O que vai mal na sua segunda-feira para você querer fugir dela?

Mulher pensando no trabalho - O que será que eu fiz de errado - insatisfação profissional
Você está cansado de sofrer na segunda-feira? Este dia para você é uma tortura, você tem vontade de fugir dele?
Pra muita gente a segunda-feira é o pior dia da semana.
 
As pessoas estão buscando respostas para a infelicidade que as rondam e chegam até mim se questionando o porquê do sentimento de tristeza que se inicia já no final do domingo. 
 

A segunda-feira tornou-se uma tortura para muitos. 

E esse dia da semana não tem nada a ver com o seu sofrimento, ele é um dia como outro qualquer.
 
Mas o porquê da segunda-feira ter esse peso e ser sofrível para muitas pessoas? 
A questão é o que a gente faz, o que executamos e realizamos que ocasiona esse fardo, esse peso.
 
Eu mesma tive segundas-feiras muito difíceis, já tive dias no trabalho em que não gostava de acordar e ter que ir trabalhar, iniciar a semana no mesmo lugar. Tudo era pesado. 
 
E quanto mais pesados ficavam os dias da semana, mais alegre eu ficava na sexta e consequentemente mais eu entupia meu final de semana com atividades prazeirosas.
Era como uma recompensa pelo fardo vivido na semana. Eu fazia mil coisas no sábado e domingo, cada vez mais eu tinha mais atividades e coisas legais para realizar. Era um meio de sentir alegria e satisfação, fugir da minha vida real, compensar o meu sofrimento semanal.
 
Mas isso não resolvia o problema. Consequentemente a segunda voltava a ser mais frustrante do que a da semana anterior. Em vez de resolver, eu piorava. 
 
A partir desta recorrência de alegrias aos finais de semana e tristezas no início da semana eu comecei a analisar meu dias, minhas atividades, minhas emoções…
 

O primeiro passo necessário para que a transformação aconteça é identificar o que realmente nos faz mal. 

 
Se a segunda-feira está com esse peso, tente identificar: o que de fato está causando isso? 
Para alguns é o fato de estar trabalhando onde não gosta, fazendo algo que não traz prazer, satisfação. O trabalho nesse caso acaba sendo pura obrigação!
Outros até gostam do que fazem, mas há muitos casos de pessoas em que a vida mudou e por mais que gostem do trabalho há algum ponto ali que está trazendo insatisfação com a vida. 
 
Por exemplo muitas mães tem o sofrimento de segunda-feira devido ao fato de terem que deixar o filho na escola e só pegá-lo ao final do dia, e muitas vezes ele já está dormindo. Ela mal consegue brincar, interagir com seu filho.
Essas mães até gostam do seu trabalho e das atividades que realizam, mas percebem que o trabalho está tirando o tempo de outras atividades que são fundamentais para ela. Pais também passam por isso, principalmente os que precisam estender o horário de trabalho ou constantemente viajar.
 
Por isso reforço para você: identifique esse ponto que te deixa para baixo, faça a sua análise.
Questione-se: O que te deixa infeliz na segunda-feira?
 
Às vezes não é algo geral, amplo e sim algo muito específico. Pode ser mais simples, como você não gostar do seu chefe, do ambiente, dos colegas ou não gostar do local do seu trabalho, por ser muito distante da sua casa, e talvez você precise andar muito, percorrer quilômetros, horas do seu dia que você passa no trânsito. O que de fato te deixa infeliz?
 
É importante identificar se você está infeliz com o todo ou só com uma parte, apenas uma parte, situação ou pessoa no seu dia a dia.
 

O que pode estar errado:

 
– O ambiente, local ou empresa ser inadequado;
– As pessoas não combinam com você (falta de valores e objetivos semelhantes);
– Sentimento de que está estagnado, sem crescer, aprender, se desenvolver;
– Você não estar usando seu potencial ou estar se forçando a ser diferente de quem é de verdade, tentando caber num papel;
– Ser momento de você fazer outra coisa (porque é comum nós mudarmos!!)
– A soma de tudo isso!!
 

Muitas vezes, quando estamos no meio do furacão, não conseguimos ver do lado de fora. Não conseguimos enxergar a situação como ele realmente é.

 
Nós seguimos muitas coisas por padrão e acabamos fazendo-as por repetição, sem parar para fazer esse diagnóstico. Por isso é necessário parar e olhar para sua vida, suas ações, e entender o que hoje é importante para você e que você deixou de lado. 
 

Questione-se:

  • A carreira que você tem é a que você sempre quis? Quer algo a mais?
  • Essa carreira permite você ser quem realmente é? Seus valores são preservados?
  • Você se sente valorizado no cargo / empresa / equipe que trabalha?
  • Sua carreira permite que você tenha vida pessoal, fora da empresa?
  • Você consegue ter qualidade de vida, fazer atividade física, ter tempo para as pessoas que ama?
  • Sua saúde vai bem?
 

Analise essas questões como um todo, porque senão ficará preso aos modelos pré estabelecidos de fazer tudo igual, todo dia. Inclusive reclamar. Fizemos tudo o que nos pediram para fazer a vida inteira, sem analisarmos se queríamos verdadeiramente, ocasionando em nós muitas vezes essas frustrações.

 
Analise o que te causa desânimo, preguiça e tristeza na segunda-feira. Olhe para este dia com outra visão, de acolhimento, tentando entender e não julgando.
 

 

O segundo passo é tentar mudar. 

Se você identificou que tem algo que possa mudar, trace um plano, organize-se. 
Por exemplo, se você não tem tempo para a sua família e gostaria de mudar isso, será que não consegue diminuir a carga de trabalho, quem sabe mudar o horário de trabalho ou fazer outras atividades e assim sentir mais prazer?
 
Aquela mãe e profissional que sofre pela ausência e tem que deixar o filho na escola logo pela manhã. Será que não consegue trazer o filho para uma escola mais próxima do seu trabalho, onde no horário do almoço consegue vê-lo e talvez uma vez na semana conseguirem almoçar juntos?
 
A pessoa que viaja todos os dias para trabalhar, será que não consegue dividir uma carona para tornar a viagem mais agradável ou quem sabe mudar de casa, para um local mais próximo, que não exija tanto tempo na estrada? 
 
Muitas vezes são pequenos ajustes que ocasionam melhorias e bem estar. 
 
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Tente buscar soluções, nunca desculpas ou culpados. Se reinvente.

 
Quando falamos em mudanças, logo pensamos em grandes mudanças e nem sempre elas são necessárias. 
Você não precisa mudar tudo (cidade, empresa, país) e sim ajustar pequenas ações à sua realidade. Isso já surtirá efeitos muitos bons e positivos no seu dia a dia. 
 
Tudo baseia-se no que você quer mudar, aquilo que está te causando mal hoje. 
 
Quando descobrimos e temos clareza do que precisamos mudar é muito difícil continuarmos iguais. Não continuamos porque não faz mais sentido isso, não cabe mais na nossa vida, na nossa realidade.
 
E se estamos aqui para vivermos plenamente, ser feliz e ter prazer, satisfação naquilo que a gente está realizando, temos que ajustar nossos caminhos quantas vezes for necessário. 
 
Nossas mudanças tem que nos levar ao sentimento de felicidade nas pequenas coisas e não somente nas grandes.
 
Pequenas ações, são pequenos milagres, que fazem a diferença.

 

O terceiro passo é começar a agradecer. 

 

É aquela questão de aceitar aquilo que não pode ser mudado.
 
Se você tem coisas que identificou que precisam de mudanças, trace um plano e coloque-o em ação. Ao contrário, se identificou questões que dependem de fatores externos o qual não está no seu controle, aceite. 
Aceite a situação com olhar de aprendizado. Agradeça apesar de não ser perfeito para sua vida, comece a tirar lições positivas, mesmo não sendo agradáveis. 
 

Tudo é aprendizado. Tudo é evolução.

 
Não é para viver sobre o efeito “Poliana” de que está tudo bem ou “de que está ruim, mas está bom”. Não! É absorver as experiências com aprendizado e olhar como oportunidades lá na frente. É sentir gratidão por aquilo que se tem hoje. Assim as coisas começam a ficar mais leves e a gente começa a entender o porquê de estar passando por algo, por determinada situação – sem conformismo, e sim, com visão de ajuste, de melhoria daqui pra frente.
 
Olhamos como lições aprendidas, que nos fortalecem para enfrentar novos obstáculos – que surgirão. Porém estaremos mais positivos e preparados.
Isso é viver positivamente.
 
Identificando o que está indo mal e mudando o que é possível, as segundas-feiras começarão a ficar mais leves e ganharão um novo significado. 
 
Ela não terá mais o peso da segunda-feira, simplesmente pelo fato que você estará amando o que faz, e assim os dias voltarão a ter prazer e alegria.
 

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