Felicidade e Trabalho, combinam?

É possível unir Felicidade e Trabalho com a competitividade em alta, medo do desemprego, busca por aumento de performance e resultados, ambientes e relacionamentos hostis e insalubres nas empresas, sobrecarga de trabalho?

 

 

Segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, o número de solicitações de afastamentos por esgotamento profissional foi o maior da história. Um aumento de 114,8% entre 2017 e 2018.

 

 

Neste  artigo eu falei sobre o Burnout e outras questões que levam ao esgotamento.

 

Mas em que momento Felicidade e Trabalho andam juntas?

 

Segundo os pesquisadores Yerkes e Dodson, níveis moderados de stress levam a um aumento de performance. Isso porque desafios, pressão, excitação… levam à motivação que faz com que o desempenho aumente.

 

 

Porém, somente até determinado ponto. Se a pressão for demais, ou por tempo demasiada, ela levará a pessoa a ter altos níveis de stress, ansiedade, medo, falta de concentração… que levarão à redução de performance.

 

 

O que difere o remédio do veneno é apenas a dose!

 

 

Se conseguimos que estímulos externos levem ao stress, conseguimos também ter ações e pensamentos que nos levem à felicidade? Claro que sim, e mais simples do que muitos pensam (apesar de que ser feliz dá trabalho).

 

 

A felicidade foi substituída nos estudos de Psicologia Positiva pelo Bem Estar (uma vez que felicidade é subjetivo demais e podemos trabalhar pelo aumento da qualidade de vida e emoções positivas, que ocasionam o bem estar / felicidade.)

 

 

3 passos para unir felicidade e trabalho:

 

PASSO #1 RECONHECER O TERRITÓRIO

Precisamos reconhecer os aspectos que nos trazem satisfação, motivação, que suprem nossas necessidades individuais, bem como reconhecer o que não nos faz bem – e o que não queremos para nossa vida e carreira.

 

 

Quando falo sobre felicidade no trabalho, três questionamentos são fundamentais, tente respondê-los:

  • Como você chegou onde está – quais caminhos percorreu para chegar na posição onde está hoje, seja ela boa ou ruim.
  • Porque você está aí, nesse emprego, carreira ou empresa – mesmo que ela seja sua! – o que te faz ir trabalhar, o que te motiva a buscar o seu desenvolvimento e maiores resultados.
  • O quanto esse trabalho tem ligação, em %, com o seu estilo de vida, com o que você deseja pra sua vida pessoal.

 

 

PASSO #2 O QUE TE COLOCA PRA BAIXO

 

Pensar no que te incomoda hoje, no que te faz mal, é o primeiro passo para solucionar qualquer problema.

  • Excesso de trabalho?
  • Incompatibilidade com seu líder?
  • Diferenças com a cultura / valores da empresa?
  • Falta de pertencimento? 

 

 

O que é importante neste caso: identificar se a situação é pontual, até mesmo passageira, do que é definitivo. Muitas vezes podemos estar numa situação ruim, mas todo o contexto é positivo. Neste caso, é traçar alternativas para solucionar o que está acontecendo.

 

 

Planos de ação e boas (e sinceras) conversas costumam resolver estas situações.

 

 

Gosto muito de uma frase do Churchill:

Se estiver atravessando o inferno, apenas siga.

 

 

Ao identificar os gatilhos, o que desperta a sua insatisfação, você estará limpando seu campo de visão e assim começará a perceber se os problemas estão mesmo relacionados ao seu campo de atuação, à empresa em que você trabalha ou até mesmo se o problema é com você.

 

 

 Antes de qualquer mudança – de empresa, de profissão, de área – é necessário checar se a insatisfação é geral, que necessite mesmo da mudança, ou se são apenas itens pontuais a serem ajustados.

 

 

Neste caso, ao invés de investir na mudança, podemos nos aplicar no desenvolvimento de habilidades e comportamentos que aliviem a pressão e tragam mais satisfação.

 

 

PASSO #3 SE COLOCANDO PRA CIMA

 

Alguns elementos bem simples fazem toda a diferença para a satisfação – e a busca pela felicidade no trabalho.

  • O que você pode fazer, de imediato: Dentro de cada item citado abaixo, estabeleça uma ação por semana e aplique.

 

 

Aumente o Pertencimento: Fazer parte de um grupo, ter com quem conversar, acreditar que tem apoio. Pode ser um colega mais próximo, seu time inteiro. Estabeleça relações de confiança.

 

 

Faça pausas: Aprenda a desligar o celular e ouvir o seu corpo. Ele dá sinais de cansaço, esgotamento, excitação que muitas vezes não vemos – por distração ou excesso de ocupação. Estes excessos atuam na perda de foco. Em vez de ser mais produtivo, nosso rendimento cai. Pausas rápidas, como tomar um café ou ouvir uma música no celular ajudam a voltar pro eixo.

 

 

Cuide do Hardware e do Software: Nem só de trabalho se vive. O corpo e a mente tem que estar bem. Vários estudos comprovam que pessoas que meditam e se exercitam tem melhor rendimento e maior satisfação. Junto a isso, alimente-se bem. Faça check-ups e mantenha sua saúde em primeiro lugar.

 

 

Planejamento e Prioridades: Quanto mais planejado for o seu dia, mas fácil fica estabelecer prioridades, questionar tarefas, investir seu tempo e neurônios no que precisa ser feito.

 

 

Quem não tem prioridade, fará a prioridade de alguém.

 

 

Aprenda inclusive a questionar ordens e prazos, entender as expectativas sobre atividades e prazos. Nem tudo é urgente, muitas vezes nós assumimos mais do que é possível de ser feito.

 

 

Propósito: Você está aí por que? Qual o real motivo de você levantar de manhã, escovar os dentes, ir trabalhar? Se você não faz ideia do motivo pelo qual levanta da cama, precisa encontrar um.

 

 

Mais do que apenas ter uma lista de ações, a soma entre

[ o real querer +  a vontade de agir +  pensar diferente ] = diferença na sua vida.

 

 

Seu líder continuará igual, a empresa também.

As circunstâncias, os acontecimentos, seguirão normalmente.

O que você faz com eles é o que realmente fará diferença em sua vida.

 

 

Outros materiais que podem te ajudar:

 

 

COMO FAZER UMA TRANSIÇÃO DE CARREIRA

 

TESTE – DESCUBRA COMO ESTÁ A SUA INSATISFAÇÃO PROFISSIONAL

 

 

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