Desenvolvimento profissional: por onde começar?

Desenvolvimento profissional inicia quando você identifica os erros que vem cometendo até aqui. Vamos te ajudar a analisar seu perfil e fazer as mudanças.

 

Desenvolvimento profissional não significa apenas aumento de salário ou promoção. Desenvolvimento tem ligação com o quanto você possui empregabilidade, o quanto o mercado de trabalho tem demanda e valoriza o que você sabe fazer. 

 

Muitas pessoas desempregadas.

Outras tantas insatisfeitas com o trabalho atual porém com medo do que fazer, para onde correr.

 

No mesmo cenário encontramos profissionais que são chamados para participar de processos seletivos, sendo que estes estão empregados, não estão mandando currículos ou participando ativamente de redes como o LinkedIn.

 

 

Qual a diferença entre eles?

O que diferencia um profissional que tem empregabilidade de outro que está estagnado ou amargando um bom tempo de desemprego?

 

 

Claro que não existe resposta mágica e em alguns casos o desaquecimento do mercado em algumas áreas fez estrago, como é o caso dos engenheiros (hoje, na minha visão, os profissionais com maior dificuldade para recolocação).

Por isso mesmo,  o seu desenvolvimento profissional inclui analisar demanda de mercado.

 

 

Mas existem alguns erros que são cometidos por profissionais com baixa empregabilidade.

 

 

Antes de seguirmos, é bom alinharmos o significado deste termo tão em uso:

 

Empregabilidade significa a capacidade ou possibilidade de conseguir um emprego ou manter-se nele. O conceito se relaciona com a capacitação profissional e com as aptidões para o mercado de trabalho, ou seja, o quanto o mercado de trabalho deseja alguém com seu perfil e competências.

 

 

 

Abaixo cito os principais perfis que comprometem a empregabilidade e impactam no desenvolvimento profissional.

 

Atentar-se para não ter estes perfis é o primeiro passo para o seu desenvolvimento profissional.

 

 

Perfil mais do mesmo

Muitas vezes um currículo recheado de cursos e formações cai neste campo. Por que? Porque apesar de muito conteúdo, faltam diferenciais. Ao compararmos seu perfil com os demais, o que você tem / faz / sabe de diferente?

 

 

Não basta seguir modinhas, fazer o curso que todo mundo está fazendo, busque o algo a mais. E se você souber associar este diferencial com suas habilidades já bem desenvolvidas, o resultado será ainda melhor.

 

 

Inglês é diferencial? Infelizmente, não. Pós Graduação é diferencial? Depende do que e onde.

Acredite: os maiores diferenciais são construídos com resultados e comportamentos. Aqui são dois campos que poucas pessoas terão algo igual a você!

 

 

Perfil Eu me viro sozinho

São os casos que possuem networking falho ou inexistente. Você pode falar mal do QI (Quem indica) , mas não pode fugir dele.

Muitas vezes as pessoas perguntam para sua rede de contatos se possuem uma indicação e nesta hora vale aquela máxima “quem não é visto não é lembrado”.

 

 

Esteja presente, seja nas redes sociais ou nos eventos, coloque isso na sua agenda de desenvolvimento mensal.

Existem muitas oportunidades hoje de acessar pessoas da nossa área de atuação.

 

 

Perfil Isso não é Comigo

Parece batido falar sobre autoconhecimento, mas não é. Os melhores profissionais estão constantemente investindo neste assunto, buscando o autodesenvolvimento através do olhar para si mesmo, seja sozinhos ou com apoio de metodologia ou assessments profissionais.

 

 

Quando não nos conhecemos temos maior dificuldade de falar sobre nós mesmos, definir nossos pontos de desenvolvimento, entender quais comportamentos podem ser potencializados.

 

 

Junto ao autoconhecimento, a visão distorcida também impacta muito. A pessoa faz testes de personalidade, recebe feedback, é avaliado 360… mas culpa os outros pelas suas falhas, não assume seus pontos fracos, suas vulnerabilidades.

Sendo assim, também não consegue se desenvolver. E tem os profissionais que possuem visão distorcida com baixa auto-estima.

Por mais que sejam elogiados, tenham feedbacks positivos, não se vêem desta forma e acabam se inferiorizando ou não assumindo desafios maiores por não se acharem capazes.

 

Perfil Desesperado

A ansiedade aqui é o problema. Não falo da patologia ansiedade em si, e sim do comportamento.

 

 

O profissional com comportamento ansioso muitas vezes se desespera antes da hora ou cria fantasmas internos, pensando de forma acelerada sobre aspectos irrelevantes da situação.

Assim, ou agem de forma precipitada, podem literalmente “queimar seu filme” ou não agem por medo dos “ses” criados mentalmente.

 

 

É preciso aprender a respirar, cuidar da inteligência emocional, olhar as situações de forma mais ampla (olhar de fora, ver a situação como um todo) e aprender a planejar as atividades para controlar esta ansiedade.

Em muitos casos é indicado o acompanhamento psicológico também, não deveríamos relutar em buscar apoio para nossa mente e emoções.

 

 

Perfil burro amarrado na sombra

É o perfil estagnado, que parou no tempo, deixou de evoluir. Aqui não encontramos apenas profissionais que estão trabalhando a muito tempo na mesma área. Muitas vezes me deparo com profissionais de carreira acelerada, que fizeram mil cursos, tiveram desenvolvimento de carreira, uma carreira crescente: mas específica para uma empresa ou segmento, que entrou em declínio.

Aprenderam sobre determinado processo ou sistema que só era utilizado ali. Para o resto do mercado, não tem a mínima serventia.

 

 

Esteja atualizado com as mudanças no mercado, frequente ambientes e grupos, tenha conversa com profissionais fora da sua empresa ou área.

Entender as mudanças do mercado é fundamental para manter-se em sintonia com o que está sendo realizado por aí e com os desafios que você pode encarar no mercado.

 

 

Este artigo tem tom de alerta, reflexões, não de diagnóstico.

 

Investir em Desenvolvimento Profissional é simples e deveria ser rotineiro.

 

Não espero que você se veja em X perfis, e sim que reflita sobre o quanto deseja ter empregabilidade e como pode tomar medidas simples, no dia a dia, para conseguir manter-se na ativa, trabalhando com o que gosta e sentindo-se realizado por isso.

 

 

A melhor hora de olhar para algo é quando não precisamos. Com o desenvolvimento de carreira não é diferente.

 

 

Aqui um vídeo curtinho sobre as mudanças que estão acontecendo no mundo, no mercado de trabalho, em nossa carreira – e sobre como estamos lidando com isso. O desenvolvimento profissional é cada vez mais uma responsabilidade nossa, não das empresas ou líderes.

 

 

 

 

Clicando aqui você pode fazer um teste e analisar como está sua satisfação profissional.

 

 

 

 

 

 

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Autoconhecimento: o caminho para uma vida melhor

Olhe para você, para quem você é e para o caminho que você percorreu até aqui: talvez você tenha grandes conhecimentos em humanas, exatas ou biológicas, grandes conhecimentos em idiomas, inglês ou espanhol fluentes, pode conhecer sobre softwares e aplicativos modernos e não me espantarei se você conhecer vários lugares do mundo.

 

E o que você conhece, com clareza, sobre você?

 

Normalmente temos muito mais facilidade em lidar com questões externas do que em olhar para dentro de nós, para identificar o que temos de bom e ruim. E aqui, não falo sobre aquelas perguntas de entrevista, pra você falar sobre pontos fortes e fracos, o que proponho é uma análise profunda sobre quem você é de verdade, quais suas preferência, motivações e paixões.

 

No melhor estilo: Por que você vive?

 

Ocupados com a vida corrida que assumimos desde o início da adolescência, nossa preocupação acaba voltada para a sobrevivência ou superação de desafios e etapas: escolher uma carreira, passar no vestibular, arrumar um bom emprego, conseguir se manter, comprar casa e carro, constituir família e assim seguir a vida com seus inúmeros desafios, deveres e compromissos.

 

Hoje, ainda temos mais um aliado para nos distanciar do autoconhecimento: o excesso de mídias e informações. Tudo nos leva ao mundo externo. Somos bombardeados o tempo todo pela oferta de tudo quanto é supérfluo mas que pode tornar nossa vida melhor – e com necessidade de trabalhar mais, ganhar mais para poder consumir… ainda mais.

 

Cobranças externas, comparações e competição também são elementos cruciais para nos distanciar de quem somos e do que gostamos.

 

 

Enquanto tentamos agradar aos outros ou nos encaixar num lugar que não é nosso, deixamos de viver a nossa vida de forma verdadeira, autêntica.

 

Como num jogo de quebra-cabeça, somos a peça da ponta tentando caber no meio. Não encaixa.

 

O autoconhecimento é fator determinante para fazer escolhas assertivas.

Saber quem você realmente é, do que gosta, onde quer chegar e porque faz o que faz (os motivadores) irá ajudá-lo não somente nos momentos de decisão, mas também a aumentar a qualidade de vida, melhorar os relacionamentos e otimizar os resultados.

 

Olhe pra sua vida, pra sua carreira, para os seus relacionamentos: O que você gostaria que fosse diferente ou melhor?

 

E tudo bem não ter a resposta exata sobre como gostaria que as coisas estivessem. Muitas vezes temos apenas a insatisfação, o incômodo sobre como as coisas estão mas não sabemos propor as mudanças.

É como se soubéssemos O QUE precisa ser mudado, mas buscamos nos livros e manuais da vida o COMO fazer, PRA ONDE ir… e a resposta está aí perto, dentro de você pra ser exato.

 

E como tirar estas camadas de sombras, máscaras, crenças e projeções e viver sua vida e carreira autêntica? Através do exercício contínuo do autoconhecimento, experimentando as possibilidades que a vida traz, aos poucos, para entender o que realmente faz sentido pra você.

 

 

3 aspectos fundamentais sobre autoconhecimento

Para você iniciar este mergulho em quem você e o que te trará real satisfação

 

Dedique-se a ser a sua melhor versão.

 

Pare de olhar para os pontos fracos e coloque sua energia no que você é bom. Não significa que você deva ignorar suas sombras e fraquezas, porém muitas vezes damos mais ênfase à elas e deixamos de potencializar o que realmente temos de melhor.

Acredite, será muito mais fácil, fluído e leve você agir com a sua melhor versão.

 

Quanto aos seus pontos fracos, observe e busque melhorá-los sempre que eles te impedirem de realizar algo ou de ter resultados melhores na sua vida e carreira. Crie o hábito de olhar para suas atividades e se perguntar: o que eu poderia ter feito melhor ou diferente, usando a seguinte frase “Eu também poderia ter feito x coisa”. Assim você irá estimular a melhoria, não a crítica.

 

Reflexão: O que você faz muito bem, sem dificuldade, preguiça ou cansaço?

 

 

Agimos mais pela dor do que pelo amor.

 

É necessário entender que o ser humano age para evitar a dor ou para buscar prazer. Porém, exatamente porque não queremos sofrimento, agimos mais pela dor do que pelo prazer de ter mais realizações. Temos muito mais iniciativa e ações para mudanças quando algo vai mal e procrastinamos na busca pelo prazer, quando tudo vai bem.

Se tudo está bem e eu tentar mudar algo, posso falhar. Falhar é sinônimo de dor, desconforto. Assim, muitas vezes evitamos começar algo novo.

 

Reflexão: Tente reconhecer suas dores e fraquezas. Comece percebendo o que te incomoda, o que te traz emoções negativas ou sentimentos de inferioridade.

 

 

As crenças tem papel fundamental sobre quem somos

As crenças são a nossa interpretação de fatos, estórias ou conversas.

Tudo o que vivenciamos, sentimos e ouvimos irá nos induzir a decisões e pré definições sobre o que é certo ou errado, bom ou mau, o que posso ou não posso, se sou capaz ou um fracasso. É a nossa interpretação sobre o mundo.

 

As crenças podem vir das nossas próprias experiências ou podem ser sociais, familiares, históricas. Acreditar em algo tanto pode nos limitar quanto fazer prosperar.

 

Eu dou força ao que acredito.

Assim, reconhecer as crenças que te limitam é fator fundamental para o autoconhecimento e para fazer escolhas assertivas.

 

Reflexão: O que você faz hoje apenas para agradar aos outros e o que não faz com medo do que os outros vão achar?

 

Neste artigo eu falo mais sobre Crenças Limitantes:

 Crenças limitantes: elas podem estar sabotando seus sonhos

 

 

As reflexões irão estimular você a pensar mais sobre suas ações, comportamentos, emoções: sobre você.

 

Autoconhecimento é músculo: exercite diariamente.

Este é o ponto de partida, começar a prestar atenção diariamente em você mesmo, sem cobranças, apenas buscando entender quais são as suas reais preferências, o que te motiva e te faz feliz, e o que você vem fazendo por obrigação ou simplesmente por não se dar conta de que havia opção melhor.

 

Conforme seguimos no processo contínuo de autoconhecimento, temos maior clareza sobre o que queremos de verdade e do que não abrimos mão. Isso te levará a ter menos medo de erros e mudanças, melhores resultados e a certeza de que está no caminho certo: o seu caminho.

 

Autoconhecimento é um desafio em que a disputa é com a gente mesmo, é tirar as máscaras, despir os personagens que criamos e seguir se descobrindo!

 

No dia 25 de Setembro realizei uma aula ao vivo sobre Autoconhecimento.

Assista aqui na íntegra:

 

Pra finalizar, seguem 3 poderosas reflexões que enviei ao final da aula: 

 

1) Olhe pra sua história. Do que você se arrepende e se pudesse voltar no tempo o que não repetiria?

 

2) Se não houvessem consequências ou dificuldades, o que você mudaria daqui pra frente em sua trajetória?

 

3) Como seria um dia fantástico para você, daqueles que você encerraria com sentimento de realização plena?

 

Feche os olhos, respire fundo e pense na sua vida. No que é maravilhoso e no que precisa de ajustes. E tudo bem não ter respostas prontas. Pense em como iniciar pequenas mudanças na sua vida para ir em direção da sua verdade.

 

***

 

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Leia aqui: https://www.intentus.com.br/qual-a-diferenca-entre-coaching-e-mentoria/

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Como aumentar a performance profissional e manter o equilíbrio com a vida pessoal

Muita gente busca alta performance profissional, porém nessa busca incessante por resultados acaba não sabendo como equilibrar vida e carreira.

 

Este artigo tem como objetivo abordar os seguintes temas:

 

  • Como equilibrar a carreira com a vida pessoal
  • Por que temos dificuldades para encontrar tal tipo de equilíbrio
  • Dicas para mudar o nosso hábito

 

Qual a melhor forma de conquistar seus objetivos? Um passo de cada vez ou correr como se estivesse numa maratona, aceleradamente?

 

Não existe resposta certa, depende do seu momento, do objetivo, do que você espera no final – não apenas o resultado, mas a construção de quem você é e de como chegará ao objetivo impactam diretamente nesta escolha de estratégia.

 

A diferença é que lentamente você irá construir habilidades e condicionamento para seguir sempre em frente, cada vez melhor.

E correndo, você pode chegar mais rapidamente ao resultado, porém mais cansado e sem ter aproveitado o percurso.

 

Qual o certo e o errado, na vida? Não existe.

Existe o que é certo para cada um de nós, e a cada etapa da vida e da carreira.

 

Tem períodos em que precisamos correr. Em outros, precisamos nos permitir experimentar, validar e aprender.

 

Uma coisa é certa: vivemos cada vez mais acelerados, com senso de urgência aflorado. E cada vez é mais difícil equilibrar vida e carreira.

 

Tudo é pra já!

 

Com isso, muitas vezes não temos tempo de construir hábitos saudáveis e duradouros e nem de focar no que realmente é necessário e prioritário.

 

Os jovens saem das faculdades “prontos” para serem gerentes em 5 anos de carreira ou serem CEOs de uma startup famosa. E se consideram fracassados os que não conseguem. Só que a minoria consegue.

 

A maior parte dos profissionais terá que percorrer um caminho longo, passo a passo. E nem todos irão chegar ao final desta caminhada.

Alguns porque desistem, veem que não era bem aquilo que queriam.

Outros, porque sentem as dificuldades e limitações – inclusive as emocionais!

 

 

Um exemplo bem claro sobre como aceleramos a vida, nos últimos 30 anos: olhe para a alimentação, o famoso fast food.

 

São vários elementos: praça de alimentação, delivery, restaurantes self service, produtos industrializados praticamente prontos, refeições congeladas. Tudo que nos dê praticidade, mas que nos leve a comer rápido e voltar pra atividade, seja ela em família, lazer ou trabalho.

 

A mensagem subliminar é: seja sempre mais produtivo!

 

E nós seguimos inventando mil formas de sermos mais produtivos, de aproveitarmos melhor cada segundo do dia – para então, acelerarmos mais ainda.

 

Só que com isso, também inserimos em nosso dia inúmeras ferramentas que apenas nos roubam tempo – como redes sociais mal utilizadas, excesso de aplicativos e eletrônicos, informações inúteis em demasia (afinal, como as pessoas viviam antes, sem ter um aplicativo que registra seu ciclo menstrual ou sem ver as últimas fotos na praia da moça que participou do BBB 2?).

 

Exemplos talvez fora da sua realidade, mas vale a reflexão: o que você vem fazendo ou consumindo que não te agrega nada?

 

Administrar a vida pessoal influencia a sua vida profissional

Isso é um fato.

Um detalhe importante e que você precisa ter em mente é não misturar as tarefas profissionais com as pessoais. O que é do trabalho fique no tempo destinado ao trabalho, e o que é da vida pessoal, faça o que gosta no seu tempo também.

 

Até mesmo na nossa vida pessoal temos prioridades. Então estabeleça suas prioridades fora do trabalho. Se sua meta principal na semana é passear com os filhos, planeje e execute isso em primeiro lugar. Se sua meta é alterar a decoração do quarto, reserve o dia certo para isso e execute como se fosse um projeto do seu trabalho a ser entregue.

 

Repare que o gerenciamento do tempo é crucial.

 

 

Foco: ilustração sobre como equilibrar a vida e a carreira

 

Os dois principais pontos de atenção para quem quer conquistar qualquer objetivo: foco e hábito.

 

Foco:

Nem todo mundo nasce focado.

 

Eu sou um exemplo clássico disso, o que o teste MBTI chama de tipo N, os intuitivos. Abro a geladeira pra pensar, vou fazer algo e esqueço o que era no meio do caminho, me apaixono por novas ideias e esqueço das anteriores, começo a navegar pela internet em busca de algo importante e logo esqueço do que estava fazendo. Foco zero.

 

Mas o foco se constrói com: foco…rs. Isso mesmo.

 

 

Pergunta sobre foco, para você se fazer a cada etapa, dia, planejamento ou nova ação:

 

Onde isso me leva? Qual o meu objetivo com essa ação, o que terei/conquistarei quando concluir atividade. Faça esta pergunta quando ligar a TV e verá que em geral irá desligá-la, a não ser que o objetivo seja se informar ou descansar por algum tempo.

 

E aqui, vale a dica incrível para equilibrar vida e carreira – a técnica POMODORO para aumento de foco.

 

A Técnica Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo desenvolvido por Francesco Cirillo no final dos anos 1980. A técnica consiste na utilização de um cronômetro para dividir o trabalho em períodos de 25 minutos, separados por breves intervalos

 

Passo-a-passo

  • Escolher e listar as tarefas a serem executadas;
  • Ajustar o cronômetro para o tempo desejado (geralmente 25 minutos);
  • Escolher a tarefa inicial;
  • Trabalhar na tarefa escolhida até que o alarme toque. Se alguma distração importante surgir, anotá-la e voltar o foco imediatamente de volta à tarefa;
  • Quando o alarme tocar, marcar um “x” na lista de tarefas;
  • Se houver menos de 4 marcações, fazer uma pausa curta (3-5 minutos);
  • Se houver quatro pomodoros marcado, fazer uma pausa mais longa (15-30 minutos), zerando a contagem de marcações e retornando ao passo 1.

 

As etapas de planejamento, controle de tempo, gravação de registros e visualização são fundamentais para a técnica.

 

Na fase de planejamento de tarefas, são priorizados os itens que devem ser feitos no dia. Isso permite que os usuários possam estimar as tarefas que exigem maior esforço. Como cada pomodoro refere-se a um período indivisível de 25 minutos, que deve ser registrado na lista, é possível fazer uma auto-observação de como o tempo é gasto.

 

Um objetivo essencial da técnica é reduzir o tempo das interrupções, adiando outras atividades que interrompam o pomodoro.

 

(fonte sobre Pomodoro: wikipedia)

 

Controlar o tempo é crucial para equilibrar vida e carreira

 

Outra dica fantástica e simples pra aumentar seu foco e assim equilibrar vida e carreira: como planejar suas atividades e metas

Tenha um caderninho (físico ou virtual – eu uso o app Evernote) para registrar ideias e afazeres. Tire da cabeça o que não precisa estar nela, deixe seu HD cerebral leve para processar informações.

Hábito:

Dificilmente conseguimos manter um hábito quando começamos ele de forma muito intensa, de forma pesada. Um bom exemplo são os regimes.

Quem quer conquistar o objetivo de forma acelerada, opta logo por iniciar dietas bruscas, muito privativas. Precisa perder x quilos pra caber no vestido pra próxima festa, por exemplo. Com a privação, vem a vontade. Porque não existe um novo hábito saudável, existe a limitação de não comer o que gosta e está acostumado.

Agora, quem quer criar o hábito de melhorar a alimentação, reduz e restringe alimentos aos poucos, acostuma o paladar, faz substituições.

Eu fiz assim quando defini que não tomaria mais café com açúcar, por exemplo. Fui reduzindo o açúcar, me acostumando com o amargo, até que comecei a tomar café puro e fiz disso um hábito.

 

Na carreira, no desenvolvimento pessoal, vale a mesma lógica.

 

Quem não tem o hábito de ler e se propõe a ler 1 livro na semana, ou no mês, poderá ter dificuldade e desistir. Mas se esta mesma pessoa se desafiar a ler uma ou duas páginas por dia, o desafio será baixo, ela começará a leitura e poderá ir aumentando a quantidade de páginas, conforme o hábito de ler for se consolidando – e se tornando fácil.

 

Eu sempre uso esta técnica com clientes de coaching que precisam ajustar comportamentos no trabalho, tais como interagir mais com a equipe, falar menos em reuniões, ter mais foco ou até mesmo ligar para clientes. Um pouco todo dia e o novo comportamento virará hábito, e aos poucos irá se consolidando.

 

Conheça todas as teorias, mas entenda sobre você

 

Não existe regra que se aplique pra todo mundo, porém muitas vezes as pessoas tentam pegar modelos prontos e seguir firmemente – se deu certo pro outro, tem que dar certo pra mim. Só que eu sou eu, o outro é o outro (simples, né?).

 

 

Não somos máquinas, somos pessoas, cada qual com seu ritmo, necessidades, potencialidades.

 

Neste artigo falo um pouco mais sobre isso, se o tema te interessar:  Os robôs que tememos são os que nós nos tornamos

 

A comparação leva à competição, frustração e muitas vezes ao sentimento de inferioridade.

 

Precisamos entender que a competição é com a gente mesmo, não com os outros.

 

Que se eu me dedicar a ser melhor do que eu fui ontem, está bom. E que sim, também preciso descansar, respeitar o meu ritmo, meu momento.

 

Em geral, comparamos nosso momento atual, muitas vezes sem brilho, cheio de sombras, ao outro em seu melhor momento. É como se colocássemos o outro num pedestal, o tempo todo, e estamos sempre olhando de baixo, menores, inferiores.

 

Neste artigo falo sobre a competição desenfreada e o quanto isso tem nos feito mal. Sobre o canibalismo moderno e a nossa competição desenfreada

 

É como muitas mulheres que veem a foto da celebridade no instagram, com a barriga chapada, e começam processos pra ficar com aquele corpo e se sentem inferiores por terem alguns pneuzinhos ou estrias.

 

Mas não enxergam as sombras do outro lado: a alimentação e privações necessárias, a equipe de profissionais que apoiam, o dinheiro e o tempo investido, a dedicação para aquilo acontecer.

 

Querem a vida que tem – com trabalho, filhos, afazeres, mas com o resultado que o outro conquistou.

 

Na carreira é igual: muitos querem a vaga de gerente ou de CEO.

E o percurso? As noites sem dormir, o nível de preocupações, a dificuldade em equilibrar a vida pessoal com o crescimento profissional, as privações, o investimento de tempo e dinheiro em desenvolvimento.

 

Considero que as nossas etapas de amadurecimento e aprendizado, na vida e na carreira, são iguais à jogos de vídeo game.

 

São fases que precisam ser vivenciadas e vencidas para que ganhemos experiência.

 

Não adianta iniciar o jogo lá pela 7a, 8a fase… você não saberá como ganhar dos monstros que surgem e nem como alcançar as estrelinhas de poder. Porque isso era aprendizado da fase 4 ou 5, se você acelera a fase, você ainda não aprendeu o suficiente para atravessá-la.

 

Assim como na carreira, você não pode começar de cima ou acelerar demais o processo de crescimento. Se o fizer, poderá faltar base.

 

É preciso investir em autoconhecimento para conhecer seu ritmo, suas necessidades de desenvolvimento e suas potencialidades, e assim, investir assertivamente em seu desenvolvimento contínuo.

 

Também é necessário construir as habilidades e conhecimentos, fase a fase, monstro por monstro, vitória ou recomeço, um após o outro.

 

E entender que cada pessoa tem potencialidades diferentes.

 

Algumas tem talento racional, entendem logo qual a melhor solução para um problema. Outras tem talento social, interagem facilmente, conseguem influenciar os demais em busca de resultados. Outros tem talentos físicos, unem destreza com força e habilidade física, por exemplo.

 

E que todos tem espaço, cada qual à seu tempo.

 

Uns correndo, outros caminhando.

 

 

Espero que compreenda com este artigo como equilibrar vida e carreira de maneira assertiva.

E aí, como podemos te ajudar neste equilíbrio? Saiba mais.

 

 

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Valores pessoais: respeitá-los é fundamental para a sua felicidade

Ilustração sobre valores profissionais e pessoais

Você sabe quais são os seus valores pessoais mais marcantes?

Uma forma de ter clareza sobre seus valores é através do autoconhecimento: identificar tudo o que é imprescindível para você, aquilo que é fundamental e que possui alto significado em suas ações, na sua vida.

 

Os valores também tem impacto na sua motivação – é sobre porquê você age. Tem total ligação com a sua interpretação de certo e errado, por isso também é muito pessoal.

 

Também podem ser herdados da sua família ou adquiridos socialmente, através de regras impostas ou exemplos vividos ou narrados.

 

 

Em resumo, nós somos uma junção de tudo aquilo que vivenciamos e acreditamos.

 

Um exemplo fictício: Joana é uma profissional com grande desejo de crescimento profissional (o porquê), e por isso, ela se dedica muito à carreira e estudos. Porém, ela é muito amiga do seu superior, que a contratou, e que frequentemente sai mais cedo e deixa para ela tarefas que não seriam de sua alçada. Por Joana ter como valores a lealdade e a gratidão (o como age) ela não reclama para ninguém da situação, continua fazendo o seu trabalho e o do chefe.

 

Quando olhamos para os valores fica claro perceber porque pessoas com os mesmo objetivos pegam caminhos diferentes na hora da execução.

Quando nossos valores pessoais e profissionais não são respeitados, surgem as situações onde não nos sentimos pertencendo à situação ou lugar.

 

Sem o sentimento de pertencimento, não existe o engajamento e a motivação.

Por isso vemos excelentes profissionais desmotivados nas empresas, pessoas que não acreditam no discurso de missão, visão e valores que estampa os quadros de aviso ou os sites das corporações, mas que, na prática, não acontecem exatamente como na teoria.

 

Um exemplo: se você tem como valor a liberdade, veja como isso acontece na suas relações pessoais e profissionais. Estar em uma empresa que não te permite flexibilidade – de agir, pensar, etc. – ou em relações onde você se sinta sufocado causarão frustrações, desânimo, apatia.

 

Quando esta incompatibilidade de valores ocorre pode ser hora de mudar.

Clique aqui e veja como fazer esta mudança – vídeo + manual

 

Na vida pessoal, são nossos valores que também irão guiar nossos relacionamentos e ações. Os valores servem de base para nossas escolhas diárias.

 

Quando priorizamos o trabalho, quando sofremos por algo que está acontecendo em nossa família – e que não temos ação – ou quando paramos nossa rotina para aprender algo novo ou ajudar alguém, também são nossos valores os responsáveis pelas ações.

 

Nestas situações, pessoais ou profissionais, o uso dos nossos valores – ou a falta deles, nos conduzirá para a vida desejada ou para a plena frustração.

 

Quando não temos clareza sobre nossos valores e nem a percepção da importância deles em nossas escolhas e decisões, podemos agir sem muita consciência de como esta ação trará impactos futuros como conflitos internos, inabilidade social, desgaste emocional, etc.

Já quando temos clareza sobre nossos valores e conseguimos ajustar nossas decisões, relacionamentos e o ambiente externo à eles, nos aproximamos da vida que desejamos.

 

E quando precisamos abrir mão de nossos valores por algo maior?

 

Nestes casos, precisamos ter consciência do porquê , por qual motivo estamos abrindo mão de algo que é importante para nós.

 

Por exemplo: se você tem como valor o aprendizado, ficar muito tempo numa profissão ou cargo em que não esteja crescendo, se desenvolvendo, pode ser frustrante. Porém, se o motivo que te mantém neste emprego é o sustento da família (que é outro valor seu), irá enfrentar essa falta de um valor de forma mais tranquila. Analise o porquê de você estar nessa situação, qual o motivo e o que pode fazer para mudar isso, mesmo que aos poucos.

Em qualquer processo de mudança ou aceitação deve haver a análise consciente, ou seja, saber do que está abrindo mão e em troca do que. Analise também o impacto futuro da sua ação: como você irá conviver com essa situação em longo prazo e se você se sente confortável em falar com as pessoas quanto à ela. Qualquer resposta negativa indica que você precisa mudar algo.

 

E aí, você tem clareza sobre quais são os seus valores fundamentais?

Ao ter clareza sobre seus valores, sobre o que é fundamental pra você, reflita:

 

  • Tenho vivido de acordo e em respeito aos meus valores?
  • Minha escolhas de vida e carreira correspondem a estes valores?
  • Se não, o que posso fazer para mudar?

 

Seja feliz, ilustração sobre os significado de valores pessoais na nossa vida profissional

 

 Valores pessoais – significado

Primeiramente entenda que os valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que determinam a forma como a pessoa ou organização se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio onde interage.

 

No comportamento humano os valores morais afetam a conduta das pessoas e constituem um conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

 

Cada pessoa tem um pensamento sobre os valores mais importantes na vida. Há quem determina com mais precioso a família, outros o trabalho, a carreira, a profissão.

 

Saiba que as suas condutas no trabalho são intimamente influenciadas pelos seus valores pessoais e profissionais que se moldam de acordo com vários conceitos que construiu ao longa da sua vida.

 

O que é o valor de uma pessoa?

 

Dentre bilhões de seres humanos não há uma só pessoa que seja absolutamente igualzinha a outra. Sempre haverá alguma opinião ou valor diferente. O que pode haver são as afinidades e assim fazer parte de grupos sociais que se identifica, mas ainda assim dentro destes grupos cada membro é diferente no que pensa sobre qualquer temática ou decisão.

 

O verdadeiro tesouro para sua vida é você mesmo, porém, infelizmente há muitas pessoas que dão importância sobre o que pensam sobre você e por isso se limitam a acreditar em crenças, posições sociais, e ideias de terceiros com receio sobre o que os outros pensam sobre você.

 

Com isso, deixamos para trás projetos, sonhos, ideais que realmente nos motivam e nos fazem crescer.

 

Se você está insatisfeito com sua carreira faça aqui o teste online para entender o que está acontecendo.

 

No final deste artigo apresento 6 virtudes e valores importantes para a sua vida.

 

A Psicologia Positiva e o estudo das forças e virtudes

A psicologia positiva, da qual sou especialista e entusiasta – foi desenvolvida no final do século XX e apresenta um novo olhar sobre a psique e sobre o ser humano. Ao invés de focar a atenção nos problemas, dificuldades e sintomas, ela procura estudar, pesquisar e motivar as virtudes, as forças do caráter, os talentos e as habilidades – ou seja, olhar para o positivo e potencializar a vida de pessoas mentalmente sãs.

 

Martin Seligman, o “pai da Psicologia Positiva” e ex-Presidente da American Psychological Association, e o Dr. Christofer Peterson, levaram três anos pesquisando a potencialidade humana. Eles se empenharam em elucidar e catalogar as forças psicológicas humanas, nosso  “pontos fortes”.

 

O resultado deste estudo foi apresentado no livro Character Strengths and Virtues: A Handbook and Classification.

 

A pesquisa foi realizada em inúmeras culturas ao redor do mundo e os pesquisadores concluíram que as forças e virtudes do caráter são mais universais do que eles esperavam e resultado foi uma lista com 24 forças pessoais.

 

Qual a diferença entre forças e virtudes?

Segundo Seligman, “Virtudes são as características centrais valorizadas pelos filósofos e pensadores religiosos: sabedoria, coragem, humanidade, justiça, temperança e transcendência” (…) e Forças do caráter são os ingredientes psicológicos – processos ou mecanismos – que definem as virtudes. (…) Por exemplo, a virtude da sabedoria pode ser atingida através de forças tais como criatividade, curiosidade, amor pela aprendizagem, ser mente aberta, e o que nós chamamos perspectiva – ter uma visão ampla sobre a vida”.

 

Como identificar uma força ou qualidade pessoal?

 

Ao utilizar sua habilidade ou força pessoal, você sentirá uma ou mais das alternativas abaixo:

  • Senso de autenticidade (isto é meu!).
  • Sentimento de excitação, satisfação ou prazer ao realizar algo ou usar sua habilidade.
  • Grande facilidade de aprendizado e eficiência no uso da habilidade.
  • Sentimento de que nasceu com essa habilidade e que não consegue agir sem usá-la.
  • Após a execução de algo, sente-se energizado ao invés de cansado.

 

Aqui estão descritas as 24 forças de caráter agrupadas nas 6 virtudes ou valores pessoais

 

(LOGO ABAIXO EU TRAGO O LINK PARA VOCÊ FAZER O TESTE GRATUITO)

 

Virtude: SABEDORIA

CRIATIVIDADE – pensar de forma inovadora e produtiva para conceituar e agir;

CURIOSIDADE – ter interesse nas experiências, explorar, descobrir;

MENTE ABERTA – ter a mente aberta, pensar tendo em perspectiva todos os pontos de vista possíveis;

AMOR À APRENDIZAGEM – gostar de aprender novas habilidades e conhecimentos, em atividades formais ou informais;

PERSPECTIVA – conseguir olhar o mundo do seu próprio ponto de vista e a partir de outros pontos de vista;

 

Virtude: CORAGEM

BRAVURA – não temer desafios, ameaças, dificuldades ou dor, agir pelas convicções ainda que sejam impopulares;

PERSEVERANÇA – terminar o que começou; persistir durante a ação;

INTEGRIDADE – se apresentar de um forma genuína, autêntica, ter responsabilidade pelos próprios sentimentos e ações;

VITALIDADE – agir na vida com energia, excitação, se sentir vivo e ativo;

 

Virtude: HUMANIDADE

AMOR – valorizar relacionamentos próximos com as outras pessoas;

BONDADE – fazer favores e boas ações para os outros, sem esperar nada em troca;

INTELIGÊNCIA SOCIAL – estar consciente dos motivos e sentimentos das outras pessoas e de si mesmo;

 

Virtude: JUSTIÇA

CIDADANIA – trabalhar bem e agir bem como membro de um grupo, de uma equipe, ser leal a um grupo social;

LEALDADE – tratar as pessoas de acordo com as noções de justiça, lealdade, não deixando que opiniões pessoais e subjetivas possam intervir no julgamento sobre os outros;

LIDERANÇA – encorajar os membros de um grupo na busca de um objetivo comum;

 

Virtude – TEMPERANÇA

PERDÃO – perdoar o erro alheio, dar uma segunda chance;

MODÉSTIA – não se considerar mais especial ou importante que os outros;

PRUDÊNCIA – ser cuidadoso sobre as próprias escolhas, ou seja, não fazer coisas que depois serão motivo de arrependimento ou culpa;

AUTO-CONTROLE – conseguir controlar o que se sente, pensa ou faz;

 

Virtude – TRANSCENDÊNCIA

APRECIAÇÃO DA BELEZA – ter a capacidade de apreciar, de valorizar, de buscar a beleza e a excelência em diversas áreas da vida;

GRATIDÃO – ser grato pelas colaborações de outras pessoas;

ESPERANÇA – esperar o melhor para o futuro;

HUMOR – ter apreço pelo riso e pela alegria, fazer os outros sorrirem;

ESPIRITUALIDADE – ter crenças coerente a respeito de propósitos superiores, buscar o sentido da vida e o sentido do universo.

 

O que as forças e virtudes tem de similaridade com nossos valores? Tudo!

Como visto acima, as forças e virtudes muitas vezes são valores, além de serem ações fundamentais em nossa vida. O estudo sobre forças e virtudes diz que todos nós temos as 24 forças acima, em menor ou maior uso, porém o estudo também fala sobre as forças que definem a nossa “assinatura pessoal”, ou seja, aquelas das quais não abrimos mão e que usamos habitualmente.

 

As nossas forças principais são as 5 primeiras do teste disponibilizado gratuitamente no site oficial:

https://www.viacharacter.org/survey/account/register .

 

Faça seu teste, descubra suas 5 principais forças e veja se você realmente tem usado as suas principais forças e virtudes em tudo o que faz.

 

São perguntas e analises simples, porém profundas, que nos guiam em busca do autoconhecimento e da vida e carreira realmente autêntica, leve e realizada que tanto buscamos.

Saiba o que é fundamental em sua vida, use suas potencialidades e mantenha-se afastado de tudo o que não valioso pra você.

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E se você quiser saber mais sobre autoconhecimento, baixe gratuitamente:

Viagem Em Busca De Quem Eu Sou! Um roteiro de reflexões e atividades de autoconhecimento para viver a sua vida e carreira autênticas. (clique aqui para baixar)

 

 

Se você quiser ler mais sobre Psicologia Positiva, te indico os livros abaixo:

Felicidade Autêntica e Florescer, de Marting Seligman

Veja aqui a resenha que eu fiz dos dois livros

Intentus - Indicacao de livros - Felicidade Autentica Intentus - Indicacao de livros - Florescer

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Você enxerga a abundância que há no mundo ou vive na escassez?

Este final de semana estive em Cunha, interior de SP, e fui comprar shitake num pequeno produtor local, o Sr. Milton. Eu já havia estado na pequena propriedade rural dele uma única vez, levada pela minha amiga Gabriela Freire.

 

Chegamos e fomos muito bem recebidos pelo sr. Milton, com um sorriso nos lábios e uma serenidade em seu olhar profundamente azul e empático, mas que já veio se desculpando: “não tenho shitake, a produção está ruim por conta do frio”.

 

A minha cara foi de decepção, mas agradeci e já ia saindo, andando e me despedindo dele, quando veio a oferta: “não quer levar umas verduras da horta?”

 

Já houve tempos onde minha educação ou meu ego diriam não, obrigada.

 

Hoje, quando algo surge em meu caminho, estou aberta às possibilidades, aberta ao receber. Assim, respondi: claro que quero!

 

E lá fui eu, pra horta, seguindo o Sr. Milton, canivete na cintura e o mesmo sorriso de sempre. Colhemos alface, couve, azedinha, cebolinha, gengibre, batata doce. A cada item, ele olhava e me perguntava: Gosta desse? Eu respondia que sim…e ele feliz cortava e enchia uma sacola com suas verduras, legumes e hortaliças cheios de amor e vida.

 

No final, sacolas cheias e sorriso no rosto – meu e dele – pergunto quanto era.

 

E ele, de coração aberto, me diz: “nada, eu planto para eu comer e para oferecer pra quem chega, eu nunca conseguiria comer sozinho tudo o que eu plantei”.

 

Dou a ele o que eu tinha a oferecer naquele momento sem ser dinheiro: um abraço e muitas vibrações de amor e saúde. Fico já imaginando como retribuir, como trazer pra ele algum presente na próxima visita.

 

Sai de lá com o coração e a geladeira abastecidos. Feliz.

 

A Lei Sistêmica fala sobre o equilíbrio entre o dar e receber.

Se damos demais, podemos ficar sem. Primeiro eu me abasteço, vejo o que realmente preciso e o que posso compartilhar. E dou. E se eu apenas recebo, pode chegar o momento em que meu “recipiente” fique cheio demais, que não caiba mais nada, como se eu não tivesse mais espaço para aceitar coisas novas que venham. É preciso dar e receber o tempo todo, nos permitindo encher e esvaziar de tudo o que há.

 

Quando nos vemos sozinhos e com medo de algo nos faltar, corremos o risco de não enxergar essa abundância toda que existe no universo, podemos não ver que existe tudo em quantidade suficiente pra todos, se cada um souber usar somente a sua parte, sem desperdício, sem ganância.

 

Imagine que você esteja sozinho em casa e tenha apenas 1 quilo de arroz no armário. Nada mais. Você pode ter medo de passar fome ou se sentir infeliz por não ter opções diferentes, sentir que algo te falta.

 

Agora, pense que você pode chamar mais pessoas para repartir o seu alimento. E sim, pode faltar ainda mais! Agora, pense que se cada um trouxer o que tiver em casa, de repente, chega alguém com batatas, outro com alface, outro com feijão, logo vemos uma abóbora.

 

Um almoço farto e feliz se fará, onde antes havia apenas arroz, medo e tristeza. Todos comerão, bem e fartamente. Se bobear, vai sobrar pra levar marmita pra casa.

 

Cadê a falta, cadê a escassez?  

 

Estava no medo. De que não teria mais nada.

De que se não dividisse ficaria com menos, de que o que tinha não daria, não seria suficiente.

 

Não foi esse o pensamento do sr. Milton ao dividir comigo os produtos da sua horta. Ele não acha que vai faltar. Ele carrega no coração a certeza de que se ele continuar fazendo a sua parte, todo dia é dia de colheita.

 

Meus produtos, em abundância, eu dividi com mais 2 pessoas, e cheguei em casa assim em plena abundância e feliz.

 

Se quiser ler mais um texto sobre este tema, veja este aqui:

A sua mentalidade é de abundância ou de escassez?

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Crenças limitantes: elas podem estar sabotando seus sonhos

A maior barreira quando começo a trabalhar a realização de sonhos e projetos com meus clientes são: eles mesmos! Crenças limitantes são muito comuns e são grandes responsáveis pelos nossos medos e bloqueios e na maior parte das vezes agem inconscientemente.

 

Afinal, o que são crenças limitantes?

É qualquer tipo de ideia ou pensamento fixo, que nos impede de agir e ter resultados positivos. A expressão não tem nada a ver com religião, uma crença é algo que acreditamos que seja verdade, sem questionar.

Desbloquear estas crenças e modelos é fundamental para qualquer mudança de vida e carreira e para conquistar melhores resultados. E como fazer isso? O primeiro passo é a consciência, é identificar a existência da crença, questionar os padrões que você vem seguindo: sair do piloto automático.

As crenças podem nos limitar ou nos dar forças, podem nos dar poder de realização ou de estagnação. Eu dou força e poder para aquilo que acredito – seja ele bom ou ruim.

 

 

Se a crença for limitante será criada uma barreira entre o desejo, a vontade de fazer algo e o sentimento de ver isso realizado.

 

 

Exemplo: Sonho de morar nos Estados Unidos.

Crença limitante: “Não sei falar inglês, tenho dificuldade em aprender e por isso nunca vou conseguir sair do país”.

 

Muito daquilo que acreditamos é consciente – e outras crenças são inconscientes, são mensagens externas traduzidas pela nossa interpretação, é como julgamos os acontecimentos e experiências que vivenciamos.

 

E qual a origem das crenças, como elas surgem?

Em geral, as crenças surgem de 3 formas:

 

Crenças históricas, sociais ou regionais – cada país, região, religião, nível social tem crenças e condicionamentos diferentes, muitos já não fazem sentido no mundo atual mas que continuam sendo seguidos.

  • Quando você acorda pela manhã, está com fome. Essa é a realidade, fome. Suas crenças sociais e históricas dizem que é hora de tomar café da manhã. Você poderia comer qualquer coisa, na verdade. E então sua crença regional dirá o que é melhor para se comer no café: No sudeste, acreditamos que pão com manteiga e café com leite é a melhor opção. No nordeste existe a crença de que o café precisa ter “sustância” – macaxeira, carne seca – uma crença vinda de quando trabalhavam no campo – hoje, quem trabalha no shopping mantem essa crença, mas não sabe de onde ela surgiu. No México, o café terá feijão, pimenta.

 

Crenças familiares – o que trazemos como herança genética e histórica da nossa família. Questões e histórias enraizadas, que ninguém questiona ou acha que pode ser diferente. Aquilo que você faz porque sua mãe fez, porque a sua vó fazia e assim segue. Tem muita ligação com os hábitos e tradições familiares. A importância neste caso é entender se esta crença ou tradição faz sentido pra você, e se não faz, se não te causa nenhum mal, se não te incomoda seguir com a tradição, com a crença. Se irá passa-la pra próxima geração.

 

Crenças primárias – nossas interpretações do mundo, a realidade subjetiva criada por cada um, com a influência emocional do meio. São os principais pontos para identificarmos as crenças limitantes. São construídas mais fortemente na infância, mas não deixamos de criar novas crenças durante toda a vida. Criamos novas crenças baseados nas nossas experiências e vivências, conforme nossa interpretação do certo e do errado.

 

O que soma para a construção das crenças primárias:

  • Como a minha família se relacionava: entre si, com o dinheiro, com o trabalho. Entra aqui também a minha interpretação e julgamento sobre as ações e sobre como eu enxergo e me relaciono com a família: Se acho que era certo, farei igual, se julgo eles como errados, tentarei ir pro caminho oposto.
  • O que me aconteceu e não deveria ter acontecido: as más experiências, os traumas, medos e inseguranças.
  • O que deveria ter acontecido, mas não aconteceu: experiências que geraram insegurança, falta de amor, falta de cuidado.

 

 

Exemplo:

Na quinta série a criança foi falar uma frase da tarefa de inglês. Ao falar errado (o que é normal pela idade e fase de aprendizado) os colegas riram e ela se sentiu envergonhada, constrangida. Na verdade, já havia crenças de insegurança quanto à falar em público e necessidade de ser aceita pela turma, que foram reforçadas negativamente com o fato. Neste momento, cria-se a crença: “sou péssima em inglês, nunca aprenderei, nunca mais falarei inglês em público para não ser julgada”.

É quando a crença se estabelece, recebe confirmação: Com esta crença, a dificuldade no aprendizado será cada vez maior, e não conseguir aprender irá reforçar a crença. É um ciclo. E quando chegar o momento de ter que usar o inglês, mesmo que para algo bom (volte no exemplo lá de cima, viajar para o exterior), a crença estará presente alertando: “você é ruim em inglês, não consegue falar e nunca vai aprender”.

 

Segue aqui um VÍDEO curto sobre CRENÇAS E MODELOS 

 

 

Em qualquer situação onde a crença estiver envolvida, surgirão pensamentos automáticos de autossabotagem. Normalmente a pessoa desiste antes de tentar, e se justifica com frases como: Isso é difícil demais, nem vou tentar – Isso não é pra mim, não vou dar conta.

E haverão as reações:

  • Emocionais: tristeza, desanimo, frustração, raiva.
  • Comportamentais: desânimo, desistência, lentidão.
  • Fisiológicas: falta de ar, dores, mal estar.

 

Identificada a crença limitante, é hora da mudança: testar pequenas ações para confrontar o comportamento instalado, realizando a mudança.

 

 

 

 

E você, já pensou ou identificou quantas coisas faz no Piloto Automático – na vida, no trabalho, na carreira que escolheu – sem pensar ou por que todos fazem?

 

Você consegue identificar o que te motivou a dar os passos mais importantes da sua vida? Você queria de verdade estar ai, na vida e na carreira que está hoje, ou fez porque todo mundo faz, ou porque sua família estava te cobrando por isso?

 

E quando tomamos consciência de que estamos no piloto automático… como se libertar?

 

Crenças e modelos nos aprisionam em vidas e trabalhos frustrantes, desanimadores. Limitam nossas ações e possibilidades. E mesmo conscientes temos muita dificuldade em sair do piloto automático e fazer o que precisa ser feito para termos melhores resultados.

 

Mas é possível se libertar dessa vida mais ou menos!

 

Em Outubro iniciaremos a 2a turma do Programa Jornada Singular, uma imersão em autoconhecimento – 8 módulos ao vivo e online. Reflexões e ações para você ter mais clareza sobre quem você é e o que te levará à uma vida e carreira plena e feliz!

MAIS INFORMAÇÕES AQUI

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Deixe a louça na pia – Sobre aprender o que realmente é importante pra você

Saber o que é importante para você, deveria ser quase lógico… só que não!

Mas…

Não deu tempo!

Quantas vezes você repetiu isso na última semana, nos últimos dias?

 

Nós mulheres acumulamos papéis e responsabilidades com a mesma facilidade que a pia acumula louça pra lavar (aqui em casa a louça brota na pia!!!).

 

Eu também já falei muito essa frase, num mix de culpa e desculpa.

 

Desculpa por não ter feito o que não queria mesmo fazer e culpa por não ter conseguido dar conta de tudo que precisava.

 

Questione-se:

  • O que não queria, porque não disse não.
  • O que precisava, tinha mesmo que você fazer e naquele momento?

Analise quantas “obrigações” você tem diariamente.

 

Eu posso falar da minha vida.

Hoje, domingo, já dei uma “ajeitada” em mim, lavei roupa, fui ao supermercado, respondi e-mails de trabalho, cuidei da minha horta, fiz almoço, lavei louça, sai com as amigas pra dar uma volta, conversei com a filha, ajudei ela a arrumar as coisas pra semana e se organizar, divulguei meu evento da semana e enquanto escrevo este texto sinto um cheiro do doce de abacaxi que eu cozinho lentamente aqui perto.

 

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E isso se repete diariamente, com algumas mudanças, dia após dia, bem provável que igual ao seu dia. Diariamente eu lavo, cozinho, me cuido, trabalho, escrevo, faço mkt, também sou o office boy e o financeiro da minha empresa.

 

Tudo cabe em 24h.

 

A grande gestão do tempo é quando começamos a fazer tudo caber neste espaço de tempo e de forma harmônica, leve.

E pra isso, não tem mágica ou sacada genial de um milhão de dólares (mas se alguém quiser pagar pela dica, ok também, posso comprar uma máquina de lavar louça).

 

Pra fazer tudo caber no seu dia, você precisa saber o que realmente quer e precisa fazer. E dizer não ao resto, sem peso e sem cobrança.

 

Somos bons em nos chicotear e cobrar perfeição – que não existe.

 

Faço questão de comprar meus legumes orgânicos e cozinhá-los, fazer almoço e janta, preparar uma alimentação balanceada pra minha família.

Mas não me cobro se tenho outras atividades e o almoço de um dia será macarrão com molho ou o marmitex meia boca da esquina.

Não será por uma ou duas refeições que todos terão anemia ou queda na imunidade, tenho fé.

 

 

Não faço mais unha sempre e não me cobro por isso, não tenho vergonha de mostrar minhas mãos de quem lava louça por aí.

 

Também não sinto a mínima vergonha em estar cansada e deitar depois do almoço pra um cochilo, quando consigo.

 

Assim como não me culpo por estar trabalhando até tarde e não conseguir dar boa noite pra minha filha em vários momentos.

 

Mas quando olho pras pessoas, quando me comparo, surge uma dúvida: será que estou agindo certo? Fulana é ótima em tal coisa. Saiba, ela provavelmente tem os mesmo problemas que você, apenas não fala sobre eles.

 

Nos comparamos com a visão idealizada dos outros e com os mil conselhos de revistas e especialistas.

Mas quem entende de você é você.

 

Eu sou mega especialista em Lilian. Sei o que me serve, o que gosto, o que preciso.

 

Você sabe sobre você? Sabe sobre o que realmente te faz bem e feliz ou está agindo para agradar aos outros e para se enquadrar nas páginas de revistas sobre Filhos, Casa, Corpo e Carreira? (que mudam suas pautas mensalmente: o ovo que faz bem hoje poderá ser o vilão da próxima edição) .

 

Acredite: seus filhos não morrem se jantarem besteira uma noite ou se forem dormir sem tomar banho, com os pés pretos de terem andado descalço pela casa, suja. E a louça também não muda sua estrutura após passar a noite toda suja na pia. Ela continua louça, e suja, esperando você. Você quem se cobra. O mundo continua mundo, ele gira com ou sem você.

 

Assim como as pessoas, em geral, só irão te ajudar quando você pedir.

 

Pra ter ajuda precisamos descer do salto de superioridade de mulher-maravilha que dá conta de tudo e dizer que não damos conta.

 

 

E deixar o outro fazer, de verdade, sem supervisionar a cada 3 segundos ou querer impor a técnica perfeita. Peça ajuda, delegue, e deixa os outros serem eles, agirem do jeito deles.

 

Não temos que fazer nada. Fazemos porque, por algum motivo, assumimos vários trabalhos e atividades e nos recusamos a olhar pra gente mesmo e ver o que faz sentido, o que queremos de verdade fazer.

 

Para nós.

 

Porque para mim é importante e não pelo que os outros vão achar ou em qual manual da pessoa perfeita está escrito.

 

Tenho que estar linda, ser culta, cuidar da casa e dos filhos, ter uma carreira excelente, etc. etc. etc. …

Na verdade, não temos nada disso.

Fazemos em geral porque queremos, escolhemos, optamos.

 

O que temos é que ser quem a gente é, de verdade.

 

Saber que se algo não faz sentido é só deixar de faze-lo ou dar um jeito pra que ele aconteça com menos esforço, menos cobrança.

 

Pergunte para o seu marido ou filhos, se eles preferem o jantar balanceado ou você sentada ao lado deles, sorrindo e feliz. Já sabemos a resposta, mas servimos primeiro o jantar.

 

Eu reconheço que sou imperfeita, erro bastante, muitas vezes estou cansada ou somente com vontade de não fazer nada e ficar jogada no sofá. E está tudo bem.

 

Vivo bem e no meu tempo.

Sem culpas, sem desculpas.

 

Decido este texto em especial a duas queridas amigas e tantas conversas e reflexões, Raquel e Fabiane

 

Ps. Escrevi este texto com uma visão bem feminina, bem “minha” sobre o tema (mãe, mulher, profissional), mas tem várias reflexões para os homens, para suas vidas e para ajudarem as mulheres com as quais convivem – mães, esposas, filhas…

 

 

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Jornada Singular – uma viagem em busca de nós mesmos

Esta da foto sou eu. Prazer, Lilian.

Dezembro de 2014, Vale do Pati – Chapada Diamantina – Bahia.

Ali, na minha ignorância, seriam os passos finais do meu processo de autoconhecimento e transformação, que vinha acontecendo de forma acelerada. Que tola que fui.

Cheguei com a mochila pesada de medos, crenças, bloqueios.

 

Cheguei acreditando que faria calor todos os dias. 

Afinal, era verão na Bahia!

Fez frio. Muito frio. Sofri até pra tomar banho gelado.

 

Cheguei acreditando que eu estava preparada fisicamente, em forma.

Treinei bastante, ia na academia.

Não estava. Tive bolhas nos pés, dores nos joelhos, nas costas.

 

Cheguei acreditando que eu era independente, autossuficiente e que iria para onde quisesse.

Dona do meu nariz! Na primeira hora a natureza me disse que não – ali, era ela quem mandava.

Choveu, cancelamos os 1os planos. Na sequência, o primeiro paredão de pedras me mostrou meus medos e fraquezas.

Aprendi que sozinha eu não iria longe.

 

Pensei em jogar tudo o que tinha na mochila fora pra não carregar mais peso.

Revi o que era realmente necessário. Lição que eu trouxe pra vida, aplico até hoje.

Do que preciso, afinal pra ser feliz?

Fiquei uma semana sem internet, sem telefone.

Me desconectei. E pasmem, não morri.

Quando voltei, o mundo estava exatamente igual!!

Mas eu não. 

Meus pés, meu corpo, meus olhos, minha mente e meu coração tinham mudado. Eu já não enxergava as coisas como eram.

Eu tinha mudado. E então, precisava mudar o meu entorno.

Assim, achando que aquela viagem seria o fim do meu processo de resgatar quem eu era, mal sabia que ali, na verdade, era apenas o começo da minha Jornada Singular.

A cada passo que damos, descobrimos um pouco mais sobre nós, sobre quem somos, sobre o que nos serve e para que, afinal, estamos aqui.

Pra que você vive?

Eu não vivo de passagem. 

Vivo para realizar, mudar, transformar. Não só a minha vida.

Vi que podia expandir, me conectar e apoiar pessoas que também são buscadoras. 

 

E assim nasceu um novo projeto – JORNADA SINGULAR – onde compartilharei, de mãos dadas com você, como ter mais leveza e construir uma vida e carreira mais autêntica.

 

> Como ser a gente mesmo num mundo que nos cobra o tempo todo a ser igual a todo mundo!

 

Será um curso online e ao vivo, com muitas partilhas e aprendizados sobre autoconhecimento, vida pessoal e carreira.

 

No final, um mega encontro presencial, em SPaulo. 

Jornada Singular - Saia do Piloto Automático!

Vamos juntos, passo a passo. Eu serei a guia desta jornada.

Rumo a vida e carreira que você merece. E pode ter.

Link para inscrições AQUI

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Você consegue ser autêntico em seu trabalho?

Antes de começar a dar minha visão sobre o tema, quero que você me responda:

–  Você é autêntico? De verdade?

Sim, simples assim: você é você mesmo, sem máscaras, sem medos, sem copiar ninguém?

 

Que pergunta difícil!

Sempre a faço nos treinamentos, alguns mais corajosos começam a dizer que sim, que fazem o que querem, que agem do jeito que preferem…e tudo bem. Outros já começam a se questionar nesta pergunta e também, tudo bem.

 

É complexo mesmo. Filosófico até. De Shakespeare que indagou: “Ser ou não ser? Eis a questão.”, passando pelo oráculo de Delfos na Grécia, que cita: “Conhece-te a ti mesmo” e chegando aos tempos de Raul Seixas com sua Metamorfose Ambulante, onde ele “não quer mais ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, o autoconhecimento é um dos enigmas e desafios da humanidade.

 

Começa na anatomia. Os olhos veem melhor o que está fora. Enxergamos as falhas e virtudes alheias de forma muito mais clara e objetiva do que olhamos a nós mesmos.

 

E os pensamentos e memórias? Nestes podemos confiar? Olhar pra eles e nos lembrarmos de quem somos? Ah, mas estes vem com uma dose extra de percepções, que sobrepõem os fatos.

 

Nossa história não é lembrada por nós exatamente como os fatos aconteceram, mas sim como nós os percebemos.

 

Enfim, é muito difícil saber de fato quem somos de verdade, lá no fundo.

 

Nossa versão original seria aquela da nossa essência. O nosso bebê que ainda não passou por nenhum condicionamento ou aprendizado.

 

A nossa essência é como se fosse uma pérola, preciosa. Conforme os anos passam, nos ensinam o que é certo, o que é errado. Nos condicionamos aos moldes e modelos da sociedade, dos pais, dos amigos, da religião escolhida e a soma disso tudo vai ofuscando, cada vez mais, a nossa pérola. Criando camadas.

 

Por isso é difícil falar: qual parte sua é realmente autêntica?

Quem é você na essência?

E quais partes dos outros você veio somando e assumindo como partes de você?

 

Autoconhecimento é um caminho sem fim, entretanto existem meios para começarmos esta busca.

 

Olhe pra você lá na sua infância.

Tente se lembrar do que você gostava quando era criança e porque você fazia o que fosse: brincadeiras, estudar, comer, se relacionar. Como a sua criança lidava com o mundo e quais emoções isso lhe traz?

 

Olhe pra você agora e diga: O que você realmente gosta?

Você, mais ninguém! O que você passaria uma tarde toda fazendo, sozinho, sem que ninguém olhasse ou se importasse? O que você estaria comendo, lendo, fazendo? O que você faz para você mesmo e que ama? Independentemente dessa atividade poder gerar o resultado financeiro que você considera o ideal para você.

 

Como você interage com o mundo exterior.

Lembre-se novamente de ser natural, sem cobranças. Se dependesse somente de você, como seria a sua interação com o mundo externo? Como você conversaria? Com quais pessoas se relacionaria? Por quais canais se comunicaria? Qual tipo de linguagem você usaria? Ou você viveria mais recluso em seu mundo interior?

 

Olhe suas preferências.

Em tudo, temos preferências, mas nem sempre as colocamos como prioridade na hora das escolhas. Olhe para tudo: seu trabalho, alimentação, atividades, comportamentos. Comece a listar sua preferências. O que realmente você mais gosta? O que você realmente prefere em cada situação?

 

Observe o que te incomoda no outro.

Quando olhamos para outras pessoas temos mais facilidade de encontrar os defeitos. O que te incomoda nas pessoas que você convive? Tente enxergar o motivo pelo qual algo te traz esta sensação. Temos uma tendência de refletir os erros, logo, se rejeitamos algo é porque aquilo nos sensibilizou de alguma forma.

 

 

Nós também mudamos conforme as fases da nossa vida, o que vai dificultando ainda mais a enxergar esse nosso lado real. O que sou eu de verdade e o que é a minha fase atual, influenciado pelo momento que estou passando, é uma pergunta que muitos se fazem.

 

Ao passar por uma situação de separação num relacionamento, por exemplo, algumas pessoas acabam ficando mais distantes, mais frias. E se questionam: Eu sou assim ou me tornei assim por conta das situações que enfrentei na vida?

 

As duas opções podem ocorrer.

 

Por isso é importante olhar pra trás, analisar as emoções, se perceber e mais do que tudo: não se cobrar tanto.

 

Tudo bem não ter clareza sobre quem você é de verdade. Talvez a gente nunca tenha mesmo. O que vale, conforme disse Raul, é não ter a mesma velha opinião formada sobre tudo. É se abrir para se conhecer, se redescobrir.

 

Ser autêntico é olhar para dentro, fazer uma jornada em busca do seu verdadeiro eu, sem máscaras, sem sombras, sem personagens.

Apenas sendo você.

 

Para finalizar e refletir, trago o Paradoxo do Mito de Teseu, você conhece?

 

Teseu foi um herói grego, conhecido por ter se oferecido para enfrentar o Minotauro em seu Labirinto e ter conseguido voltar para a cidade de Atenas com os outros 13 jovens enviados para o sacrifício, no mesmo barco de madeira.

O barco foi deixado em exibição, mantido como relíquia. De pouco em pouco, suas partes originais eram substituídas por novas, a medida que as antigas apodreciam. No final de longos anos, o barco que estava em exposição já não tinha mais nenhuma peça do barco original, todas tinham sido trocadas.

Os filósofos se perguntavam: se todas as peças foram trocadas, ou a maior parte do original, o barco ainda era o mesmo? Era autêntico?

Portanto, quando se fala sobre o Paradoxo do Barco de Teseu, a referência que trazemos é sobre a essência, a autenticidade.

 

O mesmo paradoxo podemos trazer para nossa vida:

Qual a sua essência? O que ainda tem de original e autêntico aí, na sua versão atual?

 

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