissional foi o maior da história. Um aumento de 114,8% entre 2017 e 2018.

 

 

Neste  artigo eu falei sobre o Burnout e outras questões que levam ao esgotamento.

 

Mas em que momento Felicidade e Trabalho andam juntas?

 

Segundo os pesquisadores Yerkes e Dodson, níveis moderados de stress levam a um aumento de performance. Isso porque desafios, pressão, excitação… levam à motivação que faz com que o desempenho aumente.

 

 

Porém, somente até determinado ponto. Se a pressão for demais, ou por tempo demasiada, ela levará a pessoa a ter altos níveis de stress, ansiedade, medo, falta de concentração… que levarão à redução de performance.

 

 

O que difere o remédio do veneno é apenas a dose!

 

 

Se conseguimos que estímulos externos levem ao stress, conseguimos também ter ações e pensamentos que nos levem à felicidade? Claro que sim, e mais simples do que muitos pensam (apesar de que ser feliz dá trabalho).

 

 

A felicidade foi substituída nos estudos de Psicologia Positiva pelo Bem Estar (uma vez que felicidade é subjetivo demais e podemos trabalhar pelo aumento da qualidade de vida e emoções positivas, que ocasionam o bem estar / felicidade.)

 

 

3 passos para unir felicidade e trabalho:

 

PASSO #1 RECONHECER O TERRITÓRIO

Precisamos reconhecer os aspectos que nos trazem satisfação, motivação, que suprem nossas necessidades individuais, bem como reconhecer o que não nos faz bem – e o que não queremos para nossa vida e carreira.

 

 

Quando falo sobre felicidade no trabalho, três questionamentos são fundamentais, tente respondê-los:

  • Como você chegou onde está – quais caminhos percorreu para chegar na posição onde está hoje, seja ela boa ou ruim.
  • Porque você está aí, nesse emprego, carreira ou empresa – mesmo que ela seja sua! – o que te faz ir trabalhar, o que te motiva a buscar o seu desenvolvimento e maiores resultados.
  • O quanto esse trabalho tem ligação, em %, com o seu estilo de vida, com o que você deseja pra sua vida pessoal.

 

 

PASSO #2 O QUE TE COLOCA PRA BAIXO

 

Pensar no que te incomoda hoje, no que te faz mal, é o primeiro passo para solucionar qualquer problema.

  • Excesso de trabalho?
  • Incompatibilidade com seu líder?
  • Diferenças com a cultura / valores da empresa?
  • Falta de pertencimento? 

 

 

O que é importante neste caso: identificar se a situação é pontual, até mesmo passageira, do que é definitivo. Muitas vezes podemos estar numa situação ruim, mas todo o contexto é positivo. Neste caso, é traçar alternativas para solucionar o que está acontecendo.

 

 

Planos de ação e boas (e sinceras) conversas costumam resolver estas situações.

 

 

Gosto muito de uma frase do Churchill:

Se estiver atravessando o inferno, apenas siga.

 

 

Ao identificar os gatilhos, o que desperta a sua insatisfação, você estará limpando seu campo de visão e assim começará a perceber se os problemas estão mesmo relacionados ao seu campo de atuação, à empresa em que você trabalha ou até mesmo se o problema é com você.

 

 

 Antes de qualquer mudança – de empresa, de profissão, de área – é necessário checar se a insatisfação é geral, que necessite mesmo da mudança, ou se são apenas itens pontuais a serem ajustados.

 

 

Neste caso, ao invés de investir na mudança, podemos nos aplicar no desenvolvimento de habilidades e comportamentos que aliviem a pressão e tragam mais satisfação.

 

 

PASSO #3 SE COLOCANDO PRA CIMA

 

Alguns elementos bem simples fazem toda a diferença para a satisfação – e a busca pela felicidade no trabalho.

  • O que você pode fazer, de imediato: Dentro de cada item citado abaixo, estabeleça uma ação por semana e aplique.

 

 

Aumente o Pertencimento: Fazer parte de um grupo, ter com quem conversar, acreditar que tem apoio. Pode ser um colega mais próximo, seu time inteiro. Estabeleça relações de confiança.

 

 

Faça pausas: Aprenda a desligar o celular e ouvir o seu corpo. Ele dá sinais de cansaço, esgotamento, excitação que muitas vezes não vemos – por distração ou excesso de ocupação. Estes excessos atuam na perda de foco. Em vez de ser mais produtivo, nosso rendimento cai. Pausas rápidas, como tomar um café ou ouvir uma música no celular ajudam a voltar pro eixo.

 

 

Cuide do Hardware e do Software: Nem só de trabalho se vive. O corpo e a mente tem que estar bem. Vários estudos comprovam que pessoas que meditam e se exercitam tem melhor rendimento e maior satisfação. Junto a isso, alimente-se bem. Faça check-ups e mantenha sua saúde em primeiro lugar.

 

 

Planejamento e Prioridades: Quanto mais planejado for o seu dia, mas fácil fica estabelecer prioridades, questionar tarefas, investir seu tempo e neurônios no que precisa ser feito.

 

 

Quem não tem prioridade, fará a prioridade de alguém.

 

 

Aprenda inclusive a questionar ordens e prazos, entender as expectativas sobre atividades e prazos. Nem tudo é urgente, muitas vezes nós assumimos mais do que é possível de ser feito.

 

 

Propósito: Você está aí por que? Qual o real motivo de você levantar de manhã, escovar os dentes, ir trabalhar? Se você não faz ideia do motivo pelo qual levanta da cama, precisa encontrar um.

 

 

Mais do que apenas ter uma lista de ações, a soma entre

[ o real querer +  a vontade de agir +  pensar diferente ] = diferença na sua vida.

 

 

Seu líder continuará igual, a empresa também.

As circunstâncias, os acontecimentos, seguirão normalmente.

O que você faz com eles é o que realmente fará diferença em sua vida.

 

 

Outros materiais que podem te ajudar:

 

 

COMO FAZER UMA TRANSIÇÃO DE CARREIRA

 

TESTE – DESCUBRA COMO ESTÁ A SUA INSATISFAÇÃO PROFISSIONAL

 

 

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Flexibilização no Ambiente de Trabalho: entre salgadinhos e stress

Atualmente muito se fala sobre a flexibilização no ambiente de trabalho: ações voltadas para humanizar as relações, esquentar o clima organizacional e transformar o trabalho em algo mais leve, até mesmo divertido.

 

Se precisamos amar o que fazemos nada melhor do que transformar o trabalho numa extensão de nossas casas, certo? 

 

A Flexibilização no Ambiente de Trabalho é uma grande ganho neste quesito.

 

Eu estudo sobre reinvenção e futuro do trabalho faz algum tempo e venho me deparando com boas ações e conquistas incríveis, para empresas e profissionais.

 

Fui entrevistada pela TV Globo / Vanguarda sobre este tema, aqui a matéria que foi ao ar no Vanguarda Mix.

 

Nas empresas vemos de tudo um pouco:

  • Dia do pet ir ao trabalho;
  • snacks e refrigerante liberado;
  • dia do chopp e da pizza;
  • horários alternativos;
  • dormitórios e salas de descompressão;
  • vídeo game;
  • dress code liberado – de bermuda a fantasia, vale qualquer traje;
  • até mesmo as famosas – piscinas de bolinha com tobogã.

 

 

Algumas empresas são famosas pelo ambiente interno: Google, Facebook, LinkedIn, Ifood, Netshoes, etc… (quer citar alguma, a sua quem sabe?)

 

 

Em pesquisa realizada pelo Portal Trabalhadores.com, 52% dos entrevistados alegaram que buscam motivação no ambiente de trabalho, assim como a relação interpessoal entre colegas e líderes.

 

 

Todas estas ações influenciam no clima organizacional, que é a percepção coletiva que os empregados têm da empresa.

 

Mas clima organizacional não é apenas sobre um ambiente descolado onde as pessoas trabalham de bermuda ou fantasiados.

 

 

Para o clima ser positivo os funcionários precisam experimentar e validar as políticas, estrutura, sistemas, processos e valores.

 

Será a soma de todos estes itens que irá prover a produtividade, a qualidade, a inovação e a vitalidade empresarial.

 

 

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Se por um lado tem muitas empresas e profissionais obtendo ganhos incríveis com estas transformações, ajustando ambiente, políticas e posturas, por outro lado tem o que eu chamo de pseudo-startup: empresas que fingem bem!

 

 

O que diferencia uma empresa que tem a real preocupação com sua equipe de uma que só implantou ações “para inglês ver”?

 

As pseudo startups são empresas bonitinhas e com papo descolado. Porém, esta conversa em geral fica na faxada. Nestes ambientes é comum verificarmos um ou vários dos itens abaixo:

 

  • Processos seletivos engessados, com etapas desnecessárias e muitas vezes preconceituosos.
  • A equipe não tem tempo de utilizar o que está “disponível” ou existem regras demais para o uso, o que acaba limitando as áreas comuns. Já presenciei área de descompressão que fica trancada, o funcionário precisa pedir a chave para o líder, justificando o porquê de estar parando.
  • Não existe preocupação real com a saúde e o bem estar. Muitos dos benefícios são mais para esconder as jornadas excessivas de trabalho ou fazer com que o funcionário “esqueça” de levantar para almoçar.

 

Na prática, tudo se resolveria com um simples:

Flexibilização no ambiente de trabalho é sobre:

Faça o que fala,  fale somente sobre o que faz.

 

Porém muitas empresas querem ser moderninhas, competitivas na atração de bons profissionais, mas acabam não sabendo como fazer isso de forma íntegra, na prática. Viram fraudes ou caricaturas.

 

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Como implantar a Flexibilização no Ambiente de Trabalho de forma realista?

 

E como as empresas podem flexibilizar e se transformar, sem se perder no caminho?

 

A primeira coisa que precisa mudar numa empresa, antes de pintar as paredes ou colocar uma máquina de refrigerante no corredor é a mentalidade de quem está no comando.

 

Definir como quer ser visto pela equipe, por aqueles que farão a divulgação sobre como é realmente bom trabalhar ali. E isso impacta no senso de pertencimento e engajamento. Aplique e veja seu turnover despencar.

 

Assuma sua personalidade empresarial e implante melhorias aos poucos – ouvindo sua equipe e se preocupando de fato com ela.

 

Comunique todas mudanças com transparência, inclusive falando sobre o que é possível ou não de ser feito – nem toda mudança acontece da noite para o dia.

 

Crescer é aumentar de tamanho.

Evoluir é aumentar sua influência e consciência, se transformar.

Muitos líderes e empresas precisam evoluir, não apenas crescer.

 

 

Ajudamos empresas e profissionais que precisam se reinventar. Conte com nosso apoio.

 

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Os melhores filmes da Netflix para sua carreira

É possível unir descanso e desenvolvimento. Separei os melhores filmes da Netflix para quem deseja novas visões de mundo e evoluir na carreira e negócios.

Separei uma lista com os melhores filmes da Netflix (e algumas séries) para você abrir a cabeça para novos conhecimentos e visões de mundo – sem sair do sofá.

Brené Brown: The call to courage

O que é preciso para trocar o conforto pela coragem em uma cultura definida pela escassez, pelo medo e pelas incertezas? 

 

Free The Mind

Um estudo sobre como a yoga e a meditação amenizam o sofrimento de uma criança ansiosa e de veteranos de guerra com estresse pós-traumático.
Indico pra quem está começando a meditar ou precisa aprender a relaxar

 

Minimalism

Um documentário sobre o que realmente é importante e o que podemos reduzir da nossa vida, sem perdas. Não consegui reduzir minha casa a 10m2, mas fiz grandes mudanças e as reflexões são pirantes!!

 

As 7 leis Espirituais do Sucesso

Deepak Chopra compartilha sua visão sobre o sucesso, num documentário baseado em seu best-seller. Spoiller bom:  material e espiritual andam de mãos dadas e você não precisa abrir mão de nenhum dos dois. 

 

O Método Kominsky

Qual a hora de se aposentar? Como sobreviver quando a “glória” pelos nossos feitos ficam no passado? Uma série dramática com pitadas de humor ácido que fala sobre uma fase em que todos nós chegaremos: a terceira idade e o conflito entre continuar ativo e dar conta do recado.

Bem-vindo a Marly-Gomont

Um destes filmes escondidos na plataforma. Um médico do Congo se muda com a família para a França, fugindo da ditadura que assola seu país. Adaptação da família, construção de uma carreira e muitos conflitos e preconceitos. Até que ponto vale a pena sacrificar a família pela carreira?

O menino que descobriu o vento

Um filme baseado em fatos reais, que conta a história de um menino que enxerga a possibilidade de construir uma turbina eólica – e erradicar a fome do seu vilarejo.  Você acredita em seus sonhos e batalha para realizá-los?

 

Até o último homem

Um socorrista do exército americano se recusa a matar, em plena guerra. Porém, consegue mostrar seu valor e vencer todos os questionamentos, se mostrando peça fundamental no time. Você mantém seu propósito e usa seus talentos, mesmo quando pressionado?

 

Billions

Uma série sobre o mundo dos negócios, ambientado no mercado financeiro americano, as questões ficam entre o que é ético, moral ou possível no mundo dos negócios. Qual a linha que separa ética e resultados?

 

A Grande Aposta

Um filme baseado em fatos reais em que investidores e especuladores financeiros pretendem obter lucros acima do normal com a crise imobiliária que acometeu os Estados Unidos — apesar dos estragos que causa na vida das pessoas. 
Vale a pena ganhar muito enquanto os outros perdem tudo?

 

 

Negócio das Arábias

Um empresário americano falido e com problemas pessoais tenta mudar o jogo oferecendo um contrato para uma empresa na Arábia Saudita, que pode ser a sua salvação.
No caminho ele tem aprendizados que nunca imaginou. 

 

A rede social

Um drama biográfico que fala sobre a ascensão de Mark Zuckerberg e a criação do Facebook.
Vale a pena assistir e pensar em suas posturas profissionais. 

 

Se você quer saber mais sobre mudanças no mundo e na carreira, leia este artigo.

Conspiração e Poder

Um drama baseado em fatos reais que custou o emprego da jornalista e do âncora principais de uma grande emissora americana. 
Fala sobre lutarmos pelo que é certo – mesmo quando isso não é o interesse de todos.

House of Cards

Mais uma série. Aborda o mundo político, com o enredo misturando ganhos e consequências da luta pelo poder. Até onde vale a pena?
Traz muitas histórias e situações similares ao que vemos no mundo corporativo.

 

Happy

Uma busca pelo segredo da felicidade. A felicidade e o bem-estar vêm sendo alvo de estudos que revelaram descobertas surpreendentes. Conheça exemplos de pessoas do mundo todo que são consideradas felizes – o que elas tem e fazem pra isso? 

 

Divertidamente

Põe as crianças junto no sofá e finge que a sessão pipoca é pra elas – mas no fim, este desenho é para adultos!
Ele aborda nossos sentimentos e a dificuldade que temos para enxergar o valor de todos, bons e ruins, e a luta para mantermos a alegria no comando! 

 

E você, indica mais algum?

 

 Nós não somos a Netflix, mas também temos vídeos legais! Indico dois vídeos sobre carreira:

 

 
Ps – não temos vinculo nenhum com a Netflix ou com os títulos mencionados acima, são apenas indicações pessoais da autora do post, Lilian Sanches, com temas que assisti e achei interessante.
 
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Vilões profissionais: cuidado, um deles pode ser você!

Existem 2 grandes vilões profissionais, que destróem qualquer carreira, setor ou até mesmo aniquilam empresas:

 

  • A insatisfação
  • A estagnação

 

Infelizmente pode acontecer dos 2 vilões serem personificados no mesmo profissional, causando uma devastação terrível na pessoa e no ambiente, tamanha a potencialidade destrutiva.

 

 

Um estudo do ICEDR (Consórcio Internacional de Pesquisa de Desenvolvimento de Executivos) fala sobre as principais causas dos pedidos de demissão nas empresas:

1 – Dinheiro

2 –  Falta de Oportunidades

3 –  Falta de Propósito

4 –  Excesso de atribuições fora do seu escopo de trabalho

5 –  Empresas que não favorecem a colaboração

6 – Chefes que não valorizam o trabalho

7 –  Jornada de trabalho excessiva e extenuante

 

 

Não por acaso, são exatamente estes mesmos itens, isolados ou somados, que levam à insatisfação de origem profissional, criando o primeiro vilão.

 

 

Também existem profissionais insatisfeitos no trabalho por conta de mudanças pessoais, do estilo de vida à motivação para o trabalho, e se fatores externos forem identificados sendo que dentro da empresa não existe nada que estimule, a conta não vai fechar nunca. A questão pessoal acaba sendo a gota d’água numa relação já desgastada.

 

 

O vilão da insatisfação possui três formas típicas de combate:

 

Se isola

Vendo que não pertence mais àquele ambiente, o profissional começa a se isolar, seja nas atividades ou no convívio social com colegas de trabalho –  aparecerá cada vez menos em almoços, confraternizações, etc. Também é comum não pedir apoio, mesmo quando extremamente necessário, inclusive porque não acredita mais no “sistema” , colegas e líderes.

 

Contamina

A “peão net” conhece claramente quem são os vilões insatisfeito. Em geral eles incendeiam as rodas de conversa nos corredores com provocações e questionamentos sobre qualquer situação que ocorra na empresa. Seja o fato bom ou ruim, tudo será conduzido para o lado negativo e sombrio.

 

Foge

Quando o vilão da insatisfação sente que não tem mais espaço, que ele cresceu demais e ganhou muita força, se vê sufocado e precisa fugir. Muitas vezes, a simples mudança de ambiente faz com que a insatisfação seja neutralizada, porém, tem muitos vilões insatisfeitos que mudam de empresa – e carregam a frustração junto.

 

 

Agora, pior do que o vilão insatisfeito fugir, é quando ele resolve ficar. E virar o vilão estagnado.

 

O vilão estagnado pode parecer menos nocivo do que o vilão insatisfeito, à primeira vista. Mas não se engane. O vilão estagnado muitas vezes finge estar tudo bem, coloca uma música do Zeca Pagodinho pra tocar (Deixa a vida me levar, vida leva eu…) e ano após ano diminui suas entregas, não se atualiza, vai se apagando. Até que um dia, alguém percebe sua baixa performance e o demite. Em geral, nestes casos, ele ainda se sente injustiçado.

 

Porém em muitos casos os vilões estagnados continuam nas empresas. Por que isso ocorre? Porque a maioria dos vilões estagnados possui uma arma secreta, praticamente um escudo que os mantém invisíveis nos cortes e avaliações: esconder números e fazer politicagem. Em muitos ambientes, acabam “disfarçando” a baixa performance ou até mesmo levando mérito em cima de feitos da equipe.

 

 

Entra ano, sai ano, e o vilão estagnado permanece lá, em sua redoma, mediano e inatingível. O famoso “tá ruim mas tá bom”.

 

 

O problema é que o tempo passa e quanto mais a estagnação cresce, pior o quadro para o profissional e para a empresa.

 

 

Vilões da estagnação desmotivam bons profissionais, que podem se sentir injustiçados ao receberem os mesmos desafios e recompensas, ou frustrados por carregarem o piano sozinhos e ainda ver o outro dividir o mérito.

 

 

E temos como combater este vilões?

 

Não é preciso reunir novamente os Vingadores. Combater estes dois vilões profissionais está ao alcance de qualquer empresa ou profissional.

 

 

Algumas questões simples podem ser colocadas em prática já:

 

#1 Análise do Momento Profissional

 

Fazer uma avaliação profissional a cada ano é muito importante e isso cabe a cada um de nós, apesar das empresas poderem apoiar neste processo.

 

É preciso avaliar:

  • Resultados que você busca (em nível amplo, pessoal e profissional, alinhados);
  • Nível de motivação e satisfação e quais elementos compõem este quadro;
  • Necessidade de desenvolvimento e relacionamento;
  • Aliar tudo isso ao seu perfil e estilo profissional.

 

Feito isso, você tem um plano de carreira alinhado à sua vida pessoal e a quem você é de fato. Se não conseguir fazer este planejamento sozinho, busque ajuda.

 

E por que fazer anualmente?

  • Porque nós mudamos – assim como nossos desafios, necessidades e motivações.
  • Para não cair no esquecimento e caminhar para a estagnação. É uma forma de manter-se em evolução.

 

 

Líderes podem conversar com seus liderados, individualmente, sobre estes aspectos.

 

#2 Interesses e Atualização

 

Não espere ficar para trás para então buscar uma reciclagem. Estar frequentemente atualizado, ler sobre sua área de atuação, entender sobre o mercado em que está inserido e acompanhar mudanças de cenário combatem o vilão da estagnação.

Leituras, cursos, eventos, grupos de interesse – existem várias formas de circular conhecimento e novidades. Estabeleça ações mensais com este objetivo.

 

 

Líderes podem estimular o engajamento de seus colaboradores em grupos e eventos além de incluir em seu plano de desenvolvimento novos assuntos e criar grupos internos de partilha do conhecimento.

 

#3 Conversas abertas

 

Precisamos perder o medo de falar. Muitas vezes as conversas de corredor ganham espaço porque as pessoas não se sentem confortáveis em conversar com quem poderia resolver a questão de vez. Insatisfações nascem devido ao sentimento de que algo não vai bem, porém nem sempre existem fatos concretos, uma conversa resolveria grande parte dos problemas.

 

É preciso estimular as conversas e a transparência. Utilizar técnicas de comunicação empática, como a CNV (Comunicação Não Violenta) apoia muito neste processo.

 

Líderes precisam “puxar” as conversas. Ao se deparar com conversas de corredor, não finja que não ouviu. Encarar as situações de frente, de forma transparente, irá aumentar a credibilidade. O Líder também precisa ser o primeiro a comunicar todas as mudanças que ocorrerem na empresa para sua equipe, bem como dar feedbacks constantes – bons e ruins.

 

Claro que existem inúmeras outras formas de minimizar o efeito dos vilões profissionais no ambiente de trabalho e na carreira.

 

Mas quando temos profissionais com plano de carreira claro, alinhado ao que buscam, em constante desenvolvimento, se sentindo valorizados e com liberdade para dialogar e entender, criamos um clima que favorece que todos estejam empenhados no bem comum –  evoluir e ter ótimos resultados – para si, para a empresa, os colegas e clientes. Todos evoluem.

 

Clique aqui e descubra como está a sua satisfação profissional.

 

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Competências profissionais: como não ser atropelado pela evolução

Você sabe quais são as competências profissionais essenciais para não ser atropelado pela evolução,  ser um profissional cada vez melhor e sobreviver no mundo VUCA? Vamos falar sobre isso!

 

O trabalho está mudando drasticamente. Não importa se você é CLT, autônomo, empreendedor: o mundo está mudando rapidamente e se você não quer ser atropelado pelo que está acontecendo e pelo que está por vir, é bom se preparar para novos modelos e competências.

 

Pode parecer clichê, mas não tem como falarmos sobre este tema sem citar cases como dos táxis engolidos pelo Uber, os Hotéis sendo ultrapassados pelo Airbnb, lojas físicas e tradicionais sendo esmagadas pela Amazon.

 

Vamos olhar apenas o primeiro caso. Uber e Táxi. Você tem ideia de por quanto tempo tivemos como opção somente os táxis?

 

Um caso de evolução bem próximo

 

Segundo a Veja SP, na cidade de São Paulo o mercado de transporte particular pago de passageiros tem longa história na cidade.

Os primeiros veículos datam do fim do século XIX e se concentravam no Largo da Sé e no Pátio do Colégio.

Somente em 2014 o Uber chegou na capital paulista.

Competências profissionais em evolução

 

 

Foram mais de 100 anos de domínio dos táxis. O que eles inovaram ou melhoraram nos serviços durante este tempo?

 

Competências profissionais de ontem não servem hoje

 

Em 2017 a capital já possuía mais carros por aplicativo (50 mil) do que táxis credenciados (38 mil). Sabemos da dificuldade e custo para conseguir ser taxista versus a facilidade para se cadastrar como motorista de aplicativo, inclusive com carro alugado.

 

 

Segundo a pesquisa Origem Destino realizada em 2017, a cada 4 chamados, 3 eram feitos por aplicativo e somente 1 pelo meio tradicional.

 

Neste momento, já tínhamos novas empresas operando, como a Cabify e 99, ampliando e dividindo mercado. Uma mudança nos costumes do público, que não apenas migrou do táxi para o transporte por aplicativo: houve uma queda considerável no número de usuários de ônibus e fretados.

 

Ou seja, a nova modalidade não apenas tirou clientes dos taxistas: abriu opções novas para pessoas que antes não utilizavam esta modalidade, se tornando uma opção de transporte mais acessível.

No meio de tantas mudanças e após várias disputas, somente no final de 2017 a prefeitura de SP em parceria com a do Rio decidiu lançar um aplicativo para os usuários chamarem o táxi.

 

Perdeu timming? Poderia ter agido mais rápido, confiou na sua tradição? Não sou especialista nisso, apenas trouxe o caso para refletirmos.

 

Muitas mudanças ainda estão ocorrendo neste cenário e são muitas as reflexões para nossa carreira, antes de entrarmos no tema principal deste texto: as competências profissionais essenciais para não ser atropelado pela evolução.

 

 

O que aprendemos com essa história de táxis e aplicativos

 

> Como você pode oferecer algo a mais para o seu público ou reduzir algo para tornar seu produto mais acessível?

Aqui estou unindo duas questões: ter diferenciais e simplificar.

 

Nem tudo que agregamos aos produtos e serviços – ou ao currículo, é fundamental para todo mundo. Saber o que apresentar e para quem é fundamental.

 

Tenha uma estratégia bem definida e saiba para onde está indo. Na nova economia, o profissional pode ser gestor em um projeto e especialista no outro, e tudo bem. É escolher o que vai oferecer.

 

 

> Quais são as preferências e tendências do seu público?

Não adianta seguir com a frase “sempre foi assim”. Até ontem seu cliente podia te ligar para fazer um pedido. Se hoje ele prefere o whatsapp, é você que precisa se adaptar, não ele.

Seu cliente ou empregador irá buscar outra opção, mais “do jeito dele”.

 

Vejo muitos profissionais que se mantiveram em empresas tradicionais por muitos anos e não se preocuparam em olhar as tendências da sua área ou mercado – e quando precisaram buscar uma recolocação sabiam softwares ou processos sem uso nas demais empresas, aquele conhecimento servia somente para onde estavam antes.

 

 

> Quais mudanças estão por vir – e o que pode sumir – na sua área de atuação?  

O UBER foi criado em 2009. Os táxis perceberam isso, fizeram algum movimento antes de serem ameaçados?  

Se você está antenado com o seu setor, precisa pesquisas e acompanhas o que rola no mundo. Grande parte das inovações surgiram em outros países antes de chegar por aqui.

 

Três dicas simples: leia um jornal estrangeiro, diariamente. Frequente eventos da sua área. Converse com pessoas que são referência.

 

> O que é necessário para começar?

Assim como o Uber aceitou motoristas sem carro (inclusive fazendo parcerias com locadoras de veículos), hoje para começar numa profissão não é necessariamente preciso um diploma universitário, assim como para empreender você não precisa de um escritório ou capital.

Saber o que quer, estabelecer bons relacionamentos, ter uma planejamento e arregaçar as mangas ajuda muito quando faltam outros atributos.

 

Não espere estar pronto para começar.

 

Comece e se desenvolva constantemente, ajustando o que rola no caminho. Tem muitos cursos e eventos acontecendo por aí, não é fácil mas é possível começar do zero e ser bem sucedido.

 

Voltemos a falar de mudanças…

 

Em 2016 o Fórum Econômico Mundial lançou um relatório sobre o Futuro do Trabalho , uma parte importante da chamada 4a Revolução Industrial com uma visão até assustadora: no prazo de 5 anos, muita coisa vai mudar, será um período crítico para profissionais, empresas, nações. Muitas funções desaparecerão, outras novas serão criadas.

 

Isso afetará diretamente em nossas competências profissionais.

 

O processo de migração profissional será cada vez mais acelerado e comum. Não bastará “o que fiz e estudei” e sim, como consigo utilizar estes conceitos e experiências em novos formatos e aplicações.

 

Mudar, se adaptar e criar serão verbos constantes em nosso vocabulário. Transição de carreira e reinvenção profissional deixarão de ser mito.

 

Competências profissionais para lidar com o mundo VUCA

 

 

E quando olhamos para este mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), quais competências são essenciais à todos profissionais?

 

 

Exatamente as ligadas a adaptação, visão estratégica, inovação e humanização.

 

Mais do que nunca, as “soft skills” serão super valorizadas.

 

Não basta fazer, é preciso se preocupar com o “como fazer” e com o impacto das nossas realizações.

Então vamos a lista das competências profissionais que tenho verificado serem as fundamentais para o profissional do futuro:

 

 

Resolução de Problemas Complexos e Pensamento Crítico

 

Não somos os mais rápidos nem os mais fortes. Quando li o best seller Sapiens, uma coisa ficou clara: chegamos até aqui porque somos inteligentes!

Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial nos próximos anos 36% das atividades irão exigir habilidade para solução de problemas complexos.

Junte a isso o pensamento estruturado, a capacidade de comunicação clara, assertiva e objetiva, de olhar para uma questão sob diferentes perspectivas e reconhecer o que existe por trás de cada problema define o conceito de pensamento crítico.

Para mim, o uso destas competências unida a uma visão empática e global é o que concede grande diferencial para profissionais e empresas.

 

Criatividade a mil

 

É a competência onde ganhamos em disparada dos robôs. Uma mente criativa e imaginativa propõe novas soluções e abordagens, cria possibilidades e tem capacidade para superar problemas através da análise de viabilidade e aprendizados. Ou faz algo novo, ou irá aprender para aplicar rapidamente no próximo desafio, ajustando processos e produtos.

 

Gestão de pessoas vira “Cuidar de Gente”

 

Não basta apenas ter técnicas e abordagens sobre motivar, engajar e contratar pessoas. Cuidar de gente é olhar para particularidades, entender sobre a individualidade de cada ser humano e conseguir unir propósitos, talentos e ambições individuais em projetos onde todos consigam trabalhar melhor, cooperar, se desenvolver e crescer.

Cada vez mais caem os títulos de liderança e surgem os mentores e líderes inspiradores e por projetos.

 

Coordenar, Gerenciar e Liderar – com a Autogestão em primeiro lugar

 

Coordenar projetos paralelos, em alguns casos até para empresas e com equipes distintas, será realidade de muitos profissionais, principalmente quando olhamos para as mudanças no modelo de trabalho (o modelo CLT tende a diminuir a cada ano).

Assim, fazer uma autogestão de tempo, prioridades e recursos é fundamental. Além de conseguir coordenar suas demandas, os profissionais terão que apoiar esta coordenação dos grupos em que estiverem inseridos, trabalhando fortemente em colaboração.

 

Emoção, Empatia e Ética

 

Os 3 Es da humanização. Emoção inclui inteligência emocional, entendermos nosso funcionamento e o impacto das emoções em nossas decisões e reações.

Precisamos parar de esconder as emoções para então aprendermos a lidar com elas.

Empatia para entendermos que cada um tem sua história, vivências e percepções, que impactam na motivação e na forma como agem.

Não dá para cuidar de pessoas (sejam elas funcionários, fornecedores ou clientes) sem ser empático de fato com o outro.

Ética atrelada ao uso dos nossos valores. Fazer o que é correto mesmo que ninguém veja. Produzir produtos e serviços com os quais concordamos, com sustentabilidade de forma global e com princípios sociais e econômicos.

 

Viés Tecnológico

Em breve, sem entender o mínimo de computação uma pessoa terá muita dificuldade até mesmo para fazer coisas básicas, como agendar uma consulta ou abrir a porta de casa. Esqueça clichês como “eu já sou velho” ou “já sei o suficiente”.

A tecnologia hoje muda de forma acelerada e estar “antenado” com as mudanças e entender o mínimo sobre elas se faz necessário. Não pare de aprender.

 

Aliás, capacidade de aprendizado contínuo também é uma das competências profissionais do futuro.

 

Por fim, não por acaso: resiliência

Ter capacidade de mudar, de se adaptar e não ficar reclamando pelos cantos ajuda no processo.

 

Não temos uma bola de cristal para identificar com clareza o que vai acontecer no futuro, mas temos boas pistas das mudanças que estão vindo.

Podemos agir com imprudência e descaso, nos posicionando como vítimas dessa onda ou podemos agir com foco em nos aperfeiçoar sempre, ajustando comportamentos e conhecimentos para que novas experiências sejam construídas.

 

 

Competências profissionais para lidar com o mundo VUCA

 

 

30% dos trabalhos feitos hoje já podem ser realizados por robôs. Se você ainda está trabalhando (ou se quer se manter na ativa), pense:

  • Como  eu posso desenvolver as habilidades que me diferencia de um robô?
  • Como eu posso estar atento às mudanças em minha área de atuação?
  • O que eu posso fazer que um robô não faria?
  • Quais as minhas grandes contribuições – para a empresa, os clientes, o mundo?

 

Invista em melhorar nestes aspectos e nas competências profissionais citadas.

 

Também não se esqueça que os modelos de trabalho vão mudar.

 

Ser dono da sua jornada, escolher suas experiências e aprendizados, construir uma carreira com visão de portfólio e cuidar da imagem profissional farão toda diferença.

 

Não tente ser melhor do que um robô, não vale a pena a disputa. Seja um ser humano cada vez melhor.

 

 

Se precisar de apoio, conte com a gente.

 

Ajudamos profissionais e empresas que precisam se reinventar!

 

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O trabalho está adoecendo as pessoas – e até matando

O trabalho está adoecendo as pessoas  – e até matando. É possível mudar esse cenário para não ser o próximo!

 

As pessoas estão morrendo por um salário. Essa é a conclusão do professor de comportamento organizacional da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, Jeffrey Pfeffer. Sua estimativa é que o emprego acabe com a vida de 120.000 pessoas por ano apenas naquele país.

 

Assim começa a matéria de capa da revista VOCÊ RH de fevereiro, que estampa o título: CAUSA MORTIS: TRABALHO

 

 

Conforme citado na matéria, o ritmo diário, os salários baixos e a falta de tempo para cuidar da própria saúde levam a morte 120.000 pessoas por ano apenas nos Estados Unidos.

 

 

Esta não é uma realidade apenas da galera do hemisfério norte.

 

Aqui no Brasil vemos um aumento anual de doenças ocupacionais que causam afastamento do trabalho ligadas a saúde mental: depressão, ansiedade, síndrome do pânico, burnout. De 2017 para 2018, foi registrado um aumento de mais de 12% nos afastamentos por causas psicológicas.

 

 

Jornadas extenuantes, falta de recursos, cobranças excessivas e falta de vida pessoal são as maiores fontes de esgotamento profissional.

 

 

Todo mundo conhece alguém que passou por isso. Eu tive burnout e tive muita dificuldade em reconhecer minha doença, mesmo com acompanhamento.

 

Muitas vezes achamos que questões psicológicas e comportamentais são fraqueza, frescura. Resistimos em aceitar, afinal temos que ser fortes e continuar a trabalhar.

 

Tudo hoje acontece em ritmo acelerado, recebemos muitas informações o tempo todo, precisamos estar conectados e ativos 24h por dia. E não aprendemos a lidar com isso de forma saudável. Nos cobramos por aumento de performance, em ambientes competitivos e que muitas vezes não prezam pela saúde e qualidade de vida, quase desumanos.

 

Quantas vezes você ficou no escritório até mais tarde porque todo mundo fica, ou para não mostrar que já tinha terminado suas atividades?

 

Trabalhar a mais e ser workaholic é quase um troféu “nossa, como ela trabalha muito!”.

 

Eu já ganhei este troféu muitas vezes. Masss… ele tem um preço, muitas vezes caro e sem volta.

 

 

Projetos de vida tem ficado de lado, em detrimento do crescimento profissional.

 

Deixamos sonhos de lado, saúde de lado, família de lado.

O que é pior, é que nem sempre o crescimento e os méritos profissionais acontecem. O que agrava a situação, porque a fadiga vem, sem o troféu para ostentarmos por aí.

 

É comum também as pessoas se sobrecarregarem e terem necessidade cada vez maior de trabalharem mais e mais. O aumento de salário acontece, a promoção vem, mas não é perceptível, pois a pessoa já aumentou seu padrão de vida, e muitas vezes, para suprir sua ausência ou se premiar pelo esforço, como uma compensação pelo que perdeu no caminho.

 

Também é cada vez mais comum as férias encurtadas ou não aproveitadas. Com o acesso à tecnologia, trabalhar de onde estiver e qualquer dia ou horário é mais comum do que o uso das tecnologias para otimizar o trabalho – e com isso, trabalhar menos e com mais resultados.

 

Trabalhos tóxicos e extenuantes não são exclusivos de quem trabalha em grandes empresas.

 

Poderíamos associar a qualidade ruim do trabalho à ambientes que instigam a competição, principalmente em grandes empresas, mas esta não seria uma verdade.

 

É cada vez mais comum vermos empreendedores esgotados. Ser autossuficiente, vencer os desafios de empreender, dar conta de tudo. Só isso já faz com que estes profissionais se sobrecarreguem. E muitos, sem equipe, nem lembram quando foram as últimas férias.

 

Profissionais autônomos também estão na lista dos “esgotados”. A pressão por garantir diariamente o seu salário, além de cuidar de seus próprios benefícios e estrutura, faz com que eles cheguem ao limite e não consigam relaxar. Não aprendemos a trabalhar neste modelo o que leva muita gente a ter dificuldade com planejamento e gestão e assim acabam se sobrecarregando ou não conseguindo manter o mínimo de qualidade de vida.

 

Profissionais que amam o que fazem também correm risco.

 

Exatamente por se envolverem demais com o que fazem, acabam não colocando limites.

 

 

4 Dicas para melhorar sua relação com o trabalho à partir de hoje:

 

#1 Delimite horário

Quantas horas você precisa trabalhar? Nestas horas, você está sendo realmente eficiente, com foco em estar sendo produtivo ou se mantém ocupado, fazendo atividades que não agregam?

 

E-mails , whatsapp, ligações. Precisam mesmo acontecer / serem respondidos a qualquer minuto? Se possível, desative notificações nos momentos de pausa e descanso.

 

 

#2 Existe vida após o expediente

Tenha atividades prazerosas fora do trabalho. Encontre algo que você goste de fazer, converse sobre outros assuntos, se relacione com pessoas que não são do trabalho. Faça algo em que consiga realmente desligar, relaxar.

 

#3 Cuide de você

Bem estar é cuidar do corpo, mente e alma.

Cuide do Corpo – Você abastece seu carro direitinho, certo? E o seu corpo? Cuide da alimentação para manter o bom funcionamento da sua máquina. Faça atividade física, ela influencia diretamente na sua química cerebral, ajudando a manter a motivação e a positividade. Faça sua rotina de exames anuais. Se você acha tempo para as reuniões, acredite, também conseguirá tempo para você.

Cuide da Alma – aprenda a meditar, relaxar e ser grato. Isso irá melhorar muito sua qualidade de vida.

Cuide da Mente – aprenda algo novo, questione seus padrões e crenças, abra sua mente para novas sinapses.

 

#4 Tenha clareza sobre quem você é quais passos deseja trilhar

Quem está no piloto automático tem mais propensão à cair no desânimo ou aceitar qualquer situação, trabalhando e levando a vida de forma robotizada, sem questionar e sem entender o que faz e porque faz.

Entenda o que te faz bem, quando precisa parar e para onde esta indo. Isso ajudará você a direcionar suas ações, dizer não quando necessário e ter resultados mais efetivos – e menos nocivos.

 

 

Pra carreira ir bem, a gente precisa estar bem.

 

 

Se você precisa de apoio, conte comigo.

 

O meu trabalho é ajudar pessoas que desejam se reinventar:

– para conquistar um trabalho mais autêntico e com propósito;
– para usar seu potencial, seus talentos e habilidades, e ter satisfação no que faz;
– para liderar, colaborar e se dedicar da melhor forma no que já faz;
– pra conseguir melhor harmonia entre a vida pessoal e profissional;
– para colocar em ação seu plano B, C, D… e por que não, tudo isso junto?

 

 

Seja num processo de consultoria individual, numa avaliação, num curso ou através de um texto como este, estou aqui disponível para ajudar você a se reencontrar profissionalmente – e ser mais realizado!

 

Bora?

 

Se você está insatisfeito com sua carreira, indico assistir este vídeo e fazer o nosso teste online de satisfação profissional.

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Descubra o quanto sua carreira está impactando na sua qualidade de vida.

 

 

 

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Tenha foco em resultados no trabalho sem abrir mão da sua vida

Você quer saber como harmonizar seus resultados no trabalho e na vida, ou acha que resultados é algo negativo?

 

“Tal empresa ou pessoa só foca em resultados.”

Em algum momento associamos focar em resultados como algo negativo, provavelmente porque encaramos que resultado é somente financeiro, bater metas a qualquer custo.

 

 

Segundo o dicionário Aurélio:

Resultado, substantivo masculino

  1. o que resulta, o que é a consequência, o efeito de uma ação, de um princípio.
  2. qualquer espécie de resolução sobre algum assunto.

 

Ou seja: tudo aquilo que fazemos ou decidimos, são resultados, inclusive suas consequências.

 

A questão é:

 

Quantas vezes, em busca de um resultado, esquecemos de todo o resto?

 

  • Empresas esquecem da sua responsabilidade social.
  • Pessoas esquecem suas responsabilidades com a família.
  • Grandes profissionais esquecem sua responsabilidade com a própria saúde.

 

 

Isso porque focamos num único resultado, sem observar o impacto nos demais resultados que desejamos ter.

 

 

 

 

Eu sou focada em resultados. Minha empresa, foca em resultados.

Você deve ser focado em resultados.

 

 

A questão é termos plena consciência, como pessoas, profissionais, empresários, gestores… sobre quais resultados buscamos, quais as consequências destes resultados (e não apenas tendo nosso umbigo como parâmetro) e pensar em resultados de forma ampla.

 

Quando o único resultado é financeiro, seja para uma empresa “ganhar dinheiro” ou para nós, “pagar boletos”, tem coisa errada, até porque o dinheiro não é a resposta para todas as questões.

 

 

 

Resultados devem sem mais amplos.

Para defini-los, sugiro você pensar nestes 5 aspectos poderosos:

 

 

Aonde você quer chegar

O que quer ter / ser

Quem você deseja ter ao seu lado

Qual imagem você quer transmitir

Qual impacto você quer causar no entorno (comunidade, amigos, clientes, sociedade)

 

Faça o exercício pensando nos resultados que espera para este mês. Alinhe suas metas e ações para estes resultados.

 

Se uma ação refletir apenas para um resultado, ou pior ainda, colocar os demais aspectos em risco, analise se é isso que realmente busca.

 

 

 

Muita gente tem dificuldade em pensar desta forma, porque estão presos no repertório “sempre foi assim, sempre fiz assim, as coisas não mudam”, ou pior: sequer se dão conta de que vivem de forma automática, sem se preocupar com suas consequências.

 

Se você se sente preso em pensamentos e ações ou se sente que o mundo está mudando e você não sabe como sair de onde está, te indico esta leitura: O MUNDO ESTÁ AO CONTRÁRIO E A GENTE REPAROU

 

E caso não encontre as respostas sozinho, busque ajuda.

 

 

Corra atrás do dinheiro. Pague seus boletos.

Mas não se esqueça de viver e ser feliz!

 

Boa reflexão. E te desejo uma vida repleta de resultados, muito foco para ir atrás deles e energia para comemorar suas conquistas!

 

 

 

 

 

 

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6 dicas para ser mais produtivo trabalhando em home office

trabalhar em home office

Trabalhar em home office é o sonho de muita gente.  Novas profissões, flexibilização da jornada de trabalho, busca de maior qualidade de vida – incluindo a fuga de passar horas no trânsito das grandes cidades, facilidade tecnológica, redução dos custos fixos. Não importa o motivo.

A questão é que o trabalho remoto é uma opção crescente entre profissionais e empresas.

 

Se até pouco tempo atrás o trabalho remoto era mais aplicável a profissionais autônomos ou de áreas como vendas e suporte técnico, hoje, em muitas empresas tradicionais, a possibilidade do trabalho remoto já é uma realidade em diversas áreas.

 

 

Para as empresas, economia financeira, sustentabilidade e concessão da condição como benefício aos funcionários são as principais questões avaliadas para implantação da modalidade de trabalho.  (No final do artigo eu trago informações sobre como as empresas podem se adequar a este formato)

 

O aumento de resultados acaba sendo visto como consequência.

 

Porém, para muitos profissionais trabalhar em home office acaba sendo muito mais produtivo.

 

Se esse não é o seu caso – se você ainda se sente improdutivo, tem muitas interrupções ou “se perde” nas atividades, este texto e as dicas que selecionei são para você.

Home Office na vida real

 

Eu trabalho a pouco mais de 3 anos em home office, cerca de 80% da minha semana em casa. Hoje tenho um espaço reservado para isso, mas nem sempre foi assim.

 

Quem se lembra do repórter da BBC, que estava ao vivo no ar, falando direto de seu espaço de home office e de repente as crianças entram correndo  na sala?

 

 

Isso se chama: vida real!

 

Pode conversar com quem trabalha em casa: todo mundo terá uma história tragicômica para contar (se você tiver, me conte! Editarei o artigo aos poucos, incluindo as melhores histórias!)

 

Eu já tive minhas cachorras latindo, com direito ao cachorro do meu cliente responder do outro lado da vídeo conferência.

 

 

Numa transmissão ao vivo inclusive, com cerca de 100 pessoas assistindo, uma delas resolveu “aparecer” e ficou subindo no sofá, por trás de onde eu estava sentada – e acabou saindo em todos os vídeos.

 

Também já aconteceu de acabar a luz no meio de teleconferências. E ter interrupção do sinal da internet naquele momento em que eu precisava entregar um relatório.

Em todas as situações, sempre agi com naturalidade: simplesmente expliquei a situação.  Sinceridade nestas horas funciona melhor do que cara de pânico ou fingir que nada está acontecendo.

 

Explico a situação e numa próxima analiso se tem algo a ser melhorado. Este é o processo básico para evoluirmos em qualquer quesito: não se cobrar e sim, analisar possibilidades de melhoria. Além do que, pedir desculpas não mata ninguém.

 

Outra situação comum: as pessoas ao redor acharem que você não está trabalhando. Filhos, amigos, vizinhos. Ao iniciar o trabalho em home office é comum as pessoas acharem que você está disponível para qualquer coisa.

 

Inclusive muitas vezes você mesmo esquecerá do trabalho e começará a arrumar as gavetas do guarda-roupas, mesmo tendo uma entrega urgente.

Então, se temos dificuldades, bora falar das facilidades!

 

trabalhar em home office

Dicas para ter uma melhor experiência e performance ao trabalhar em home office:

 

#1  Organize-se

 

Disciplina e foco farão toda diferença. São comportamentos que temos condição de desenvolver e aprimorar (foco para mim sempre foi desafiador!).

 

Muita gente imagina que irá trabalhar menos em home office. A grande realidade é que muitas vezes acabamos trabalhando mais! Trabalho acumulado, demandas inesperadas, infraestrutura que não funciona quando você mais precisa!

 

Saiba definir prioridades, ter clareza sobre as entregas e demandas previstas e utilize ferramentas de apoio.

 

Os apps que eu mais uso:

  • Evernote para organizar ideias, inclusive para anotar em áudio ideias para próximos textos;
  • Trello para organizar as demandas e tarefas da equipe (todos trabalham de forma remota);
  • Ferramentas do Google – Agenda e Drive são os que mais uso. Assim, integro tudo – compromissos e arquivos, e minha equipe consegue acompanhar a distância.
  • Zoom – para conversas online. Ele traz facilidades como o uso até 100 pessoas, quadro branco e gravação da reunião.

 

Todos funcionam no notebook e no celular simultaneamente, assim, de onde você estiver terá acesso. (não é propaganda, não ganhei nenhum centavo, são os que realmente uso)

 

#2  Planeje-se

 

Como citei, utilizo o Trello para gerenciamento dos projetos e tarefas. Porém estabeleci em minha rotina um hábito que me tornou extremamente produtiva e focada:

 

Planejamento Semanal e Metas diárias.

 

Como funciona na prática:

 

  • Uma vez na semana (eu faço isso no domingo) olho para meus resultados esperados e tarefas do mês.

 

  • Defino o que farei nesta semana para conseguir evoluir ao máximo: de entregas a tarefas, a prioridade é definida ali.

 

  • Elenco estas prioridades em ordem de importância para meus resultados, sempre começo executando a mais importante / prioritária.

 

  • Todos os dias pela manhã faço meu checklist do dia, avaliando o que já cumpri, o que falta fazer e novas demandas que aparecem no meio do caminho.

 

  • Não “me deixo interromper” enquanto não cumpro a meta do dia

 

Também é muito importante você planejar as demais atividades: das compras de casa à atividades e recursos que precise de terceiros, junto com as suas atividades de trabalho. É comum, principalmente no começo, subdimensionar o tempo gasto nas atividades e ser interrompido por questões não planejadas. Aos poucos você terá melhor noção e controle.

 

Neste artigo eu falo sobre prioridade e planejamento

 

#3  Cuide do seu tempo

 

Não fique acessível 24h por dia. Trabalhando remoto você pode ser acionado via whatsapp, telefone, e-mail e mais as notificações dos sistemas e aplicativos que utilizar. Acabamos perdendo muito tempo com isso. O que sugiro é que você intercale tempos de respostas /  contatos com o tempo em que foca no que precisa fazer.

 

Também é muito importante fazer pausas. É comum pessoas que trabalham remoto ficarem o dia todo em frente ao computador e não verem literalmente a cor do dia. Levante, faça pausas rápidas, espreguice. Eu costumo sair pra almoçar ou tomar um café fora, inclusive.

 

Uma técnica incrível para essa administração do tempo que eu utilizo é o POMODORO.

 

A Técnica Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo desenvolvido por Francesco Cirillo no final dos anos 1980. A técnica consiste na utilização de um cronômetro para dividir o trabalho em períodos de 25 minutos, separados por breves intervalos

 

Passo-a-passo

  • Escolher e listar as tarefas a serem executadas;
  • Ajustar o cronômetro para o tempo desejado (geralmente 25 minutos);
  • Escolher a tarefa inicial;
  • Trabalhar na tarefa escolhida até que o alarme toque. Se alguma distração importante surgir, anotá-la e voltar o foco imediatamente de volta à tarefa;
  • Quando o alarme tocar, marcar um “x” na lista de tarefas;
  • Se houver menos de 4 marcações, fazer uma pausa curta (3-5 minutos);
  • Se houver quatro pomodoros marcado, fazer uma pausa mais longa (15-30 minutos), zerando a contagem de marcações e retornando ao passo 1.

 

As etapas de planejamento, controle de tempo, gravação de registros e visualização são fundamentais para a técnica.

 

Na fase de planejamento de tarefas, são priorizados os itens que devem ser feitos no dia. Isso permite que os usuários possam estimar as tarefas que exigem maior esforço. Como cada pomodoro refere-se a um período indivisível de 25 minutos, que deve ser registrado na lista, é possível fazer uma auto-observação de como o tempo é gasto.

 

Um objetivo essencial da técnica é reduzir o tempo das interrupções, adiando outras atividades que interrompam o pomodoro.

 

(fonte sobre Pomodoro: wikipedia)

trabalhar em home office

 

#4  Delimite e organize seu espaço

Quem começa a trabalhar em casa sofre com a invasão ou perda do espaço e da agenda, principalmente quando não vive sozinho.

 

Filhos e família podem não considerar que você está em casa trabalhando, por isso, é fundamental ter o espaço de trabalho bem definido.

 

Se possível, tenha uma mesa /  cantinho para seu uso.

 

Se isto não for possível e você acabar trabalhando na mesa da sala, tenha o seu kit de trabalho, com todas as suas coisas dentro. Ao iniciar seu dia, organize seu espaço.

 

Também é importante informar as pessoas que convivem com você sobre o trabalho que você realiza e qual apoio precisa deles para tudo fluir bem. Eu fiz “acordos” em casa, como por exemplo: porta fechada significa “não interrompa”. Quando estou em vídeo conferência ou preciso ter mais foco, fecho a porta!

Livre-se ao máximo dos papéis. Quanto mais a sua vida estiver no mundo online, mais simples e leve ficará o seu dia a dia e mais fácil ficará pra você se adaptar a um novo lugar de trabalho quando necessário. Lembre-se também de ter backup de tudo!

 

#5  Você é um profissional, apenas num novo ambiente

 

Mesmo que você passe o dia todo de pijama e atenda as pessoas por chat, saiba: você precisa se lembrar que está a trabalho.

 

Preocupe-se com a imagem e credibilidade que transmite. Da qualidade da internet, das ferramentas e documentos que entrega, à sua imagem pessoal, tudo influenciará numa questão importante: seu ânimo, motivação e imagem profissional.

 

Muita gente começa a trabalhar de forma remota e se isola ou fica “desleixado”, para de se preocupar em se apresentar, em se cuidar, em se atualizar.

 

Fora cuidar de você, cuide do ambiente. Trabalhar num ambiente agradável irá afetar diretamente na sua produtividade e bem estar.

 

#6  Mantenha, cultive e crie relacionamentos

 

Cuidado para não se “apagar do mundo”, afinal já diria a famosa frase: Quem não é visto não é lembrado.

Estabelecer bons contatos, manter os relacionamentos e criar novas oportunidades de conhecer gente é fundamental.

 

Inclua em sua rotina participar de eventos presenciais, marcar compromissos com seus colegas de trabalho e frequente ambientes de trabalho colaborativos – existem muitos escritórios abertos, coworkings e cafés onde profissionais e encontram.

 

São espaços de trocas valiosas e excelente networking.

 

Depois de quase dois anos de trabalho remoto o que eu mais sentia falta era de gente de carne e osso! Ir alguns dias para um coworking foi a solução ideal, hoje isso agrega muito para meu trabalho e motivação. 

 

Para ter bons resultados e entrosamento, escolha um lugar em que haja sinergia com os profissionais que frequentam o espaço.  

 

Trabalhar remoto não necessariamente significa trabalhar apenas de casa.

trabalhar em home office

O Jornal a Folha de São Paulo publicou uma matéria em fevereiro/2018 onde fala sobre as vantagens para as empresas em utilizar a modalidade de home office e fala sobre as mudanças ocorridas na legislação trabalhista, que hoje já permite e regulamenta este tipo de trabalho, inclusive sobre as regras para custeio da infraestrutura.

Os principais pontos da relação empresa x funcionário são:

  • Deve constar no contrato quem vai arcar com os custos de infraestrutura e equipamentos necessários para a atividade, como internet e computador. Estes custos são negociáveis.
  • Não se computa e não há limite para a jornada de trabalho, o trabalho é por produtividade.
  • Os benefícios permanecem os mesmos, exceto vale transporte. O Vale refeição continua sendo devido, caso faça parte do pacote de benefícios (quem trabalha em casa também almoça, certo?).
  • Sobre acidentes, a empresa deve instruir o funcionário sobre como evitar acidentes de trabalho e fazê-lo assinar um termo de responsabilidade. Em caso de acidente, a empresa pode alegar que não tem como saber se ele trabalhava no momento. (ex: a pessoa tropeçou na cozinha de casa e se machucou. Como saber se naquele momento estava trabalhando? Impossível).

 

E aí, como é para você trabalhar em home office? Tem histórias, dicas ou dúvidas? Me escreva!

 

Se você precisa identificar e desenvolver seus comportamentos para ter melhores resultados,  um processo de coaching com acompanhamento individual irá te ajudar. Clique aqui e saiba mais.

 

 

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