Desenvolvimento profissional: por onde começar?

Desenvolvimento profissional inicia quando você identifica os erros que vem cometendo até aqui. Vamos te ajudar a analisar seu perfil e fazer as mudanças.

 

Desenvolvimento profissional não significa apenas aumento de salário ou promoção. Desenvolvimento tem ligação com o quanto você possui empregabilidade, o quanto o mercado de trabalho tem demanda e valoriza o que você sabe fazer. 

 

Muitas pessoas desempregadas.

Outras tantas insatisfeitas com o trabalho atual porém com medo do que fazer, para onde correr.

 

No mesmo cenário encontramos profissionais que são chamados para participar de processos seletivos, sendo que estes estão empregados, não estão mandando currículos ou participando ativamente de redes como o LinkedIn.

 

 

Qual a diferença entre eles?

O que diferencia um profissional que tem empregabilidade de outro que está estagnado ou amargando um bom tempo de desemprego?

 

 

Claro que não existe resposta mágica e em alguns casos o desaquecimento do mercado em algumas áreas fez estrago, como é o caso dos engenheiros (hoje, na minha visão, os profissionais com maior dificuldade para recolocação).

Por isso mesmo,  o seu desenvolvimento profissional inclui analisar demanda de mercado.

 

 

Mas existem alguns erros que são cometidos por profissionais com baixa empregabilidade.

 

 

Antes de seguirmos, é bom alinharmos o significado deste termo tão em uso:

 

Empregabilidade significa a capacidade ou possibilidade de conseguir um emprego ou manter-se nele. O conceito se relaciona com a capacitação profissional e com as aptidões para o mercado de trabalho, ou seja, o quanto o mercado de trabalho deseja alguém com seu perfil e competências.

 

 

 

Abaixo cito os principais perfis que comprometem a empregabilidade e impactam no desenvolvimento profissional.

 

Atentar-se para não ter estes perfis é o primeiro passo para o seu desenvolvimento profissional.

 

 

Perfil mais do mesmo

Muitas vezes um currículo recheado de cursos e formações cai neste campo. Por que? Porque apesar de muito conteúdo, faltam diferenciais. Ao compararmos seu perfil com os demais, o que você tem / faz / sabe de diferente?

 

 

Não basta seguir modinhas, fazer o curso que todo mundo está fazendo, busque o algo a mais. E se você souber associar este diferencial com suas habilidades já bem desenvolvidas, o resultado será ainda melhor.

 

 

Inglês é diferencial? Infelizmente, não. Pós Graduação é diferencial? Depende do que e onde.

Acredite: os maiores diferenciais são construídos com resultados e comportamentos. Aqui são dois campos que poucas pessoas terão algo igual a você!

 

 

Perfil Eu me viro sozinho

São os casos que possuem networking falho ou inexistente. Você pode falar mal do QI (Quem indica) , mas não pode fugir dele.

Muitas vezes as pessoas perguntam para sua rede de contatos se possuem uma indicação e nesta hora vale aquela máxima “quem não é visto não é lembrado”.

 

 

Esteja presente, seja nas redes sociais ou nos eventos, coloque isso na sua agenda de desenvolvimento mensal.

Existem muitas oportunidades hoje de acessar pessoas da nossa área de atuação.

 

 

Perfil Isso não é Comigo

Parece batido falar sobre autoconhecimento, mas não é. Os melhores profissionais estão constantemente investindo neste assunto, buscando o autodesenvolvimento através do olhar para si mesmo, seja sozinhos ou com apoio de metodologia ou assessments profissionais.

 

 

Quando não nos conhecemos temos maior dificuldade de falar sobre nós mesmos, definir nossos pontos de desenvolvimento, entender quais comportamentos podem ser potencializados.

 

 

Junto ao autoconhecimento, a visão distorcida também impacta muito. A pessoa faz testes de personalidade, recebe feedback, é avaliado 360… mas culpa os outros pelas suas falhas, não assume seus pontos fracos, suas vulnerabilidades.

Sendo assim, também não consegue se desenvolver. E tem os profissionais que possuem visão distorcida com baixa auto-estima.

Por mais que sejam elogiados, tenham feedbacks positivos, não se vêem desta forma e acabam se inferiorizando ou não assumindo desafios maiores por não se acharem capazes.

 

Perfil Desesperado

A ansiedade aqui é o problema. Não falo da patologia ansiedade em si, e sim do comportamento.

 

 

O profissional com comportamento ansioso muitas vezes se desespera antes da hora ou cria fantasmas internos, pensando de forma acelerada sobre aspectos irrelevantes da situação.

Assim, ou agem de forma precipitada, podem literalmente “queimar seu filme” ou não agem por medo dos “ses” criados mentalmente.

 

 

É preciso aprender a respirar, cuidar da inteligência emocional, olhar as situações de forma mais ampla (olhar de fora, ver a situação como um todo) e aprender a planejar as atividades para controlar esta ansiedade.

Em muitos casos é indicado o acompanhamento psicológico também, não deveríamos relutar em buscar apoio para nossa mente e emoções.

 

 

Perfil burro amarrado na sombra

É o perfil estagnado, que parou no tempo, deixou de evoluir. Aqui não encontramos apenas profissionais que estão trabalhando a muito tempo na mesma área. Muitas vezes me deparo com profissionais de carreira acelerada, que fizeram mil cursos, tiveram desenvolvimento de carreira, uma carreira crescente: mas específica para uma empresa ou segmento, que entrou em declínio.

Aprenderam sobre determinado processo ou sistema que só era utilizado ali. Para o resto do mercado, não tem a mínima serventia.

 

 

Esteja atualizado com as mudanças no mercado, frequente ambientes e grupos, tenha conversa com profissionais fora da sua empresa ou área.

Entender as mudanças do mercado é fundamental para manter-se em sintonia com o que está sendo realizado por aí e com os desafios que você pode encarar no mercado.

 

 

Este artigo tem tom de alerta, reflexões, não de diagnóstico.

 

Investir em Desenvolvimento Profissional é simples e deveria ser rotineiro.

 

Não espero que você se veja em X perfis, e sim que reflita sobre o quanto deseja ter empregabilidade e como pode tomar medidas simples, no dia a dia, para conseguir manter-se na ativa, trabalhando com o que gosta e sentindo-se realizado por isso.

 

 

A melhor hora de olhar para algo é quando não precisamos. Com o desenvolvimento de carreira não é diferente.

 

 

Aqui um vídeo curtinho sobre as mudanças que estão acontecendo no mundo, no mercado de trabalho, em nossa carreira – e sobre como estamos lidando com isso. O desenvolvimento profissional é cada vez mais uma responsabilidade nossa, não das empresas ou líderes.

 

 

 

 

Clicando aqui você pode fazer um teste e analisar como está sua satisfação profissional.

 

 

 

 

 

 

Compartilhe!