Valores pessoais: respeitá-los é fundamental para a sua felicidade

Ilustração sobre valores profissionais e pessoais

Você sabe quais são os seus valores pessoais mais marcantes?

Uma forma de ter clareza sobre seus valores é através do autoconhecimento: identificar tudo o que é imprescindível para você, aquilo que é fundamental e que possui alto significado em suas ações, na sua vida.

 

Os valores também tem impacto na sua motivação – é sobre porquê você age. Tem total ligação com a sua interpretação de certo e errado, por isso também é muito pessoal.

 

Também podem ser herdados da sua família ou adquiridos socialmente, através de regras impostas ou exemplos vividos ou narrados.

 

 

Em resumo, nós somos uma junção de tudo aquilo que vivenciamos e acreditamos.

 

Um exemplo fictício: Joana é uma profissional com grande desejo de crescimento profissional (o porquê), e por isso, ela se dedica muito à carreira e estudos. Porém, ela é muito amiga do seu superior, que a contratou, e que frequentemente sai mais cedo e deixa para ela tarefas que não seriam de sua alçada. Por Joana ter como valores a lealdade e a gratidão (o como age) ela não reclama para ninguém da situação, continua fazendo o seu trabalho e o do chefe.

 

Quando olhamos para os valores fica claro perceber porque pessoas com os mesmo objetivos pegam caminhos diferentes na hora da execução.

Quando nossos valores pessoais e profissionais não são respeitados, surgem as situações onde não nos sentimos pertencendo à situação ou lugar.

 

Sem o sentimento de pertencimento, não existe o engajamento e a motivação.

Por isso vemos excelentes profissionais desmotivados nas empresas, pessoas que não acreditam no discurso de missão, visão e valores que estampa os quadros de aviso ou os sites das corporações, mas que, na prática, não acontecem exatamente como na teoria.

 

Um exemplo: se você tem como valor a liberdade, veja como isso acontece na suas relações pessoais e profissionais. Estar em uma empresa que não te permite flexibilidade – de agir, pensar, etc. – ou em relações onde você se sinta sufocado causarão frustrações, desânimo, apatia.

 

Quando esta incompatibilidade de valores ocorre pode ser hora de mudar.

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Na vida pessoal, são nossos valores que também irão guiar nossos relacionamentos e ações. Os valores servem de base para nossas escolhas diárias.

 

Quando priorizamos o trabalho, quando sofremos por algo que está acontecendo em nossa família – e que não temos ação – ou quando paramos nossa rotina para aprender algo novo ou ajudar alguém, também são nossos valores os responsáveis pelas ações.

 

Nestas situações, pessoais ou profissionais, o uso dos nossos valores – ou a falta deles, nos conduzirá para a vida desejada ou para a plena frustração.

 

Quando não temos clareza sobre nossos valores e nem a percepção da importância deles em nossas escolhas e decisões, podemos agir sem muita consciência de como esta ação trará impactos futuros como conflitos internos, inabilidade social, desgaste emocional, etc.

Já quando temos clareza sobre nossos valores e conseguimos ajustar nossas decisões, relacionamentos e o ambiente externo à eles, nos aproximamos da vida que desejamos.

 

E quando precisamos abrir mão de nossos valores por algo maior?

 

Nestes casos, precisamos ter consciência do porquê , por qual motivo estamos abrindo mão de algo que é importante para nós.

 

Por exemplo: se você tem como valor o aprendizado, ficar muito tempo numa profissão ou cargo em que não esteja crescendo, se desenvolvendo, pode ser frustrante. Porém, se o motivo que te mantém neste emprego é o sustento da família (que é outro valor seu), irá enfrentar essa falta de um valor de forma mais tranquila. Analise o porquê de você estar nessa situação, qual o motivo e o que pode fazer para mudar isso, mesmo que aos poucos.

Em qualquer processo de mudança ou aceitação deve haver a análise consciente, ou seja, saber do que está abrindo mão e em troca do que. Analise também o impacto futuro da sua ação: como você irá conviver com essa situação em longo prazo e se você se sente confortável em falar com as pessoas quanto à ela. Qualquer resposta negativa indica que você precisa mudar algo.

 

E aí, você tem clareza sobre quais são os seus valores fundamentais?

Ao ter clareza sobre seus valores, sobre o que é fundamental pra você, reflita:

 

  • Tenho vivido de acordo e em respeito aos meus valores?
  • Minha escolhas de vida e carreira correspondem a estes valores?
  • Se não, o que posso fazer para mudar?

 

Seja feliz, ilustração sobre os significado de valores pessoais na nossa vida profissional

 

 Valores pessoais – significado

Primeiramente entenda que os valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que determinam a forma como a pessoa ou organização se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio onde interage.

 

No comportamento humano os valores morais afetam a conduta das pessoas e constituem um conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

 

Cada pessoa tem um pensamento sobre os valores mais importantes na vida. Há quem determina com mais precioso a família, outros o trabalho, a carreira, a profissão.

 

Saiba que as suas condutas no trabalho são intimamente influenciadas pelos seus valores pessoais e profissionais que se moldam de acordo com vários conceitos que construiu ao longa da sua vida.

 

O que é o valor de uma pessoa?

 

Dentre bilhões de seres humanos não há uma só pessoa que seja absolutamente igualzinha a outra. Sempre haverá alguma opinião ou valor diferente. O que pode haver são as afinidades e assim fazer parte de grupos sociais que se identifica, mas ainda assim dentro destes grupos cada membro é diferente no que pensa sobre qualquer temática ou decisão.

 

O verdadeiro tesouro para sua vida é você mesmo, porém, infelizmente há muitas pessoas que dão importância sobre o que pensam sobre você e por isso se limitam a acreditar em crenças, posições sociais, e ideias de terceiros com receio sobre o que os outros pensam sobre você.

 

Com isso, deixamos para trás projetos, sonhos, ideais que realmente nos motivam e nos fazem crescer.

 

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No final deste artigo apresento 6 virtudes e valores importantes para a sua vida.

 

A Psicologia Positiva e o estudo das forças e virtudes

A psicologia positiva, da qual sou especialista e entusiasta – foi desenvolvida no final do século XX e apresenta um novo olhar sobre a psique e sobre o ser humano. Ao invés de focar a atenção nos problemas, dificuldades e sintomas, ela procura estudar, pesquisar e motivar as virtudes, as forças do caráter, os talentos e as habilidades – ou seja, olhar para o positivo e potencializar a vida de pessoas mentalmente sãs.

 

Martin Seligman, o “pai da Psicologia Positiva” e ex-Presidente da American Psychological Association, e o Dr. Christofer Peterson, levaram três anos pesquisando a potencialidade humana. Eles se empenharam em elucidar e catalogar as forças psicológicas humanas, nosso  “pontos fortes”.

 

O resultado deste estudo foi apresentado no livro Character Strengths and Virtues: A Handbook and Classification.

 

A pesquisa foi realizada em inúmeras culturas ao redor do mundo e os pesquisadores concluíram que as forças e virtudes do caráter são mais universais do que eles esperavam e resultado foi uma lista com 24 forças pessoais.

 

Qual a diferença entre forças e virtudes?

Segundo Seligman, “Virtudes são as características centrais valorizadas pelos filósofos e pensadores religiosos: sabedoria, coragem, humanidade, justiça, temperança e transcendência” (…) e Forças do caráter são os ingredientes psicológicos – processos ou mecanismos – que definem as virtudes. (…) Por exemplo, a virtude da sabedoria pode ser atingida através de forças tais como criatividade, curiosidade, amor pela aprendizagem, ser mente aberta, e o que nós chamamos perspectiva – ter uma visão ampla sobre a vida”.

 

Como identificar uma força ou qualidade pessoal?

 

Ao utilizar sua habilidade ou força pessoal, você sentirá uma ou mais das alternativas abaixo:

  • Senso de autenticidade (isto é meu!).
  • Sentimento de excitação, satisfação ou prazer ao realizar algo ou usar sua habilidade.
  • Grande facilidade de aprendizado e eficiência no uso da habilidade.
  • Sentimento de que nasceu com essa habilidade e que não consegue agir sem usá-la.
  • Após a execução de algo, sente-se energizado ao invés de cansado.

 

Aqui estão descritas as 24 forças de caráter agrupadas nas 6 virtudes ou valores pessoais

 

(LOGO ABAIXO EU TRAGO O LINK PARA VOCÊ FAZER O TESTE GRATUITO)

 

Virtude: SABEDORIA

CRIATIVIDADE – pensar de forma inovadora e produtiva para conceituar e agir;

CURIOSIDADE – ter interesse nas experiências, explorar, descobrir;

MENTE ABERTA – ter a mente aberta, pensar tendo em perspectiva todos os pontos de vista possíveis;

AMOR À APRENDIZAGEM – gostar de aprender novas habilidades e conhecimentos, em atividades formais ou informais;

PERSPECTIVA – conseguir olhar o mundo do seu próprio ponto de vista e a partir de outros pontos de vista;

 

Virtude: CORAGEM

BRAVURA – não temer desafios, ameaças, dificuldades ou dor, agir pelas convicções ainda que sejam impopulares;

PERSEVERANÇA – terminar o que começou; persistir durante a ação;

INTEGRIDADE – se apresentar de um forma genuína, autêntica, ter responsabilidade pelos próprios sentimentos e ações;

VITALIDADE – agir na vida com energia, excitação, se sentir vivo e ativo;

 

Virtude: HUMANIDADE

AMOR – valorizar relacionamentos próximos com as outras pessoas;

BONDADE – fazer favores e boas ações para os outros, sem esperar nada em troca;

INTELIGÊNCIA SOCIAL – estar consciente dos motivos e sentimentos das outras pessoas e de si mesmo;

 

Virtude: JUSTIÇA

CIDADANIA – trabalhar bem e agir bem como membro de um grupo, de uma equipe, ser leal a um grupo social;

LEALDADE – tratar as pessoas de acordo com as noções de justiça, lealdade, não deixando que opiniões pessoais e subjetivas possam intervir no julgamento sobre os outros;

LIDERANÇA – encorajar os membros de um grupo na busca de um objetivo comum;

 

Virtude – TEMPERANÇA

PERDÃO – perdoar o erro alheio, dar uma segunda chance;

MODÉSTIA – não se considerar mais especial ou importante que os outros;

PRUDÊNCIA – ser cuidadoso sobre as próprias escolhas, ou seja, não fazer coisas que depois serão motivo de arrependimento ou culpa;

AUTO-CONTROLE – conseguir controlar o que se sente, pensa ou faz;

 

Virtude – TRANSCENDÊNCIA

APRECIAÇÃO DA BELEZA – ter a capacidade de apreciar, de valorizar, de buscar a beleza e a excelência em diversas áreas da vida;

GRATIDÃO – ser grato pelas colaborações de outras pessoas;

ESPERANÇA – esperar o melhor para o futuro;

HUMOR – ter apreço pelo riso e pela alegria, fazer os outros sorrirem;

ESPIRITUALIDADE – ter crenças coerente a respeito de propósitos superiores, buscar o sentido da vida e o sentido do universo.

 

O que as forças e virtudes tem de similaridade com nossos valores? Tudo!

Como visto acima, as forças e virtudes muitas vezes são valores, além de serem ações fundamentais em nossa vida. O estudo sobre forças e virtudes diz que todos nós temos as 24 forças acima, em menor ou maior uso, porém o estudo também fala sobre as forças que definem a nossa “assinatura pessoal”, ou seja, aquelas das quais não abrimos mão e que usamos habitualmente.

 

As nossas forças principais são as 5 primeiras do teste disponibilizado gratuitamente no site oficial:

https://www.viacharacter.org/survey/account/register .

 

Faça seu teste, descubra suas 5 principais forças e veja se você realmente tem usado as suas principais forças e virtudes em tudo o que faz.

 

São perguntas e analises simples, porém profundas, que nos guiam em busca do autoconhecimento e da vida e carreira realmente autêntica, leve e realizada que tanto buscamos.

Saiba o que é fundamental em sua vida, use suas potencialidades e mantenha-se afastado de tudo o que não valioso pra você.

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E se você quiser saber mais sobre autoconhecimento, baixe gratuitamente:

Viagem Em Busca De Quem Eu Sou! Um roteiro de reflexões e atividades de autoconhecimento para viver a sua vida e carreira autênticas. (clique aqui para baixar)

 

 

Se você quiser ler mais sobre Psicologia Positiva, te indico os livros abaixo:

Felicidade Autêntica e Florescer, de Marting Seligman

Veja aqui a resenha que eu fiz dos dois livros

Intentus - Indicacao de livros - Felicidade Autentica Intentus - Indicacao de livros - Florescer

 

 

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Você consegue ser autêntico em seu trabalho?

Antes de começar a dar minha visão sobre o tema, quero que você me responda:

–  Você é autêntico? De verdade?

Sim, simples assim: você é você mesmo, sem máscaras, sem medos, sem copiar ninguém?

 

Que pergunta difícil!

Sempre a faço nos treinamentos, alguns mais corajosos começam a dizer que sim, que fazem o que querem, que agem do jeito que preferem…e tudo bem. Outros já começam a se questionar nesta pergunta e também, tudo bem.

 

É complexo mesmo. Filosófico até. De Shakespeare que indagou: “Ser ou não ser? Eis a questão.”, passando pelo oráculo de Delfos na Grécia, que cita: “Conhece-te a ti mesmo” e chegando aos tempos de Raul Seixas com sua Metamorfose Ambulante, onde ele “não quer mais ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, o autoconhecimento é um dos enigmas e desafios da humanidade.

 

Começa na anatomia. Os olhos veem melhor o que está fora. Enxergamos as falhas e virtudes alheias de forma muito mais clara e objetiva do que olhamos a nós mesmos.

 

E os pensamentos e memórias? Nestes podemos confiar? Olhar pra eles e nos lembrarmos de quem somos? Ah, mas estes vem com uma dose extra de percepções, que sobrepõem os fatos.

 

Nossa história não é lembrada por nós exatamente como os fatos aconteceram, mas sim como nós os percebemos.

 

Enfim, é muito difícil saber de fato quem somos de verdade, lá no fundo.

 

Nossa versão original seria aquela da nossa essência. O nosso bebê que ainda não passou por nenhum condicionamento ou aprendizado.

 

A nossa essência é como se fosse uma pérola, preciosa. Conforme os anos passam, nos ensinam o que é certo, o que é errado. Nos condicionamos aos moldes e modelos da sociedade, dos pais, dos amigos, da religião escolhida e a soma disso tudo vai ofuscando, cada vez mais, a nossa pérola. Criando camadas.

 

Por isso é difícil falar: qual parte sua é realmente autêntica?

Quem é você na essência?

E quais partes dos outros você veio somando e assumindo como partes de você?

 

Autoconhecimento é um caminho sem fim, entretanto existem meios para começarmos esta busca.

 

Olhe pra você lá na sua infância.

Tente se lembrar do que você gostava quando era criança e porque você fazia o que fosse: brincadeiras, estudar, comer, se relacionar. Como a sua criança lidava com o mundo e quais emoções isso lhe traz?

 

Olhe pra você agora e diga: O que você realmente gosta?

Você, mais ninguém! O que você passaria uma tarde toda fazendo, sozinho, sem que ninguém olhasse ou se importasse? O que você estaria comendo, lendo, fazendo? O que você faz para você mesmo e que ama? Independentemente dessa atividade poder gerar o resultado financeiro que você considera o ideal para você.

 

Como você interage com o mundo exterior.

Lembre-se novamente de ser natural, sem cobranças. Se dependesse somente de você, como seria a sua interação com o mundo externo? Como você conversaria? Com quais pessoas se relacionaria? Por quais canais se comunicaria? Qual tipo de linguagem você usaria? Ou você viveria mais recluso em seu mundo interior?

 

Olhe suas preferências.

Em tudo, temos preferências, mas nem sempre as colocamos como prioridade na hora das escolhas. Olhe para tudo: seu trabalho, alimentação, atividades, comportamentos. Comece a listar sua preferências. O que realmente você mais gosta? O que você realmente prefere em cada situação?

 

Observe o que te incomoda no outro.

Quando olhamos para outras pessoas temos mais facilidade de encontrar os defeitos. O que te incomoda nas pessoas que você convive? Tente enxergar o motivo pelo qual algo te traz esta sensação. Temos uma tendência de refletir os erros, logo, se rejeitamos algo é porque aquilo nos sensibilizou de alguma forma.

 

 

Nós também mudamos conforme as fases da nossa vida, o que vai dificultando ainda mais a enxergar esse nosso lado real. O que sou eu de verdade e o que é a minha fase atual, influenciado pelo momento que estou passando, é uma pergunta que muitos se fazem.

 

Ao passar por uma situação de separação num relacionamento, por exemplo, algumas pessoas acabam ficando mais distantes, mais frias. E se questionam: Eu sou assim ou me tornei assim por conta das situações que enfrentei na vida?

 

As duas opções podem ocorrer.

 

Por isso é importante olhar pra trás, analisar as emoções, se perceber e mais do que tudo: não se cobrar tanto.

 

Tudo bem não ter clareza sobre quem você é de verdade. Talvez a gente nunca tenha mesmo. O que vale, conforme disse Raul, é não ter a mesma velha opinião formada sobre tudo. É se abrir para se conhecer, se redescobrir.

 

Ser autêntico é olhar para dentro, fazer uma jornada em busca do seu verdadeiro eu, sem máscaras, sem sombras, sem personagens.

Apenas sendo você.

 

Para finalizar e refletir, trago o Paradoxo do Mito de Teseu, você conhece?

 

Teseu foi um herói grego, conhecido por ter se oferecido para enfrentar o Minotauro em seu Labirinto e ter conseguido voltar para a cidade de Atenas com os outros 13 jovens enviados para o sacrifício, no mesmo barco de madeira.

O barco foi deixado em exibição, mantido como relíquia. De pouco em pouco, suas partes originais eram substituídas por novas, a medida que as antigas apodreciam. No final de longos anos, o barco que estava em exposição já não tinha mais nenhuma peça do barco original, todas tinham sido trocadas.

Os filósofos se perguntavam: se todas as peças foram trocadas, ou a maior parte do original, o barco ainda era o mesmo? Era autêntico?

Portanto, quando se fala sobre o Paradoxo do Barco de Teseu, a referência que trazemos é sobre a essência, a autenticidade.

 

O mesmo paradoxo podemos trazer para nossa vida:

Qual a sua essência? O que ainda tem de original e autêntico aí, na sua versão atual?

 

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Sobre o canibalismo moderno e a nossa competição desenfreada

Somos canibais modernos. Nascemos e crescemos para o sucesso, e muitas vezes, em nossa competição desenfreada, acabamos “engolindo” quem ousa atravessar o nosso caminho.

Competir. Vencer. Ganhar.

Nos acostumamos tanto com estes verbos que, naturalmente, começamos a colocá-los à frente de outros verbos, como ajudar, apoiar, entender, compreender.

 

Tudo começa cedo. Infelizmente cada vez mais cedo.

Crianças de 3, 4 anos bilíngues, com agenda lotada. É comum ouvirmos: “Meu filho tem que ser o melhor.” Me questiono: No que? E pra que?

Ah, já sei, pra vida! A vida é dura, é preciso estar preparado, ser o melhor, ter diferenciais. Foi isso que nos disseram, nos ensinaram, desde sempre.

E então chegamos nos 7, 8 anos. Tirar 10 na prova, ser o melhor da classe, ganhar a competição de matemática, a olimpíada escolar de ciências. Para dali a 2 ou 3 anos já estar se preparando para a faculdade.

Faculdade! O ápice da competição juvenil começa na entrada: 100 vagas para 1000 candidatos. Para ter sucesso é preciso estudar na universidade X, ter o diploma Y e trabalhar em empresas Z. E entrar na empresa Z não é pra qualquer um, será uma nova competição, um novo “vestibular”, afinal são poucas  as “boas” vagas.

 

Competimos o tempo todo.

Quem andou ou falou a primeira palavra mais cedo.

Quem entrou primeiro na escola, ou aprendeu a ler, ou tirou sua primeira nota 10.

Quem beijou primeiro, arrumou a primeira namorada, arrumou o primeiro emprego, teve a primeira promoção.

No trânsito caótico, a competição de quem acelera e chega primeiro. Competimos pela vaga no estacionamento, pela mesa na praça de alimentação do shopping. Competimos pelas melhores promoções nas lojas, competimos para sermos e parecermos melhores do que os outros, sempre.

Parece que a vida é isso: uma eterna competição para sabermos quem vai se dar bem primeiro, quem vai ganhar o que – ou pior: de quem!

 

E precisamos mesmo disso tudo? Sucesso é isso? E o caminho da competição é o único a ser seguido?

Todo este texto, estas dúvidas que espero ter colocado em sua cabeça, servem apenas para uma coisa: refletirmos sobre o quanto fomos criados para competir – e o quanto repetimos e incentivamos este modelo à cada nova geração.

 

Vencer não está errado, está certíssimo.

O que para mim está errado é o modelo onde, para ganhar, eu preciso derrotar ou passar por cima de alguém. Preciso eliminar alguém. Repito: precisamos mesmo?

 

Preciso ser melhor sim. Melhor do que eu mesmo, e não melhor do que o outro. A competição é interna.

Está lá, em algum lugar da Bíblia: “Amai-vos uns aos outros.” E até onde eu sei, ainda não saiu a versão revisada, escrita: exceto em casos de vestibular, busca de emprego ou promoção. Amai-vos sempre. A cada dia. Independente da situação financeira, da cor da pele, da posição que a pessoa ocupa, da vantagem que ela possa te oferecer.

 

E aqui entram dois termos que também tenho questionado muito: Vantagem e Oportunidade.

Se algo foi vantajoso, é necessário refletir: e para alguém, isso foi uma perda? Se a vantagem significa, mesmo que implicitamente, que alguém foi prejudicado, simplesmente não foi vantagem.

E o mesmo serve para oportunidade, principalmente no mundo dos negócios e parcerias. Se algo é uma oportunidade para mim, significa que estou levando vantagem sobre outro? Se sim, analise. Parceria e oportunidade real, é benéfico para todos que participam.

Quando apenas um lado se beneficia isso não é oportunidade, é ganho unilateral. Alguém saiu perdendo para você sair ganhando.

 

Toda essa nossa ânsia por competir e ganhar tem nos tornado adultos infelizes e ansiosos. Não vamos ganhar sempre. Na vida real, diferente do que acontece nos jogos de tabuleiro ou eletrônicos, não dá pra guardar na caixa ou reiniciar quando a situação está ficando nebulosa. É preciso insistir, muitas vezes quebrar a cara, para então crescer, evoluir e ter sucesso.

Se nós estamos cada vez mais ansiosos e frustrados, o que dizer dos jovens? Estamos criando jovens despreparados para as derrotas e quedas, tão comuns na vida real. O mercado de trabalho está lotado de mini gênios phd’s que dão chilique quando contrariados ou quando algo dá errado.

 

 

Entupimos a agenda das crianças com obrigações e atividades, buscando as preparar para a vida adulta bem-sucedida, e quando esta fase chega, eles já aprenderam a lição: não aprenderam a relaxar, a descontrair, brincar e aproveitar o ócio. Estão estressados, sufocados, sendo cobrados pela máxima performance e resultados a qualquer custo. A meta é ser melhor e mais eficiente a cada dia.

 

Não sabemos relaxar e nem lidar com o que dá errado. E se temos uma certeza na vida, é a de que costumeiramente, muita coisa dará errado.

Precisamos justificar cada momento de descanso com algo construtivo, que nos ensine algo, que colabore com a nossa trajetória profissional, que nos enriqueça culturalmente para termos o que falar num próximo encontro – e assim, ganhar “moral” com os presentes e mostrar que entendemos mais do que os outros sobre tal tema – novamente, ganhar.

 

E de onde nasceu grande parte dessa nossa competitividade? Do paradigma da escassez.

A escassez se inicia quando acreditamos que algo vai faltar. Não terá comida, não terá dinheiro, não terá emprego, não terá onde morar. E não ter algo tão importante, traz o medo. E quando tenho medo, me defendo.

Acreditamos que a melhor defesa, é o ataque. Preciso competir e ganhar.

 

Mas a melhor defesa é acreditar e viver no paradigma da abundância. Onde tudo é farto, abundante e suficiente para todos. Que se todos se empenharem, fizerem sua parte e não guardarem mais do que precisam ter, sempre haverá o suficiente para todos.

 

Leia mais sobre  Abundância e Escassez clicando aqui.

 

Quando passamos a acreditar e agir movidos pelo paradigma da abundância, o fluxo de reais oportunidades acontece em nossa vida.

O fluxo da abundância é como a água de um rio: a água continua seu caminho, mesmo que pedras caiam em seu leito. Mas se um fazendeiro por onde o rio passe resolve represá-lo, faltará água no próximo sítio. Mas não deveria. Em seu estado natural, a água seria suficiente para todos. Alguém ficou com mais do que precisava.

 

Mas não basta apenas acreditar que algo bom vai acontecer, é preciso agir.

E como podemos mudar esse pensamento, guardar a competição para os momentos realmente necessários?

 

Estarmos conscientes de que estamos competindo.

Analisarmos nossas ações, sabermos a real intenção de cada ato. Como disse acima, vencer é bom, mas precisamos estar cientes do preço de cada vitória, e se realmente o troféu final valeu a pena.

É como o general que chega ao final da batalha, ganha a guerra mas olha em volta e vê que nenhum soldado permaneceu vivo. Valeu a pena ganhar?

Muitas vezes, em nossas batalhas diárias, perdemos amigos, família, saúde e até mesmo nossos valores. Tenha consciência de suas batalhas.

 

Saber quais bandeiras devemos levantar

Muitas vezes entramos em batalhas que não são nossas. Defendemos a bandeira de um amigo, de um parente e até mesmo de uma empresa. Lutamos por uma causa que às vezes nem sabemos direito qual é. E quando tomamos consciência, percebemos que a luta não é nossa.

Consciência, mais uma vez – e como sempre – ela aparece.

Abandone a guerra. Peça desculpas a quem tiver machucado, tente ajudar. Sempre é tempo de mudar lado, de opinião.

 

Triste não é mudar de ideia. Triste é não ter ideias para mudar.

 

Ter clareza sobre o que te motiva a competir

Existe um real motivo para a competição ou existe outro caminho? Em muitos casos, a competição acaba ocorrendo por hábito ou por ego, e não pela batalha ou prêmio em si. É um simples vencer para provar aos outros quem é o melhor.

Uma frase que gosto muito e que pode te inspirar:

“Na terra do “eu sei”, há sempre competitividade, ciúme, pretensão, orgulho e arrogância. É um reino agressivo – o reino do ego. Eu digo, recuse a cidadania. Na terra do “eu não sei”, os habitantes movem-se sem conflito e são naturalmente serenos, felizes e em paz. O sábio permanece aqui.” Mooji

 

Estabelecer reais parcerias – o verdadeiro ganha-ganha

Pense sempre no real motivo de estar fazendo um negócio, propondo uma parceria. Se o ganho é só seu, deixe isso claro, peça ajuda, e se os demais envolvidos aceitarem, sem problemas. O ganho unilateral será consciente. Assim não há desequilíbrio, o fluxo continuará a agir.

 

Amar a todas as pessoas e seres vivos

Quando eu realmente amo outro ser, não quero que nada de ruim aconteça para ele. Simples assim. Como eu serei o agente de sofrimento ou privação dele? Realmente, o amor é sempre a melhor escolha.

 

A vida não é sobre quem ganha. É sobre quem vive.

Você já escalou uma montanha, fez uma trilha, se desafiou num caminho íngreme na natureza? Eu já. Se você não fez, posso te contar sobre a minha vivência.

Na trilha, na montanha, não há competição, não existe o “chegar”. Existe o caminhar, o evoluir. A graça está no caminho e na superação, não no ponto final.

Por isso comparo a trilha com a vida. As duas únicas certezas que temos é que nascemos e que um dia morreremos. O início e o fim da caminhada. A aventura está no que você fará pelo caminho.

Você vai destruir a mata, derrubar as pedras, poluir os rios e matar os passarinhos ou vai seguir observando o esplendor da natureza à sua volta, aproveitar a paisagem, se refrescar no riacho, se deslumbrar com a vista no meio da montanha?

 

A vida é isso, um vai e vem de belezas, felicidades e emoções.

Mas quando nos preocupamos demais em competir, ganhar e acumular, perdemos o que há de mais lindo: nossa capacidade de nos emocionar com as coisas mais bonitas e singelas.

Viva Feliz.

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A sua mentalidade é de abundância ou de escassez?

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Grande parte da sociedade parece se basear em uma mentalidade de escassez.

O paradigma da escassez afirma que não existe o suficiente pra todo mundo. Esse pensamento dá origem ao medo e a disputa por dinheiro e bens materiais.

Muitos conflitos e guerras surgem por conta dessa crença de que não há o suficiente. Sendo assim, as pessoas acreditam que precisam lutar contra os outros para ter um pouco de conforto.

A partir desta “batalha” surge a concorrência desleal e todo tipo de desonestidade, onde cada indivíduo quer garantir o seu.

Esse é um medo que habita o inconsciente coletivo e leva as pessoas a agirem de forma negativa.

É um medo sutil, a maioria provavelmente nem tem consciência de que age baseado nele. Apesar de sutil, o seu efeito é muito poderoso.

Outra consequência do paradigma da escassez é a culpa em ter dinheiro.

Talvez você sinta isso ou conhece alguém que sinta esse peso. Esse sentimento surge porque a pessoa, consciente ou inconscientemente, acha que pra ela ter dinheiro, outras pessoas precisam perder –  e vem esta espécie de culpa. São pensamento do tipo: “Como eu posso ter tudo isso enquanto outras pessoas passam por necessidades”.

 

 

A culpa leva a processos de autossabotagem. A pessoa dá um jeito de não ser bem sucedido. Pode também dar um jeito de perder o que ganhou pra se livrar da culpa. Pode ainda conquistar o sucesso, mas se sentir profundamente infeliz por que a culpa fica sempre rodando a consciência.

A mentalidade da escassez pode ser muito dolorosa para o indivíduo, além de criar muito medo desnecessário, ansiedade e desespero.

Uma mentalidade de abundância, por outro lado, diz que sempre existem novas chances e oportunidades e que há mais do que o suficiente para que todos possam ter uma vida plena e próspera.

Isso alivia muito da pressão que você pode sentir se tiver uma mentalidade de escassez que te faça pensar que você só tem uma única chance agora. Ou que faça você se sentir como um fracasso absoluto, só porque você tropeçou e as coisas não deram certo.

Uma mentalidade de abundância pode ajudá-lo a melhorar o seu desempenho, já que ao adotá-lo, você estará criando muito menos pressão e ansiedade dentro da sua própria mente.

 

Criando uma mentalidade da abundância:

Procure os sintomas de uma mentalidade de escassez.

Se você tiver uma mentalidade de escassez, então provavelmente vai levar as coisas muito a sério. Você pode pensar consigo mesmo: “Se eu falhar, o meu mundo vai acabar”.

No entanto, ele não vai, e você sabe disso, só precisa se lembrar. Mas você acha que ele vai, e começa a ficar excessivamente nervoso e PRONTO!

Você atraiu esta falha porque sua negatividade tornou-se um obstáculo no seu caminho para o sucesso. Se é uma prova, então você pode não conseguir dormir e vai ter um desempenho ruim. Se for um encontro, você pode parecer muito carente e nervoso e não mostrar uma personalidade mais natural e relaxada.

Recupere a sua força lembrando todas as oportunidades que foram oferecidas a você, e saiba que tudo é um fluxo que sempre vai continuar.

 

Concentre-se na abundância, e não na falta.

O que você focar, será o que você verá em seu mundo.

Como você não pode absorver tudo ao seu redor, o seu sistema de ativação reticular – seu sistema de foco na mente – irá se concentrar no que os seus pensamentos estão focando.

Isto irá permitir que você veja a abundância em seu mundo, e que talvez você possa estar perdendo no momento.

Se você, por exemplo, estiver sentindo falta de dinheiro, então não se concentre na sua falta. Concentre-se e pense sobre a abundância de possibilidades no mundo para ganhar dinheiro.

Logo, ideias e oportunidades para que isso aconteça vão começar a “aparecer” em seu mundo. É até um pouco estranho como as coisas que possuem soluções para você – talvez livros ou conhecidos – sempre estiveram lá no fundo por um bom tempo, e em um belo dia, de repente, saltam em suas mãos.

 

Aprecie.

Uma maneira rápida de inverter o hábito muito normal de pensar sobre o que você não tem, é simplesmente apreciar. Aprecie sua comida, sua vida, seu teto, seus amigos e familiares e assim por diante.

Isso pode não apenas transformar um mau humor em um humor positivo em questão de minutos, como também pode ajudá-lo a perceber as oportunidades que você perdeu ou esqueceu.

Esta mudança de pensamento também vai criar uma energia mais aberta dentro de você, uma vibração que fará com que seja mais fácil se concentrar na abundância. Então, crie o hábito de apreciar algo em sua vida por alguns minutos a cada dia.

 

Organize-se.

Quando você não se sente abundante ou bem consigo mesmo ou com a vida em geral, isso pode significar que você simplesmente não está com as coisas no lugar.

Mantenha sua casa limpa, as roupas dobradas, seus arquivos digitais no lugar, e suas finanças organizadas.

Tenha um pouco de ordem e disciplina, e você começará a ver resultados.

 

Obtenha vibração de abundância de outras pessoas.

Já que você recebe uma mentalidade de escassez através da publicidade e dos meios de comunicação, então você pode mudar esses meios de entrada e assim mudar a sua mentalidade.

Reduza o tempo de assistir ao noticiário, reduza seu consumo de TV e mídias, e ponto final. Substitua a energia de escassez que você recebe a partir destes meios.

Passe mais tempo com pessoas que tenham uma mentalidade de abundância.

Leia, ouça e assista materiais de desenvolvimento pessoal. Leia histórias de sucesso em livros e revistas. Tenha uma atitude positiva para a abundância e o sucesso de seus amigos, familiares e colegas de trabalho.

Seja seletivo com o que você coloca em sua mente. Crie o seu próprio ambiente de abundância.

 

Compartilhe a riqueza.

Uma boa forma de reconhecer o quanto você tem é compartilhando.

Você sente como se não estivesse ganhando dinheiro suficiente? Dê um pouco dele. Ou que não tem amor suficiente? Dê um pouco dele.

Não tem uma validação, apreciação ou reconhecimento suficiente? Dê tudo isso para outras pessoas. É difícil sentir que está faltando algo quando você está distribuindo este algo com outras pessoas.

 

Crie situações onde todos ganham.

As pessoas com uma mentalidade de escassez tendem a ver cada relação como ganhar ou perder, do tipo: “Ou é você ou sou eu, e eu prefiro que seja eu.”

Por outro lado, as pessoas com uma mentalidade de abundância tentam criar relacionamentos mutuamente benéficos, onde ambas as partes podem ganhar. Em vez de ganhar um argumento, por exemplo, tente chegar a um consenso onde ambos ficarão felizes.

Ao invés de competir, colabore.

 

Lembre-se.

É muito fácil escorregar de volta para os seus velhos padrões de pensamento.

Você simplesmente esquece o que deveria realmente estar pensando. Uma ferramenta útil para evitar sair da linha é usar os lembretes externos. Você pode, por exemplo, usar notas escritas colocadas em lugares que você não pode deixar de ver várias vezes por dia – seu espaço de trabalho, geladeira e espelhos – ou colocar um bracelete em seu pulso.

Ver palavras ou citações que te lembram da sua nova mentalidade de abundância pode ajudar a sua mente a retornar ao espaço mental correto novamente.

Quando você enfrenta a sua maior perda, poderá encontrar a sua maior oportunidade.

Se você perdeu seu emprego e está perto de perder a sua moradia, você pode vender qualquer coisa que não gosta, quer ou precisa imediatamente para reduzir seus bens físicos.

Isso significa menos coisas para fazer uma mudança, então começar de novo pode muito bem ser para o lugar onde você sempre quis viver. Você tem que encontrar uma maneira de ganhar a vida, por isso pode começar algo que você sempre quis fazer, ao invés de apenas procurar um emprego… qualquer emprego. Mire alto.

Essas crises são o ponto na vida em que tudo o que você guardou para si pode ser deixado para trás, e se mover em direção a algo melhor do que você já teve vai fazer qualquer sacrifício valer a pena.

É muito diferente de ser medíocre e pensar pequeno, porque você está apenas começando, ou está adotando um estilo de vida reduzido, que algumas vezes é visto como fracasso.

Use a chance de dar a si mesmo algo que o dinheiro não pode comprar, como o tempo, a criatividade e a liberdade.

 

Limpe suas memórias e cancele seus pensamentos de escassez para deixar fluir energias de força e capacidade, de poder pessoal.

Você tem o poder de decisão e você pode escolher qual pensamento, sentimento e ação deseja alimentar na sua vida.

 

Quer ler mais sobre desbloqueios? Neste artigo, falamos sobre como desbloquear os medos que te impedem de ser ainda mais feliz. LEIA AQUI.

O que vai mal na sua segunda-feira para você querer fugir dela?

Mulher pensando no trabalho - O que será que eu fiz de errado - insatisfação profissional
Você está cansado de sofrer na segunda-feira? Este dia para você é uma tortura, você tem vontade de fugir dele?
Pra muita gente a segunda-feira é o pior dia da semana.
 
As pessoas estão buscando respostas para a infelicidade que as rondam e chegam até mim se questionando o porquê do sentimento de tristeza que se inicia já no final do domingo. 
 

A segunda-feira tornou-se uma tortura para muitos. 

E esse dia da semana não tem nada a ver com o seu sofrimento, ele é um dia como outro qualquer.
 
Mas o porquê da segunda-feira ter esse peso e ser sofrível para muitas pessoas? 
A questão é o que a gente faz, o que executamos e realizamos que ocasiona esse fardo, esse peso.
 
Eu mesma tive segundas-feiras muito difíceis, já tive dias no trabalho em que não gostava de acordar e ter que ir trabalhar, iniciar a semana no mesmo lugar. Tudo era pesado. 
 
E quanto mais pesados ficavam os dias da semana, mais alegre eu ficava na sexta e consequentemente mais eu entupia meu final de semana com atividades prazeirosas.
Era como uma recompensa pelo fardo vivido na semana. Eu fazia mil coisas no sábado e domingo, cada vez mais eu tinha mais atividades e coisas legais para realizar. Era um meio de sentir alegria e satisfação, fugir da minha vida real, compensar o meu sofrimento semanal.
 
Mas isso não resolvia o problema. Consequentemente a segunda voltava a ser mais frustrante do que a da semana anterior. Em vez de resolver, eu piorava. 
 
A partir desta recorrência de alegrias aos finais de semana e tristezas no início da semana eu comecei a analisar meu dias, minhas atividades, minhas emoções…
 

O primeiro passo necessário para que a transformação aconteça é identificar o que realmente nos faz mal. 

 
Se a segunda-feira está com esse peso, tente identificar: o que de fato está causando isso? 
Para alguns é o fato de estar trabalhando onde não gosta, fazendo algo que não traz prazer, satisfação. O trabalho nesse caso acaba sendo pura obrigação!
Outros até gostam do que fazem, mas há muitos casos de pessoas em que a vida mudou e por mais que gostem do trabalho há algum ponto ali que está trazendo insatisfação com a vida. 
 
Por exemplo muitas mães tem o sofrimento de segunda-feira devido ao fato de terem que deixar o filho na escola e só pegá-lo ao final do dia, e muitas vezes ele já está dormindo. Ela mal consegue brincar, interagir com seu filho.
Essas mães até gostam do seu trabalho e das atividades que realizam, mas percebem que o trabalho está tirando o tempo de outras atividades que são fundamentais para ela. Pais também passam por isso, principalmente os que precisam estender o horário de trabalho ou constantemente viajar.
 
Por isso reforço para você: identifique esse ponto que te deixa para baixo, faça a sua análise.
Questione-se: O que te deixa infeliz na segunda-feira?
 
Às vezes não é algo geral, amplo e sim algo muito específico. Pode ser mais simples, como você não gostar do seu chefe, do ambiente, dos colegas ou não gostar do local do seu trabalho, por ser muito distante da sua casa, e talvez você precise andar muito, percorrer quilômetros, horas do seu dia que você passa no trânsito. O que de fato te deixa infeliz?
 
É importante identificar se você está infeliz com o todo ou só com uma parte, apenas uma parte, situação ou pessoa no seu dia a dia.
 

O que pode estar errado:

 
– O ambiente, local ou empresa ser inadequado;
– As pessoas não combinam com você (falta de valores e objetivos semelhantes);
– Sentimento de que está estagnado, sem crescer, aprender, se desenvolver;
– Você não estar usando seu potencial ou estar se forçando a ser diferente de quem é de verdade, tentando caber num papel;
– Ser momento de você fazer outra coisa (porque é comum nós mudarmos!!)
– A soma de tudo isso!!
 

Muitas vezes, quando estamos no meio do furacão, não conseguimos ver do lado de fora. Não conseguimos enxergar a situação como ele realmente é.

 
Nós seguimos muitas coisas por padrão e acabamos fazendo-as por repetição, sem parar para fazer esse diagnóstico. Por isso é necessário parar e olhar para sua vida, suas ações, e entender o que hoje é importante para você e que você deixou de lado. 
 

Questione-se:

  • A carreira que você tem é a que você sempre quis? Quer algo a mais?
  • Essa carreira permite você ser quem realmente é? Seus valores são preservados?
  • Você se sente valorizado no cargo / empresa / equipe que trabalha?
  • Sua carreira permite que você tenha vida pessoal, fora da empresa?
  • Você consegue ter qualidade de vida, fazer atividade física, ter tempo para as pessoas que ama?
  • Sua saúde vai bem?
 

Analise essas questões como um todo, porque senão ficará preso aos modelos pré estabelecidos de fazer tudo igual, todo dia. Inclusive reclamar. Fizemos tudo o que nos pediram para fazer a vida inteira, sem analisarmos se queríamos verdadeiramente, ocasionando em nós muitas vezes essas frustrações.

 
Analise o que te causa desânimo, preguiça e tristeza na segunda-feira. Olhe para este dia com outra visão, de acolhimento, tentando entender e não julgando.
 

 

O segundo passo é tentar mudar. 

Se você identificou que tem algo que possa mudar, trace um plano, organize-se. 
Por exemplo, se você não tem tempo para a sua família e gostaria de mudar isso, será que não consegue diminuir a carga de trabalho, quem sabe mudar o horário de trabalho ou fazer outras atividades e assim sentir mais prazer?
 
Aquela mãe e profissional que sofre pela ausência e tem que deixar o filho na escola logo pela manhã. Será que não consegue trazer o filho para uma escola mais próxima do seu trabalho, onde no horário do almoço consegue vê-lo e talvez uma vez na semana conseguirem almoçar juntos?
 
A pessoa que viaja todos os dias para trabalhar, será que não consegue dividir uma carona para tornar a viagem mais agradável ou quem sabe mudar de casa, para um local mais próximo, que não exija tanto tempo na estrada? 
 
Muitas vezes são pequenos ajustes que ocasionam melhorias e bem estar. 
 
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Tente buscar soluções, nunca desculpas ou culpados. Se reinvente.

 
Quando falamos em mudanças, logo pensamos em grandes mudanças e nem sempre elas são necessárias. 
Você não precisa mudar tudo (cidade, empresa, país) e sim ajustar pequenas ações à sua realidade. Isso já surtirá efeitos muitos bons e positivos no seu dia a dia. 
 
Tudo baseia-se no que você quer mudar, aquilo que está te causando mal hoje. 
 
Quando descobrimos e temos clareza do que precisamos mudar é muito difícil continuarmos iguais. Não continuamos porque não faz mais sentido isso, não cabe mais na nossa vida, na nossa realidade.
 
E se estamos aqui para vivermos plenamente, ser feliz e ter prazer, satisfação naquilo que a gente está realizando, temos que ajustar nossos caminhos quantas vezes for necessário. 
 
Nossas mudanças tem que nos levar ao sentimento de felicidade nas pequenas coisas e não somente nas grandes.
 
Pequenas ações, são pequenos milagres, que fazem a diferença.

 

O terceiro passo é começar a agradecer. 

 

É aquela questão de aceitar aquilo que não pode ser mudado.
 
Se você tem coisas que identificou que precisam de mudanças, trace um plano e coloque-o em ação. Ao contrário, se identificou questões que dependem de fatores externos o qual não está no seu controle, aceite. 
Aceite a situação com olhar de aprendizado. Agradeça apesar de não ser perfeito para sua vida, comece a tirar lições positivas, mesmo não sendo agradáveis. 
 

Tudo é aprendizado. Tudo é evolução.

 
Não é para viver sobre o efeito “Poliana” de que está tudo bem ou “de que está ruim, mas está bom”. Não! É absorver as experiências com aprendizado e olhar como oportunidades lá na frente. É sentir gratidão por aquilo que se tem hoje. Assim as coisas começam a ficar mais leves e a gente começa a entender o porquê de estar passando por algo, por determinada situação – sem conformismo, e sim, com visão de ajuste, de melhoria daqui pra frente.
 
Olhamos como lições aprendidas, que nos fortalecem para enfrentar novos obstáculos – que surgirão. Porém estaremos mais positivos e preparados.
Isso é viver positivamente.
 
Identificando o que está indo mal e mudando o que é possível, as segundas-feiras começarão a ficar mais leves e ganharão um novo significado. 
 
Ela não terá mais o peso da segunda-feira, simplesmente pelo fato que você estará amando o que faz, e assim os dias voltarão a ter prazer e alegria.
 

Precisa de ajuda para repensar sua carreira, traçar novos planos e objetivos, ter mais clareza sobre você e sobre qual caminho seguir, quem sabe até traçar um plano B? 

 
 
 

Conte com meu apoio.

 

Saiba como o processo de coaching de carreira pode te ajudar  – CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS

 
 
 
 

Como enfrentar os medos que limitam seus sonhos?

Por que não mudamos o que nos incomoda? Em geral, a culpa é do medo.

Este texto é sobre os medos que nos impedem de sermos quem realmente queremos (e merecemos) ser.

O medo vem da incerteza, é o passo no escuro, é andar sem saber para onde vai.

A maioria das pessoas que me procuram, nos eventos ou para conversas, vem com um desejo forte de mudança. Algo não vai bem, querem algo novo: uma mudança de trabalho ou cidade, uma viagem ao exterior, mudar de profissão, casar ou separar, enfim, mudar algo que tem um peso significativo em suas vidas.

A mesma força que as impulsiona a mudar, as prendem a não tomar a decisão: o incerto, onde mora o medo. Medo de algo dar errado, da vontade ser passageira, das consequências.

E muitas ficam estagnadas entre a vontade de mudar e o medo de agir por muito tempo: meses, anos de sofrimento, angústia, ansiedade.

 

Precisamos encarar os medos de frente.

Converse com uma criança pequena sobre seus medos. Em geral, na infância os medos são muito mais imaginários: medo de monstros, fantasmas e vampiros, medo de uma bruxa os transformar num duende, medo de ficar anão…rs…e alguns medos reais: medo de se perder dos pais, medo de ficar sozinho, medo de acabar a luz (e novamente surgirem os monstros).

Conforme crescemos, estes medos mudam. Na adolescência vem os medos da não-aceitação: de não ter um grupo, não ter amigos, não conquistar a namorada, não conseguir entrar na faculdade. E também existem os medos que nos colocam para que a gente se adeque a um modelo: medo do homem do saco, medo de ficar sozinho, medo de morrer e ir para o inferno, medo de ficar doente, etc.

 

O medo imposto em geral está ligado ao controle.

Se tenho medo de algo, dificilmente infringirei as regras impostas. É muito mais fácil colocar medo do que explicar e engajar as pessoas numa causa. Se você tem filhos, questione sobre o que você os tem ensinado a temer.

Os medos nascem no imaginário e quando adubados ganham corpo, ganham vida. Temos medo da violência. E quando alguém conta uma história sobre assalto – ou pior, se algo acontece com a gente ou com alguém próximo – nossa mente racional nos alerta: viu, eu tinha razão, aumente o seu medo!!!

 

Mas o medo tem também um papel importante: serve para nos prevenir de cair em enrascadas, fazer coisas que não deveríamos fazer baseados em histórias ou estórias contadas, ou pelas nossas próprias experiências e aprendizados.

Se nossos ancestrais sobreviveram na época das cavernas, saiba que o medo ajudou e muito – afinal, na hora em que o primeiro animal rugia, eles corriam ou se escondiam nas cavernas! Se defender – e pra isso ter medo – é o que ajudou a espécie a sobreviver em muitas situações.

Agora, se o medo fosse maior do que tudo, eles nunca o venceriam, não caçariam, seríamos descendentes de vegetarianos…rs.

 

Aqui entra a necessária análise do perigo:

  • O medo é real ou imaginário?
  • Se é real, qual o tamanho exato dele?
  • Tenho como enfrentá-lo? Como me preparo para isso?

 

Séculos atrás, o filósofo Platão escreveu sobre o medo do novo, do diferente, na Alegoria da Caverna, onde a dúvida do homem que vivia dentro da caverna, olhando para seu interior e vendo apenas sombras projetadas pela fogueira era: “afinal de contas, o que existe lá fora?”.

Aquelas sombras eram horripilantes. Lá fora morava o medo, a ansiedade, a dúvida. Até que um homem se levanta, sai da caverna e olha tudo de outra forma, mas não pode voltar e contar que tudo era tranquilo, bonito, calmo.

O desconhecido, para aqueles que não conseguiam sair da zona do medo, os mantinham presos!

 

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O medo é a incerteza do futuro. É nosso pensamento racional dizendo: fica aí quietinho. Está ruim, mas está bom. Ao menos você conhece o que tem aí na sua vida.

 

Muito tempo se passou e ainda seguimos como nossos ancestrais, deixando que o medo nos impeça de sair da caverna quando ouvimos rugidos maiores.

O rugido moderno são as histórias que nos contam, as notícias dos jornais, o que deu errado para os outros, os modelos que nossos pais e sociedade querem que a gente siga.

E o lado de fora? É a nossa verdade, a nossa essência, são nossos sonhos e vontades de mudança: trocar de emprego, estudar fora do país, mudar totalmente de área, empreender, arriscar, cortar o cabelo, vestir roupas diferentes, ousar um penteado novo.

 

E te diz o medo novamente: Fique na caverna, viva como todos vivem.

 

Tudo que está fora nos assusta, mas precisamos conseguir identificar os reais perigos:

  • Estes alertas estão me impedindo de conquistar o que eu quero ou servem apenas para que eu seja prudente, cauteloso, arrisque na medida certa?

O medo serve exatamente para nos prender na zona de conforto. Não mude, não arrisque, faça o que todos fazem e da mesma maneira que assim dará certo. E dá mesmo?

 

“Quando a nossa zona de conforto vai se estreitando somos impulsionados a mudar…quem não muda acaba sufocado”.

Spencer Johnson disse em seu livro célebre, Quem mexeu no Meu Queijo: “Onde você estaria agora, o que estaria fazendo se não estivesse com medo?”

 

Passo a passo para o seu medo ter medo de você! 

 

Reflita! O que você quer mudar na sua vida e não faz hoje por medo?

Coloque todos os seus sonhos e projetos no papel. Se você não sabe o que quer fazer, qual a mudança que você quer realizar, escreva o que você não quer mais, o que você quer mudar da sua vida atual, mesmo que não tenha a resposta sobre qual o melhor caminho ou final.

  

Questione seus medos. Comece a enfrentar os seus medos questionando a sua veracidade.

Será que o monstro no armário realmente existe ou você passou a infância dormindo com a luz acessa à toa?

Nosso maior bloqueio vem de dentro: é nossa mente nos prendendo, nos boicotando. Para cada mudança ou sonho que você escreveu no exercício acima, liste os medos que te impedem de agir.

Você verá que são muitos mas que vários se repetem, com nomes diferentes. Medo de desagradar, de não ser aceito, de perder amigos, de não ser amado, de perder dinheiro, de faltar algo, de ser infeliz, de fazer a escolha errada. Escreva!

Quando damos nomes aos medos é como se os enfrentássemos. O medo deixa de ser uma ameaça e passa ser algo presente, que eu posso contestar, negar, reagir, interagir.

Dê nomes a cada sensação, pensamento ou sentimento que você tiver à cada mudança que intenciona fazer.

E então, reflita, para cada um destes medos: Ele é real? Existe? Em que momento ele passou a existir na sua vida? Tem fundamento em existir?

 

Vibre numa frequência superior.

Muitas coisas nos jogam pra baixo, nos desanimam, nos fazem ter muito mais medo.

Quer um ou dois exemplos? Assista aos noticiários. Converse com alguém negativo. Você sai destes eventos totalmente contaminado, com chances de achar que o mundo está acabando e nada tem solução.

Identifique o que te põe pra baixo, o que só serve pra acender ainda mais os seus medos – e se afaste! Pessoas negativas só querem uma coisa: companhia na escuridão.

Junte-se à elas e nunca terá luz, apenas problemas. Você já deve ter ouvido a frase: “Pessoas negativas têm um problema para cada solução”.

Se por um lado você tem que se afastar da negatividade, do outro deve buscar aquilo que te faz bem, que te eleva, te traga para a calma, a tranquilidade, para o momento presente: falar com pessoas bacanas, ouvir e cantar músicas, fazer atividade física, comidas saborosas, mantras e orações independente da sua religião, meditar, relaxar, ter contato com a natureza.

Existem inúmeras opções, identifique e ponha em ação as que te fazem bem.

 

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Saiba quem você é de verdade. E desapegue do que você não é ou do que não te serve.

Autoconhecimento é fundamental e um processo sem fim. Quanto mais nos conhecemos, mais aumentamos a nossa consciência – e nos tornamos o homem das cavernas de Platão, que consegue enxergar e conhece a verdade do lado de fora, não temendo mais as sombras.

Com o aumento da consciência, identificamos mais rápida e claramente os medos, suas origens e como nos libertarmos deles, assim como conhecemos nossas potencialidades e sabemos como usá-las para vencer os obstáculos normais que a vida trará. É a nossa fortaleza para enfrentar os medos de frente!

Da mesma forma que o autoconhecimento é fundamental, é importante saber o que não nos pertence e abrir mão, desapegar de tudo que só causa peso e desconforto. Perdoar, apagar mágoas, se libertar de crenças, coisas, pessoas e histórias que trouxemos para nossa vida mas que não nos agregam, lições já aprendidas mas que hoje não representam nada mais do que isso: aprendizados.

 

Tenha clareza do que é fundamental na sua vida.

Do que você não abriria mão na sua vida hoje? Quais pessoas, coisas, bens, valores pessoais?

Se você tem isso claro, utilize-os sempre que tiver que tomar alguma decisão.

Ao mudar algo, arriscando e superando meus medos, eu coloco o que é importante para mim em risco? Se sim, o que posso fazer para que as pessoas em volta não sejam impactadas? Se o risco é só meu, é muito mais fácil lidar com as consequências.

Quando estamos conectados ao medo – inclua a incerteza, a ansiedade, a insegurança – nossa vida trava!

Nada flui e quando algo acontece..pufff, dá errado!!

É como se nosso cérebro conseguisse provar que temos que permanecer onde estamos, não arriscar, não mudar.

E sabe o que está acontecendo nestas horas? É nosso foco, trabalhando como ele sabe fazer: dando atenção para o que você está pensando mais.

É como quando compramos determinado carro ou roupa, e de repente surgem milhares iguais na rua. Eles apareceram do nada?

Não, é porque agora você começou a prestar mais atenção.

E isso acontecerá com os problemas e dificuldades.

Dê atenção à eles e passará a enxergar apenas problemas. Ou faça o contrário, olhe para suas luzes, suas forças, seu poder de superação.

Descubra como a vida pode ser mais leve, mais autêntica, melhor de ser vivida.

Os nossos medos são amarras invisíveis, que nos prendem a uma vida simples e monótona pelo simples medo de sermos mais felizes!

Traga à tona a sua criança interior – que tinha tantos sonhos e que você insistiu por anos em chamá-la de louca, sonhadora, inconsequente – e dê a ela uma chance de dizer qual a vida que realmente quer!

Diga pra ela apagar da mente vários dos medos, tranquilize-a dizendo que tudo dará certo e que ela pode tudo!

Essa criança é você, livre agora para poder realizar tudo o que sonhar!

Muitos dos nossos medos, como citei no texto, foram criados por condicionamentos e modelos sociais, que nos impedem de ser e fazer o que amamos, de ser quem a gente realmente é.

Recentemente escrevi sobre a frustração que seguir modelos causa a nós, principalmente no trabalho. Foi um artigo polêmico, muita gente se identificou. Se você ainda não leu, clique aqui para acessar o texto completo: Carreira para Inquietos – a desconstrução de tudo o que te ensinaram sobre uma carreira de sucesso.

Pare de seguir regras que não te servem

Minha filha está entrando na adolescência e se eu pudesse dar um único conselho pra ela, que fizesse sentido para toda a vida, seria este:

Pare de seguir regras!

(E mais: não se importe minimamente com as regras estabelecidas!).

 

Não seguir regras nada tem a ver com posturas antissociais, falta de educação, ser destemido.

Está ligado a ouvir mais o seu coração e menos a razão.

É saber o que faz bem para você, independente do que o mundo te cobra ou exige. A nota baixa de matemática é compensada por um caderno lindo cheio de desenhos. A má postura na aula vem recheada de contestações sobre direitos e deveres.

 

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O que é mais importante: seguir o que foi pré-determinado ou questionar e ousar mudar o mundo?

 

 

Um exemplo sobre regras é a eterna questão: Qual profissão escolher?

Vejo tantos talentos desperdiçados, pais que não querem filhos músicos, dançarinos, artistas.

Eu quero é viver com gente feliz, não importa se é médico, engenheiro ou a atendente maquiada e feliz que me serve um café enquanto conversamos amenidades!

Pra ser feliz você tem que se permitir ser e fazer o que você ama, viver plenamente, sem pesos e culpas. Oras bolas, tantos adultos frustrados, com mil dúvidas sobre o que estão fazendo de suas carreiras e nós cobramos isso de jovens de 13, 15, 18 anos?

Eu ainda não sei o que quero fazer o resto da minha vida!

Esta semana quero escrever, semana que vem quero viajar e na outra posso querer cozinhar! Habilidades, experiências e gostos cultivados durante quase 40 anos, mas que não me definem na totalidade. Não sou isso, estou momentaneamente isso!

Não aprendemos a ser nós mesmos, porque crescemos sendo obrigados a seguir padrões:

  • Seu filho tem mais de 1 ano e ainda não anda?
  • Como assim o seu filho ainda toma mamadeira?
  • Mas você tem mais de 30 anos e ainda mora com seus pais?
  • Já está quase com 40 e não teve filhos?
  • Já está chegando nos 50 e não tem a casa própria?

 

 

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E quem disse que este padrão é o melhor? Porque a maioria faz igual? E se a maioria estiver errada?

Prefiro testar o novo e ser feliz agora, hoje mesmo, todo dia.

 

 

 

A vida tem que ser muito mais do que regras e padrões.

Tem que ser liberdade, felicidade, autenticidade.

 

Sim, pode comer a sobremesa primeiro!

Sim, pode correr e cantar na chuva!

Sim, pode se permitir ser feliz, a cada segundo.

 

Quebre as regras e seja feliz!

 

Como podemos melhorar os relacionamentos no trabalho?

O ser humano é um ser dependente por natureza.

Buscamos e nos fortalecemos quando vivemos em sociedade, em grupos.

Não apenas coabitamos os mesmos espaços, precisamos nos relacionar de fato.

Precisamos de relacionamentos significativos e buscamos associação, pertencimento.

   “O homem é um animal social” – Aristóteles

Para ter real pertencimento, seja em qual grupo for – família, amigos, profissional, comunidade – é necessário se relacionar bem com as demais pessoas. O saber se relacionar não é inerente à condição humana – não nascemos sabendo – aprendemos e desenvolvemos no decorrer da vida.

E como podemos melhorar os nossos relacionamentos?

Consciência e reflexão

Reflita sobre o porquê você quer se relacionar com alguém, qual a importância dele ou do papel dele na sua vida. Se esta relação é importante, você está realmente se dedicando a cultivá-la? E o oposto também é válido: se a relação não é boa, não é importante – porque você está perdendo tempo investindo na pessoa ou grupo errado?

Entender que as pessoas são diferentes

Por mais que busquemos pessoas por afinidades, as motivações, necessidades, comportamentos e visão sobre o mundo são muito individuais. Você não consegue se relacionar de forma harmônica sem ser empático. Para mim, a empatia é a mais difícil das habilidades, porque somente quem viveu e sentiu uma experiência sabe de fato o peso que ela teve. É a difícil habilidade de não julgar o outro pelas nossas percepções e pensamentos sobre o que é certo ou errado.

Cuidado com a comunicação

Muitas vezes pensamos e queremos o melhor, mas na hora de expressar somos mal entendidos. Os ruídos e falhas em comunicação são motivos constantes de desagastes em relacionamentos. Busque ser assertivo, tranquilo e reflita antes de falar ou de escrever. Na dúvida sobre o impacto do que a sua fala ou escrita causará no outro, não faça.

Pratique

Se relacionar bem requer muita prática. Pense nos bebês que iniciam na escolinha. Ao desejarem algo eles gritam, mordem os amiguinhos. Além de ainda não terem treinado a comunicação, eles não pensam no impacto de suas ações nos outros, sua visão de mundo é limitada às suas necessidades básicas. Mas você já sabe que precisa dos outros, precisa fazer amigos, precisa se relacionar bem no trabalho… E quanto mais praticar, mais sucesso e habilidade você terá em fazer e manter seus relacionamentos.

Se não nascemos – e não queremos – viver sozinhos, precisamos praticar e melhorar nossos relacionamentos diariamente. Quer mais um motivo? Bons relacionamentos tornam as pessoas mais felizes e equilibradas emocionalmente.