Se o João soubesse sobre planejamento de carreira…

Esta semana atendi o João, que poderia ser José, o Mário, ou qualquer outro nome que você identifique ai. João começou sua carreira nos anos 90. A vida e a situação econômica do pais não eram fáceis. João já estava casado trabalhava de dia, fazia faculdade a noite. Formação em administração. Orgulho para os seus pais de verem o primeiro e único filho com diploma universitário, orgulho dele em pegar o canudo já com o primeiro filho presente na formatura. E João seguiu a vida, trabalhando na mesma empresa.

Ganhou experiência, teve oportunidades. Trocou de empresa uma ou duas vezes, mas estabeleceu uma carreira sólida, baseada em muito trabalho e dedicação, mas sem especialização. E veio 2015. Veio a crise econômica. Veio a demissão, a procura por emprego, a busca incansável, os nãos, a formatura do filho, agora engenheiro. E os dois buscaram emprego sem encontrar, as reservas indo ralo abaixo. Veio 2016, quando conheci João. Ele não entendia o porquê das oportunidades não aparecerem. E foi quando olhei o currículo dele e perguntei se não estavam faltando cursos, especializações. Ele disse que não, que aprendeu muito na prática, sempre foi “mão na massa”. Sua última formação foi a primeira: a graduação em administração, em 1995, exatos 20 anos atrás. O último salário também tinha um 20, à esquerda dos 3 zeros.

E o mercado desaquecido não perdoa! Todas as vagas que equivalem à sua expectativa salarial e a sua experiência não condizem com a falta de um segundo idioma, a falta de uma especialização ou algumas certificações. Enquanto a carreira seguia na mesma empresa e a sua eficiência se provavam, ok. Mas na disputa acirrada de muitos profissionais por poucas vagas, somente eficiência não funciona.

E muitos profissionais estão na mesma situação do João. Se tiverem uma chance, se provarão. Mas as chances estão pedindo cada vez mais qualificação.

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E aqui quero falar com você sobre Planejamento de Carreira e a importância da educação continuada.

Muitos profissionais caíram no mesmo erro do João. Se formaram, as vezes até fizeram uma especialização, mas se limitaram a deixar seu planejamento de carreira nas mãos da empresa ou atenderam exclusivamente as demandas de um nicho de mercado.

Mas empresas demitem, funções são extintas, o cenário muda. 

E quem continua no mercado de trabalho apesar das dificuldades? Os profissionais que continuaram a se qualificar, que estiveram o tempo todo antenados com as atualizações, cursaram um 3o idioma, aproveitaram uma viagem de férias para aprimorar o 2o idioma, deram aulas, escreveram artigos, fizeram cursos novos em áreas diferentes, mantiveram um networking diversificado e ativo. Os profissionais que sabiam onde queriam chegar e ao conseguir, não pararam. Continuaram a trilha do conhecimento, trazendo mais bagagem para suas malas!

Termino desejando sorte aos Joãos. Que o mercado valorize a experiência e lhes dêem oportunidade de provar sua competência.

E a você, desejo aprendizado. Que você aprenda com o João, e não como o João. Que continue se desenvolvendo e que conte sempre com as suas escolhas e não somente com a sorte!

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