Tenha foco em resultados no trabalho sem abrir mão da sua vida

Você quer saber como harmonizar seus resultados no trabalho e na vida, ou acha que resultados é algo negativo?

 

“Tal empresa ou pessoa só foca em resultados.”

Em algum momento associamos focar em resultados como algo negativo, provavelmente porque encaramos que resultado é somente financeiro, bater metas a qualquer custo.

 

 

Segundo o dicionário Aurélio:

Resultado, substantivo masculino

  1. o que resulta, o que é a consequência, o efeito de uma ação, de um princípio.
  2. qualquer espécie de resolução sobre algum assunto.

 

Ou seja: tudo aquilo que fazemos ou decidimos, são resultados, inclusive suas consequências.

 

A questão é:

 

Quantas vezes, em busca de um resultado, esquecemos de todo o resto?

 

  • Empresas esquecem da sua responsabilidade social.
  • Pessoas esquecem suas responsabilidades com a família.
  • Grandes profissionais esquecem sua responsabilidade com a própria saúde.

 

 

Isso porque focamos num único resultado, sem observar o impacto nos demais resultados que desejamos ter.

 

 

 

 

Eu sou focada em resultados. Minha empresa, foca em resultados.

Você deve ser focado em resultados.

 

 

A questão é termos plena consciência, como pessoas, profissionais, empresários, gestores… sobre quais resultados buscamos, quais as consequências destes resultados (e não apenas tendo nosso umbigo como parâmetro) e pensar em resultados de forma ampla.

 

Quando o único resultado é financeiro, seja para uma empresa “ganhar dinheiro” ou para nós, “pagar boletos”, tem coisa errada, até porque o dinheiro não é a resposta para todas as questões.

 

 

 

Resultados devem sem mais amplos.

Para defini-los, sugiro você pensar nestes 5 aspectos poderosos:

 

 

Aonde você quer chegar

O que quer ter / ser

Quem você deseja ter ao seu lado

Qual imagem você quer transmitir

Qual impacto você quer causar no entorno (comunidade, amigos, clientes, sociedade)

 

Faça o exercício pensando nos resultados que espera para este mês. Alinhe suas metas e ações para estes resultados.

 

Se uma ação refletir apenas para um resultado, ou pior ainda, colocar os demais aspectos em risco, analise se é isso que realmente busca.

 

 

 

Muita gente tem dificuldade em pensar desta forma, porque estão presos no repertório “sempre foi assim, sempre fiz assim, as coisas não mudam”, ou pior: sequer se dão conta de que vivem de forma automática, sem se preocupar com suas consequências.

 

Se você se sente preso em pensamentos e ações ou se sente que o mundo está mudando e você não sabe como sair de onde está, te indico esta leitura: O MUNDO ESTÁ AO CONTRÁRIO E A GENTE REPAROU

 

E caso não encontre as respostas sozinho, busque ajuda.

 

 

Corra atrás do dinheiro. Pague seus boletos.

Mas não se esqueça de viver e ser feliz!

 

Boa reflexão. E te desejo uma vida repleta de resultados, muito foco para ir atrás deles e energia para comemorar suas conquistas!

 

 

 

 

 

 

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O perfeccionismo virou vilão?

Ilustração sobre o que é perfeccionismo no trabalho

Este artigo tem como objetivo apontar os sintomas do perfeccionismo no trabalho e quanto essa questão pode pode ser boa ou ruim no seu dia a dia.

Vivemos num mundo que cobra a perfeição a todo instante. O perfeccionismo tem sido valorizado, como comportamento esperado para se obter grandes resultados.

Não poste uma foto feia no Instagram, não ouse sair de casa sem ter arrumado o cabelo, sem estar com uma boa roupa. Seu filho tirou que nota na prova? Nove virou nota baixa. A perfeição aparece até nas entrevistas de emprego, quando perguntados sobre quais são seus pontos fracos e fortes, sempre aparece: perfeccionismo!

No ambiente profissional, competitivo, exigente e com foco em alta performance, é comum nos depararmos com pessoas que buscam cada vez mais a perfeição: não falhar, não cometer erros sob hipótese alguma e ainda mais – que vem e reveem cada tarefa realizada, buscando detalhes ínfimos a serem melhorados.

Precisamos ser perfeitos no trabalho, em casa, na sociedade, como pessoa, com a família.

E não apenas ser, é preciso mostrar que é.

E quando não se atinge esse alto patamar (fixado por quem, mesmo?) surge a frustração e a culpa!

 

Sintomas do perfeccionismo no trabalho e suas falhas

Perfeccionismo no trabalho ajuda ou atrapalha?

Nas entrevistas de emprego há um paradigma que assombra entrevistadores e entrevistados. Afinal, um profissional ser perfeccionista é bom ou ruim para empresa e organização? Depende do ponto de pista? Não, depende dos limites, comportamentos e habilidades de cada um.

Há perfeccionistas que buscam tanta perfeição que interfere nas atividades de outros colegas de trabalho, ficam realizando a mesma tarefa várias vezes por dia ou semana, diminui a produtividade.

Por outro lado, há os perfeccionistas que usam essa característica a favor próprio. Conseguem dividir as tarefas, se relacionar e não perder tempo no que não tem muita habilidade, mas não abrem mão da eficiência das tarefas.

Primeira reflexão, se você vive nesta pilha pela perfeição:

O que te motiva a agir assim? O que realmente busca? O resultado ou a aprovação de terceiros?

 

8 sintomas da perfeição que pode estar te atrapalhando:

 

  1. Você faz muito mais coisas para agradar aos outros do que porque realmente gostaria de ter feito.
  2. Você passa muito tempo fazendo tarefas repetitivas, como organizar ou conferir coisas.
  3. Constantemente você discute com as pessoas por elas terem feito algo diferente do que você esperava.
  4. Você procrastina e não finaliza algumas atividades, achando que falta algo ou que poderia estar melhor.
  5. Você é altamente crítico com o que faz.
  6. Você leva tudo para o lado pessoal – mesmo quando o erro foi cometido por outra pessoa, você se cobra!
  7. Você fica na defensiva quando é criticado.
  8. Você nunca acha que cumpriu o seu objetivo plenamente, sempre falta algo.

 

 

Para você não se sentir só, busquei na internet informação sobre alguns famosos perfeccionistas:

  • Glória Pires, atriz
  • Alessandra Negrini, atriz
  • Paula Fernandes, cantora
  • Cameron Diaz, atriz
  • Luciano Huck, apresentador e empresário
  • Beyoncé, cantora
  • Gustavo Kuerten, tenista
  • Lilian …rs

O que é ser perfeccionista

Os perfeccionistas, por serem muito detalhistas, determinados e não descansarem enquanto tem trabalho pela frente, não por acaso acabam conquistando sucesso em suas carreiras. O grande problema é o preço que pagam por esse crescimento, que vem com muito trabalho árduo e autocobrança exacerbada.

Eu, perfeccionista que sempre fui e que a algum tempo resolvi aliviar e ter uma vida e carreira mais leve, vejo que esta busca pela perfeição é uma maluquice que tem deixado muita gente sobrecarregada e com sequelas físicas, mentais e emocionais. Nos sobrecarregamos, vamos até o limite e nunca conseguimos baixar a régua.

 

Ilustração sobre o perfeccionismo no trabalho - lado bom e ruim

 

Na minha visão, a definição de prioridades, a melhoria contínua e o desenvolvimento constante, são fundamentais e substituem a síndrome da perfeição.

 

– O que é prioridade na sua vida, no seu trabalho?

Se é pra se esforçar em algo, que seja no que realmente te dê resultados.

– O que você faz hoje que pode fazer de outro jeito, com melhores resultados e com redução de tempo ou outros recursos?

Isso é melhoria contínua, é se provocar a fazer o que precisa ser feito, mas analisar onde pode melhorar.

– Quais são as suas potencialidades e como pode usá-las com o melhor proveito possível?

Insistir em ser bom no que somos ruins ou medianos dá muito mais trabalho, leva muito mais tempo e causa mais desgaste do que se especializar no que você faz bem. Invista em você. Desenvolva novos comportamentos, conheça novas tecnologias e processos.

Na vida real, fora dos livros de autoajuda, existem muitos erros.

Errar é humano, já dizia algum filósofo, e errar faz parte do processo de aprendizado. Isso se, quem errou, tiver resiliência – esta sim, junto com a capacidade de aprender constantemente, é uma competência que eleva a pessoa a novos e altos patamares.

 

Imagens de livros para simbolizar organização as perfeccionistas

 

Mudar, se adaptar, corrigir a rota, faz parte da vida, da carreira, do negócio de todos nós. Não tem planejamento bem feito que seja executado com perfeição.

 

Algo sempre sairá diferente, e assim, imperfeito quando comparado ao esperado.

A cobrança pela perfeição gera sentimentos autocríticos, de inferioridade, de incapacidade. Mina a autoestima e com ela o poder de superação e a coragem pra retomar o rumo.

 

Se você quiser ler mais sobre este tema, indico o livro A coragem de ser imperfeito, de Brene Brown. Leia aqui a resenha.

Hoje vejo que é melhor ser imperfeita, e manter sempre a coragem de seguir em frente e dar o meu melhor.

 

Hoje melhor do que ontem, amanhã, muito melhor do que hoje.

 

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Crenças limitantes: elas podem estar sabotando seus sonhos

A maior barreira quando começo a trabalhar a realização de sonhos e projetos com meus clientes são: eles mesmos! Crenças limitantes são muito comuns e são grandes responsáveis pelos nossos medos e bloqueios e na maior parte das vezes agem inconscientemente.

 

Afinal, o que são crenças limitantes?

É qualquer tipo de ideia ou pensamento fixo, que nos impede de agir e ter resultados positivos. A expressão não tem nada a ver com religião, uma crença é algo que acreditamos que seja verdade, sem questionar.

Desbloquear estas crenças e modelos é fundamental para qualquer mudança de vida e carreira e para conquistar melhores resultados. E como fazer isso? O primeiro passo é a consciência, é identificar a existência da crença, questionar os padrões que você vem seguindo: sair do piloto automático.

As crenças podem nos limitar ou nos dar forças, podem nos dar poder de realização ou de estagnação. Eu dou força e poder para aquilo que acredito – seja ele bom ou ruim.

 

 

Se a crença for limitante será criada uma barreira entre o desejo, a vontade de fazer algo e o sentimento de ver isso realizado.

 

 

Exemplo: Sonho de morar nos Estados Unidos.

Crença limitante: “Não sei falar inglês, tenho dificuldade em aprender e por isso nunca vou conseguir sair do país”.

 

Muito daquilo que acreditamos é consciente – e outras crenças são inconscientes, são mensagens externas traduzidas pela nossa interpretação, é como julgamos os acontecimentos e experiências que vivenciamos.

 

E qual a origem das crenças, como elas surgem?

Em geral, as crenças surgem de 3 formas:

 

Crenças históricas, sociais ou regionais – cada país, região, religião, nível social tem crenças e condicionamentos diferentes, muitos já não fazem sentido no mundo atual mas que continuam sendo seguidos.

  • Quando você acorda pela manhã, está com fome. Essa é a realidade, fome. Suas crenças sociais e históricas dizem que é hora de tomar café da manhã. Você poderia comer qualquer coisa, na verdade. E então sua crença regional dirá o que é melhor para se comer no café: No sudeste, acreditamos que pão com manteiga e café com leite é a melhor opção. No nordeste existe a crença de que o café precisa ter “sustância” – macaxeira, carne seca – uma crença vinda de quando trabalhavam no campo – hoje, quem trabalha no shopping mantem essa crença, mas não sabe de onde ela surgiu. No México, o café terá feijão, pimenta.

 

Crenças familiares – o que trazemos como herança genética e histórica da nossa família. Questões e histórias enraizadas, que ninguém questiona ou acha que pode ser diferente. Aquilo que você faz porque sua mãe fez, porque a sua vó fazia e assim segue. Tem muita ligação com os hábitos e tradições familiares. A importância neste caso é entender se esta crença ou tradição faz sentido pra você, e se não faz, se não te causa nenhum mal, se não te incomoda seguir com a tradição, com a crença. Se irá passa-la pra próxima geração.

 

Crenças primárias – nossas interpretações do mundo, a realidade subjetiva criada por cada um, com a influência emocional do meio. São os principais pontos para identificarmos as crenças limitantes. São construídas mais fortemente na infância, mas não deixamos de criar novas crenças durante toda a vida. Criamos novas crenças baseados nas nossas experiências e vivências, conforme nossa interpretação do certo e do errado.

 

O que soma para a construção das crenças primárias:

  • Como a minha família se relacionava: entre si, com o dinheiro, com o trabalho. Entra aqui também a minha interpretação e julgamento sobre as ações e sobre como eu enxergo e me relaciono com a família: Se acho que era certo, farei igual, se julgo eles como errados, tentarei ir pro caminho oposto.
  • O que me aconteceu e não deveria ter acontecido: as más experiências, os traumas, medos e inseguranças.
  • O que deveria ter acontecido, mas não aconteceu: experiências que geraram insegurança, falta de amor, falta de cuidado.

 

 

Exemplo:

Na quinta série a criança foi falar uma frase da tarefa de inglês. Ao falar errado (o que é normal pela idade e fase de aprendizado) os colegas riram e ela se sentiu envergonhada, constrangida. Na verdade, já havia crenças de insegurança quanto à falar em público e necessidade de ser aceita pela turma, que foram reforçadas negativamente com o fato. Neste momento, cria-se a crença: “sou péssima em inglês, nunca aprenderei, nunca mais falarei inglês em público para não ser julgada”.

É quando a crença se estabelece, recebe confirmação: Com esta crença, a dificuldade no aprendizado será cada vez maior, e não conseguir aprender irá reforçar a crença. É um ciclo. E quando chegar o momento de ter que usar o inglês, mesmo que para algo bom (volte no exemplo lá de cima, viajar para o exterior), a crença estará presente alertando: “você é ruim em inglês, não consegue falar e nunca vai aprender”.

 

Segue aqui um VÍDEO curto sobre CRENÇAS E MODELOS 

 

 

Em qualquer situação onde a crença estiver envolvida, surgirão pensamentos automáticos de autossabotagem. Normalmente a pessoa desiste antes de tentar, e se justifica com frases como: Isso é difícil demais, nem vou tentar – Isso não é pra mim, não vou dar conta.

E haverão as reações:

  • Emocionais: tristeza, desanimo, frustração, raiva.
  • Comportamentais: desânimo, desistência, lentidão.
  • Fisiológicas: falta de ar, dores, mal estar.

 

Identificada a crença limitante, é hora da mudança: testar pequenas ações para confrontar o comportamento instalado, realizando a mudança.

 

 

 

 

E você, já pensou ou identificou quantas coisas faz no Piloto Automático – na vida, no trabalho, na carreira que escolheu – sem pensar ou por que todos fazem?

 

Você consegue identificar o que te motivou a dar os passos mais importantes da sua vida? Você queria de verdade estar ai, na vida e na carreira que está hoje, ou fez porque todo mundo faz, ou porque sua família estava te cobrando por isso?

 

E quando tomamos consciência de que estamos no piloto automático… como se libertar?

 

Crenças e modelos nos aprisionam em vidas e trabalhos frustrantes, desanimadores. Limitam nossas ações e possibilidades. E mesmo conscientes temos muita dificuldade em sair do piloto automático e fazer o que precisa ser feito para termos melhores resultados.

 

Mas é possível se libertar dessa vida mais ou menos!

 

Em Outubro iniciaremos a 2a turma do Programa Jornada Singular, uma imersão em autoconhecimento – 8 módulos ao vivo e online. Reflexões e ações para você ter mais clareza sobre quem você é e o que te levará à uma vida e carreira plena e feliz!

MAIS INFORMAÇÕES AQUI

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