6 dicas para ser mais produtivo trabalhando em home office

trabalhar em home office

Trabalhar em home office é o sonho de muita gente.  Novas profissões, flexibilização da jornada de trabalho, busca de maior qualidade de vida – incluindo a fuga de passar horas no trânsito das grandes cidades, facilidade tecnológica, redução dos custos fixos. Não importa o motivo.

A questão é que o trabalho remoto é uma opção crescente entre profissionais e empresas.

 

Se até pouco tempo atrás o trabalho remoto era mais aplicável a profissionais autônomos ou de áreas como vendas e suporte técnico, hoje, em muitas empresas tradicionais, a possibilidade do trabalho remoto já é uma realidade em diversas áreas.

 

 

Para as empresas, economia financeira, sustentabilidade e concessão da condição como benefício aos funcionários são as principais questões avaliadas para implantação da modalidade de trabalho.  (No final do artigo eu trago informações sobre como as empresas podem se adequar a este formato)

 

O aumento de resultados acaba sendo visto como consequência.

 

Porém, para muitos profissionais trabalhar em home office acaba sendo muito mais produtivo.

 

Se esse não é o seu caso – se você ainda se sente improdutivo, tem muitas interrupções ou “se perde” nas atividades, este texto e as dicas que selecionei são para você.

Home Office na vida real

 

Eu trabalho a pouco mais de 3 anos em home office, cerca de 80% da minha semana em casa. Hoje tenho um espaço reservado para isso, mas nem sempre foi assim.

 

Quem se lembra do repórter da BBC, que estava ao vivo no ar, falando direto de seu espaço de home office e de repente as crianças entram correndo  na sala?

 

 

Isso se chama: vida real!

 

Pode conversar com quem trabalha em casa: todo mundo terá uma história tragicômica para contar (se você tiver, me conte! Editarei o artigo aos poucos, incluindo as melhores histórias!)

 

Eu já tive minhas cachorras latindo, com direito ao cachorro do meu cliente responder do outro lado da vídeo conferência.

 

 

Numa transmissão ao vivo inclusive, com cerca de 100 pessoas assistindo, uma delas resolveu “aparecer” e ficou subindo no sofá, por trás de onde eu estava sentada – e acabou saindo em todos os vídeos.

 

Também já aconteceu de acabar a luz no meio de teleconferências. E ter interrupção do sinal da internet naquele momento em que eu precisava entregar um relatório.

Em todas as situações, sempre agi com naturalidade: simplesmente expliquei a situação.  Sinceridade nestas horas funciona melhor do que cara de pânico ou fingir que nada está acontecendo.

 

Explico a situação e numa próxima analiso se tem algo a ser melhorado. Este é o processo básico para evoluirmos em qualquer quesito: não se cobrar e sim, analisar possibilidades de melhoria. Além do que, pedir desculpas não mata ninguém.

 

Outra situação comum: as pessoas ao redor acharem que você não está trabalhando. Filhos, amigos, vizinhos. Ao iniciar o trabalho em home office é comum as pessoas acharem que você está disponível para qualquer coisa.

 

Inclusive muitas vezes você mesmo esquecerá do trabalho e começará a arrumar as gavetas do guarda-roupas, mesmo tendo uma entrega urgente.

Então, se temos dificuldades, bora falar das facilidades!

 

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Dicas para ter uma melhor experiência e performance ao trabalhar em home office:

 

#1  Organize-se

 

Disciplina e foco farão toda diferença. São comportamentos que temos condição de desenvolver e aprimorar (foco para mim sempre foi desafiador!).

 

Muita gente imagina que irá trabalhar menos em home office. A grande realidade é que muitas vezes acabamos trabalhando mais! Trabalho acumulado, demandas inesperadas, infraestrutura que não funciona quando você mais precisa!

 

Saiba definir prioridades, ter clareza sobre as entregas e demandas previstas e utilize ferramentas de apoio.

 

Os apps que eu mais uso:

  • Evernote para organizar ideias, inclusive para anotar em áudio ideias para próximos textos;
  • Trello para organizar as demandas e tarefas da equipe (todos trabalham de forma remota);
  • Ferramentas do Google – Agenda e Drive são os que mais uso. Assim, integro tudo – compromissos e arquivos, e minha equipe consegue acompanhar a distância.
  • Zoom – para conversas online. Ele traz facilidades como o uso até 100 pessoas, quadro branco e gravação da reunião.

 

Todos funcionam no notebook e no celular simultaneamente, assim, de onde você estiver terá acesso. (não é propaganda, não ganhei nenhum centavo, são os que realmente uso)

 

#2  Planeje-se

 

Como citei, utilizo o Trello para gerenciamento dos projetos e tarefas. Porém estabeleci em minha rotina um hábito que me tornou extremamente produtiva e focada:

 

Planejamento Semanal e Metas diárias.

 

Como funciona na prática:

 

  • Uma vez na semana (eu faço isso no domingo) olho para meus resultados esperados e tarefas do mês.

 

  • Defino o que farei nesta semana para conseguir evoluir ao máximo: de entregas a tarefas, a prioridade é definida ali.

 

  • Elenco estas prioridades em ordem de importância para meus resultados, sempre começo executando a mais importante / prioritária.

 

  • Todos os dias pela manhã faço meu checklist do dia, avaliando o que já cumpri, o que falta fazer e novas demandas que aparecem no meio do caminho.

 

  • Não “me deixo interromper” enquanto não cumpro a meta do dia

 

Também é muito importante você planejar as demais atividades: das compras de casa à atividades e recursos que precise de terceiros, junto com as suas atividades de trabalho. É comum, principalmente no começo, subdimensionar o tempo gasto nas atividades e ser interrompido por questões não planejadas. Aos poucos você terá melhor noção e controle.

 

Neste artigo eu falo sobre prioridade e planejamento

 

#3  Cuide do seu tempo

 

Não fique acessível 24h por dia. Trabalhando remoto você pode ser acionado via whatsapp, telefone, e-mail e mais as notificações dos sistemas e aplicativos que utilizar. Acabamos perdendo muito tempo com isso. O que sugiro é que você intercale tempos de respostas /  contatos com o tempo em que foca no que precisa fazer.

 

Também é muito importante fazer pausas. É comum pessoas que trabalham remoto ficarem o dia todo em frente ao computador e não verem literalmente a cor do dia. Levante, faça pausas rápidas, espreguice. Eu costumo sair pra almoçar ou tomar um café fora, inclusive.

 

Uma técnica incrível para essa administração do tempo que eu utilizo é o POMODORO.

 

A Técnica Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo desenvolvido por Francesco Cirillo no final dos anos 1980. A técnica consiste na utilização de um cronômetro para dividir o trabalho em períodos de 25 minutos, separados por breves intervalos

 

Passo-a-passo

  • Escolher e listar as tarefas a serem executadas;
  • Ajustar o cronômetro para o tempo desejado (geralmente 25 minutos);
  • Escolher a tarefa inicial;
  • Trabalhar na tarefa escolhida até que o alarme toque. Se alguma distração importante surgir, anotá-la e voltar o foco imediatamente de volta à tarefa;
  • Quando o alarme tocar, marcar um “x” na lista de tarefas;
  • Se houver menos de 4 marcações, fazer uma pausa curta (3-5 minutos);
  • Se houver quatro pomodoros marcado, fazer uma pausa mais longa (15-30 minutos), zerando a contagem de marcações e retornando ao passo 1.

 

As etapas de planejamento, controle de tempo, gravação de registros e visualização são fundamentais para a técnica.

 

Na fase de planejamento de tarefas, são priorizados os itens que devem ser feitos no dia. Isso permite que os usuários possam estimar as tarefas que exigem maior esforço. Como cada pomodoro refere-se a um período indivisível de 25 minutos, que deve ser registrado na lista, é possível fazer uma auto-observação de como o tempo é gasto.

 

Um objetivo essencial da técnica é reduzir o tempo das interrupções, adiando outras atividades que interrompam o pomodoro.

 

(fonte sobre Pomodoro: wikipedia)

trabalhar em home office

 

#4  Delimite e organize seu espaço

Quem começa a trabalhar em casa sofre com a invasão ou perda do espaço e da agenda, principalmente quando não vive sozinho.

 

Filhos e família podem não considerar que você está em casa trabalhando, por isso, é fundamental ter o espaço de trabalho bem definido.

 

Se possível, tenha uma mesa /  cantinho para seu uso.

 

Se isto não for possível e você acabar trabalhando na mesa da sala, tenha o seu kit de trabalho, com todas as suas coisas dentro. Ao iniciar seu dia, organize seu espaço.

 

Também é importante informar as pessoas que convivem com você sobre o trabalho que você realiza e qual apoio precisa deles para tudo fluir bem. Eu fiz “acordos” em casa, como por exemplo: porta fechada significa “não interrompa”. Quando estou em vídeo conferência ou preciso ter mais foco, fecho a porta!

Livre-se ao máximo dos papéis. Quanto mais a sua vida estiver no mundo online, mais simples e leve ficará o seu dia a dia e mais fácil ficará pra você se adaptar a um novo lugar de trabalho quando necessário. Lembre-se também de ter backup de tudo!

 

#5  Você é um profissional, apenas num novo ambiente

 

Mesmo que você passe o dia todo de pijama e atenda as pessoas por chat, saiba: você precisa se lembrar que está a trabalho.

 

Preocupe-se com a imagem e credibilidade que transmite. Da qualidade da internet, das ferramentas e documentos que entrega, à sua imagem pessoal, tudo influenciará numa questão importante: seu ânimo, motivação e imagem profissional.

 

Muita gente começa a trabalhar de forma remota e se isola ou fica “desleixado”, para de se preocupar em se apresentar, em se cuidar, em se atualizar.

 

Fora cuidar de você, cuide do ambiente. Trabalhar num ambiente agradável irá afetar diretamente na sua produtividade e bem estar.

 

#6  Mantenha, cultive e crie relacionamentos

 

Cuidado para não se “apagar do mundo”, afinal já diria a famosa frase: Quem não é visto não é lembrado.

Estabelecer bons contatos, manter os relacionamentos e criar novas oportunidades de conhecer gente é fundamental.

 

Inclua em sua rotina participar de eventos presenciais, marcar compromissos com seus colegas de trabalho e frequente ambientes de trabalho colaborativos – existem muitos escritórios abertos, coworkings e cafés onde profissionais e encontram.

 

São espaços de trocas valiosas e excelente networking.

 

Depois de quase dois anos de trabalho remoto o que eu mais sentia falta era de gente de carne e osso! Ir alguns dias para um coworking foi a solução ideal, hoje isso agrega muito para meu trabalho e motivação. 

 

Para ter bons resultados e entrosamento, escolha um lugar em que haja sinergia com os profissionais que frequentam o espaço.  

 

Trabalhar remoto não necessariamente significa trabalhar apenas de casa.

trabalhar em home office

O Jornal a Folha de São Paulo publicou uma matéria em fevereiro/2018 onde fala sobre as vantagens para as empresas em utilizar a modalidade de home office e fala sobre as mudanças ocorridas na legislação trabalhista, que hoje já permite e regulamenta este tipo de trabalho, inclusive sobre as regras para custeio da infraestrutura.

Os principais pontos da relação empresa x funcionário são:

  • Deve constar no contrato quem vai arcar com os custos de infraestrutura e equipamentos necessários para a atividade, como internet e computador. Estes custos são negociáveis.
  • Não se computa e não há limite para a jornada de trabalho, o trabalho é por produtividade.
  • Os benefícios permanecem os mesmos, exceto vale transporte. O Vale refeição continua sendo devido, caso faça parte do pacote de benefícios (quem trabalha em casa também almoça, certo?).
  • Sobre acidentes, a empresa deve instruir o funcionário sobre como evitar acidentes de trabalho e fazê-lo assinar um termo de responsabilidade. Em caso de acidente, a empresa pode alegar que não tem como saber se ele trabalhava no momento. (ex: a pessoa tropeçou na cozinha de casa e se machucou. Como saber se naquele momento estava trabalhando? Impossível).

 

E aí, como é para você trabalhar em home office? Tem histórias, dicas ou dúvidas? Me escreva!

 

Se você precisa identificar e desenvolver seus comportamentos para ter melhores resultados,  um processo de coaching com acompanhamento individual irá te ajudar. Clique aqui e saiba mais.

 

 

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Deixe a louça na pia – Sobre aprender o que realmente é importante pra você

Saber o que é importante para você, deveria ser quase lógico… só que não!

Mas…

Não deu tempo!

Quantas vezes você repetiu isso na última semana, nos últimos dias?

 

Nós mulheres acumulamos papéis e responsabilidades com a mesma facilidade que a pia acumula louça pra lavar (aqui em casa a louça brota na pia!!!).

 

Eu também já falei muito essa frase, num mix de culpa e desculpa.

 

Desculpa por não ter feito o que não queria mesmo fazer e culpa por não ter conseguido dar conta de tudo que precisava.

 

Questione-se:

  • O que não queria, porque não disse não.
  • O que precisava, tinha mesmo que você fazer e naquele momento?

Analise quantas “obrigações” você tem diariamente.

 

Eu posso falar da minha vida.

Hoje, domingo, já dei uma “ajeitada” em mim, lavei roupa, fui ao supermercado, respondi e-mails de trabalho, cuidei da minha horta, fiz almoço, lavei louça, sai com as amigas pra dar uma volta, conversei com a filha, ajudei ela a arrumar as coisas pra semana e se organizar, divulguei meu evento da semana e enquanto escrevo este texto sinto um cheiro do doce de abacaxi que eu cozinho lentamente aqui perto.

 

Leia também:

 

 

E isso se repete diariamente, com algumas mudanças, dia após dia, bem provável que igual ao seu dia. Diariamente eu lavo, cozinho, me cuido, trabalho, escrevo, faço mkt, também sou o office boy e o financeiro da minha empresa.

 

Tudo cabe em 24h.

 

A grande gestão do tempo é quando começamos a fazer tudo caber neste espaço de tempo e de forma harmônica, leve.

E pra isso, não tem mágica ou sacada genial de um milhão de dólares (mas se alguém quiser pagar pela dica, ok também, posso comprar uma máquina de lavar louça).

 

Pra fazer tudo caber no seu dia, você precisa saber o que realmente quer e precisa fazer. E dizer não ao resto, sem peso e sem cobrança.

 

Somos bons em nos chicotear e cobrar perfeição – que não existe.

 

Faço questão de comprar meus legumes orgânicos e cozinhá-los, fazer almoço e janta, preparar uma alimentação balanceada pra minha família.

Mas não me cobro se tenho outras atividades e o almoço de um dia será macarrão com molho ou o marmitex meia boca da esquina.

Não será por uma ou duas refeições que todos terão anemia ou queda na imunidade, tenho fé.

 

 

Não faço mais unha sempre e não me cobro por isso, não tenho vergonha de mostrar minhas mãos de quem lava louça por aí.

 

Também não sinto a mínima vergonha em estar cansada e deitar depois do almoço pra um cochilo, quando consigo.

 

Assim como não me culpo por estar trabalhando até tarde e não conseguir dar boa noite pra minha filha em vários momentos.

 

Mas quando olho pras pessoas, quando me comparo, surge uma dúvida: será que estou agindo certo? Fulana é ótima em tal coisa. Saiba, ela provavelmente tem os mesmo problemas que você, apenas não fala sobre eles.

 

Nos comparamos com a visão idealizada dos outros e com os mil conselhos de revistas e especialistas.

Mas quem entende de você é você.

 

Eu sou mega especialista em Lilian. Sei o que me serve, o que gosto, o que preciso.

 

Você sabe sobre você? Sabe sobre o que realmente te faz bem e feliz ou está agindo para agradar aos outros e para se enquadrar nas páginas de revistas sobre Filhos, Casa, Corpo e Carreira? (que mudam suas pautas mensalmente: o ovo que faz bem hoje poderá ser o vilão da próxima edição) .

 

Acredite: seus filhos não morrem se jantarem besteira uma noite ou se forem dormir sem tomar banho, com os pés pretos de terem andado descalço pela casa, suja. E a louça também não muda sua estrutura após passar a noite toda suja na pia. Ela continua louça, e suja, esperando você. Você quem se cobra. O mundo continua mundo, ele gira com ou sem você.

 

Assim como as pessoas, em geral, só irão te ajudar quando você pedir.

 

Pra ter ajuda precisamos descer do salto de superioridade de mulher-maravilha que dá conta de tudo e dizer que não damos conta.

 

 

E deixar o outro fazer, de verdade, sem supervisionar a cada 3 segundos ou querer impor a técnica perfeita. Peça ajuda, delegue, e deixa os outros serem eles, agirem do jeito deles.

 

Não temos que fazer nada. Fazemos porque, por algum motivo, assumimos vários trabalhos e atividades e nos recusamos a olhar pra gente mesmo e ver o que faz sentido, o que queremos de verdade fazer.

 

Para nós.

 

Porque para mim é importante e não pelo que os outros vão achar ou em qual manual da pessoa perfeita está escrito.

 

Tenho que estar linda, ser culta, cuidar da casa e dos filhos, ter uma carreira excelente, etc. etc. etc. …

Na verdade, não temos nada disso.

Fazemos em geral porque queremos, escolhemos, optamos.

 

O que temos é que ser quem a gente é, de verdade.

 

Saber que se algo não faz sentido é só deixar de faze-lo ou dar um jeito pra que ele aconteça com menos esforço, menos cobrança.

 

Pergunte para o seu marido ou filhos, se eles preferem o jantar balanceado ou você sentada ao lado deles, sorrindo e feliz. Já sabemos a resposta, mas servimos primeiro o jantar.

 

Eu reconheço que sou imperfeita, erro bastante, muitas vezes estou cansada ou somente com vontade de não fazer nada e ficar jogada no sofá. E está tudo bem.

 

Vivo bem e no meu tempo.

Sem culpas, sem desculpas.

 

Decido este texto em especial a duas queridas amigas e tantas conversas e reflexões, Raquel e Fabiane

 

Ps. Escrevi este texto com uma visão bem feminina, bem “minha” sobre o tema (mãe, mulher, profissional), mas tem várias reflexões para os homens, para suas vidas e para ajudarem as mulheres com as quais convivem – mães, esposas, filhas…

 

 

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Você consegue ser autêntico em seu trabalho?

Antes de começar a dar minha visão sobre o tema, quero que você me responda:

–  Você é autêntico? De verdade?

Sim, simples assim: você é você mesmo, sem máscaras, sem medos, sem copiar ninguém?

 

Que pergunta difícil!

Sempre a faço nos treinamentos, alguns mais corajosos começam a dizer que sim, que fazem o que querem, que agem do jeito que preferem…e tudo bem. Outros já começam a se questionar nesta pergunta e também, tudo bem.

 

É complexo mesmo. Filosófico até. De Shakespeare que indagou: “Ser ou não ser? Eis a questão.”, passando pelo oráculo de Delfos na Grécia, que cita: “Conhece-te a ti mesmo” e chegando aos tempos de Raul Seixas com sua Metamorfose Ambulante, onde ele “não quer mais ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, o autoconhecimento é um dos enigmas e desafios da humanidade.

 

Começa na anatomia. Os olhos veem melhor o que está fora. Enxergamos as falhas e virtudes alheias de forma muito mais clara e objetiva do que olhamos a nós mesmos.

 

E os pensamentos e memórias? Nestes podemos confiar? Olhar pra eles e nos lembrarmos de quem somos? Ah, mas estes vem com uma dose extra de percepções, que sobrepõem os fatos.

 

Nossa história não é lembrada por nós exatamente como os fatos aconteceram, mas sim como nós os percebemos.

 

Enfim, é muito difícil saber de fato quem somos de verdade, lá no fundo.

 

Nossa versão original seria aquela da nossa essência. O nosso bebê que ainda não passou por nenhum condicionamento ou aprendizado.

 

A nossa essência é como se fosse uma pérola, preciosa. Conforme os anos passam, nos ensinam o que é certo, o que é errado. Nos condicionamos aos moldes e modelos da sociedade, dos pais, dos amigos, da religião escolhida e a soma disso tudo vai ofuscando, cada vez mais, a nossa pérola. Criando camadas.

 

Por isso é difícil falar: qual parte sua é realmente autêntica?

Quem é você na essência?

E quais partes dos outros você veio somando e assumindo como partes de você?

 

Autoconhecimento é um caminho sem fim, entretanto existem meios para começarmos esta busca.

 

Olhe pra você lá na sua infância.

Tente se lembrar do que você gostava quando era criança e porque você fazia o que fosse: brincadeiras, estudar, comer, se relacionar. Como a sua criança lidava com o mundo e quais emoções isso lhe traz?

 

Olhe pra você agora e diga: O que você realmente gosta?

Você, mais ninguém! O que você passaria uma tarde toda fazendo, sozinho, sem que ninguém olhasse ou se importasse? O que você estaria comendo, lendo, fazendo? O que você faz para você mesmo e que ama? Independentemente dessa atividade poder gerar o resultado financeiro que você considera o ideal para você.

 

Como você interage com o mundo exterior.

Lembre-se novamente de ser natural, sem cobranças. Se dependesse somente de você, como seria a sua interação com o mundo externo? Como você conversaria? Com quais pessoas se relacionaria? Por quais canais se comunicaria? Qual tipo de linguagem você usaria? Ou você viveria mais recluso em seu mundo interior?

 

Olhe suas preferências.

Em tudo, temos preferências, mas nem sempre as colocamos como prioridade na hora das escolhas. Olhe para tudo: seu trabalho, alimentação, atividades, comportamentos. Comece a listar sua preferências. O que realmente você mais gosta? O que você realmente prefere em cada situação?

 

Observe o que te incomoda no outro.

Quando olhamos para outras pessoas temos mais facilidade de encontrar os defeitos. O que te incomoda nas pessoas que você convive? Tente enxergar o motivo pelo qual algo te traz esta sensação. Temos uma tendência de refletir os erros, logo, se rejeitamos algo é porque aquilo nos sensibilizou de alguma forma.

 

 

Nós também mudamos conforme as fases da nossa vida, o que vai dificultando ainda mais a enxergar esse nosso lado real. O que sou eu de verdade e o que é a minha fase atual, influenciado pelo momento que estou passando, é uma pergunta que muitos se fazem.

 

Ao passar por uma situação de separação num relacionamento, por exemplo, algumas pessoas acabam ficando mais distantes, mais frias. E se questionam: Eu sou assim ou me tornei assim por conta das situações que enfrentei na vida?

 

As duas opções podem ocorrer.

 

Por isso é importante olhar pra trás, analisar as emoções, se perceber e mais do que tudo: não se cobrar tanto.

 

Tudo bem não ter clareza sobre quem você é de verdade. Talvez a gente nunca tenha mesmo. O que vale, conforme disse Raul, é não ter a mesma velha opinião formada sobre tudo. É se abrir para se conhecer, se redescobrir.

 

Ser autêntico é olhar para dentro, fazer uma jornada em busca do seu verdadeiro eu, sem máscaras, sem sombras, sem personagens.

Apenas sendo você.

 

Para finalizar e refletir, trago o Paradoxo do Mito de Teseu, você conhece?

 

Teseu foi um herói grego, conhecido por ter se oferecido para enfrentar o Minotauro em seu Labirinto e ter conseguido voltar para a cidade de Atenas com os outros 13 jovens enviados para o sacrifício, no mesmo barco de madeira.

O barco foi deixado em exibição, mantido como relíquia. De pouco em pouco, suas partes originais eram substituídas por novas, a medida que as antigas apodreciam. No final de longos anos, o barco que estava em exposição já não tinha mais nenhuma peça do barco original, todas tinham sido trocadas.

Os filósofos se perguntavam: se todas as peças foram trocadas, ou a maior parte do original, o barco ainda era o mesmo? Era autêntico?

Portanto, quando se fala sobre o Paradoxo do Barco de Teseu, a referência que trazemos é sobre a essência, a autenticidade.

 

O mesmo paradoxo podemos trazer para nossa vida:

Qual a sua essência? O que ainda tem de original e autêntico aí, na sua versão atual?

 

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4 Dicas Incríveis Sobre Como Equilibrar Vida e Trabalho

O mundo profissional está cada vez mais competitivo, levando as pessoas a terem dificuldade em equilibrar a vida e a carreira.

 

Temos a tendência em dedicar muito mais tempo e esforço à carreira e abdicar das questões pessoais.

 

Em primeiro lugar é necessário entender se isso é algo pontual, ou se é algo que está durando muito tempo. Se é pontual um período de maior esforço e por um objetivo, sem problemas.

 

A questão é quando trabalhar demais vira regra.

 

Separei 4 dicas para equilibrar vida e trabalho que irão ajuda-lo a enxergar de forma mais clara esta situação.

 

Como equilibrar vida e trabalho

 

Primeiro ponto: Cada coisa em seu tempo.

Hora de trabalhar, trabalhar. Vida pessoal, no tempo de vida pessoal. Juntamos tudo e bagunçamos a vida.

Estamos no trabalho pensando e resolvendo coisas de casa, e em casa pensando e resolvendo coisas do trabalho.

É como se nunca acabassem as atividades, e nossa mente e corpo sentem isso.

Desligue a mente e separe os momentos.

 

Segundo ponto: ser mais produtivo de fato no trabalho.

Buscar a realização as tarefas com mais foco, com menos interrupções.

Evitar cair na cilada da hora extra pela hora extra, pelo hábito de ficar mais tempo na empresa.

Separando as atividades você já começa a ser mais produtivo. E no começo, é se programar para realmente ir embora e viver a vida fora dos portões da empresa.

 

Estabeleça limites de horário. Para quem trabalha em casa, ter uma lista de tarefas a realizar por dia e horários definidos para o trabalho ajudam bastante.

 

 

Terceiro ponto: o que é importante pra você?

Perdemos muito tempo fazendo atividades que não precisaríamos fazer ou que poderíamos delegar.

E deixamos de fazer neste tempo o que nos dá prazer.

A casa precisa estar em ordem, a comida precisa ser feita, você quer assistir TV.

 

Mas o que de fato é importante pra você? Muitas vezes utilizamos nosso tempo fazendo coisas que não agregam em nada, somente porque cultivamos o hábito de realizar, não nos questionamos.

Se pra você não faz sentido arrumar a cama de manhã ou enxugar a louça, saiba: a vida continua com estas pequenas desordens.

 

Utilize este tempo para ler, fazer uma atividade física, estar presente na vida de alguém que você ama. Substitua o ter o tempo ocupado por ter o tempo bem utilizado, fazendo coisas que te dêem prazer.

 

Quarto ponto: não se esqueça de viver

Viver é o que fazemos quando não estamos preocupados demais em pagar contas, arrumar a casa, ser promovido, agradar aos outros.

 

Viver está ligado ao quanto você sente prazer na vida que tem, no que faz e o quanto contribui com as pessoas que ama.

Busque novas atividades, novas amizades, novos interesses. A vida ganha novas cores quando amamos o que fazemos.

 

 

“Se preocupe em viver, ao invés de apenas sobreviver.”

 

Que uma ajuda? Dê uma olhada em nossos cursos presenciais: Veja aqui os cursos abertos. 

 

E se você precisa encarar a vida com mais leveza, indico a leitura deste artigo

 

Deixe a louça na pia – Sobre aprender o que realmente é importante pra você  

 

Trabalho e vida pessoal o equilíbrio necessário

 

Sim, é preciso ter um equilíbrio para que você tenha vida saudável no dia a dia. E vida saudável representa felicidade junto com a família e amigos e melhor, e muito melhor rendimento no trabalho. E para ter tal equilíbrio é importante estabelecer prioridades.

 

No trabalho, seja no dia, semana ou mês, sempre há prioridades na rotina. O mesmo podemos dizer na vida pessoal. Defina prioridades para as coisas que mais te faz feliz.

 

Em vários setores econômicos é comum as folgas serem nos finais de semana. Uma das prioridades é reservar 100% do tempo livre para as coisas pessoais, nada de trabalho nos finais de semana.

 

Aprenda a dizer não para si mesmo

Isso mesmo. Por exemplo, você estar no sofá da sua casa e chega uma mensagem de trabalho no celular, por mais importante que seja não caia na tentação de executar qualquer atividade do trabalho na sua casa.

 

Se pretende mesmo saber como equilibrar vida e trabalho, uma das primeiras medidas é saber a dizer não para você mesmo e não misturar a vida pessoal com a profissional.

 

Cuidado com o perfeccionismo extremo na vida pessoal

 

Há pessoas que estabelecem metas até nos finais de semana e quando elas não são cumpridas surge uma frustração profunda e a sensação que não consegue gerenciar o tempo ou a própria vida. Já falamos sobre como o perfeccionismo pode ser um vilão no trabalho e até nas rotinas da nossa vida.

 

Investir no trabalho significa se profissionalizar, e investir na vida pessoal significa fazer o que satisfaz e para isso não precisa de metas.

 

Não seja tão perfeccionista para ter o equilíbrio saudável.

 

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Como podemos melhorar os relacionamentos no trabalho?

O ser humano é um ser dependente por natureza.

Buscamos e nos fortalecemos quando vivemos em sociedade, em grupos.

Não apenas coabitamos os mesmos espaços, precisamos nos relacionar de fato.

Precisamos de relacionamentos significativos e buscamos associação, pertencimento.

   “O homem é um animal social” – Aristóteles

Para ter real pertencimento, seja em qual grupo for – família, amigos, profissional, comunidade – é necessário se relacionar bem com as demais pessoas. O saber se relacionar não é inerente à condição humana – não nascemos sabendo – aprendemos e desenvolvemos no decorrer da vida.

E como podemos melhorar os nossos relacionamentos?

Consciência e reflexão

Reflita sobre o porquê você quer se relacionar com alguém, qual a importância dele ou do papel dele na sua vida. Se esta relação é importante, você está realmente se dedicando a cultivá-la? E o oposto também é válido: se a relação não é boa, não é importante – porque você está perdendo tempo investindo na pessoa ou grupo errado?

Entender que as pessoas são diferentes

Por mais que busquemos pessoas por afinidades, as motivações, necessidades, comportamentos e visão sobre o mundo são muito individuais. Você não consegue se relacionar de forma harmônica sem ser empático. Para mim, a empatia é a mais difícil das habilidades, porque somente quem viveu e sentiu uma experiência sabe de fato o peso que ela teve. É a difícil habilidade de não julgar o outro pelas nossas percepções e pensamentos sobre o que é certo ou errado.

Cuidado com a comunicação

Muitas vezes pensamos e queremos o melhor, mas na hora de expressar somos mal entendidos. Os ruídos e falhas em comunicação são motivos constantes de desagastes em relacionamentos. Busque ser assertivo, tranquilo e reflita antes de falar ou de escrever. Na dúvida sobre o impacto do que a sua fala ou escrita causará no outro, não faça.

Pratique

Se relacionar bem requer muita prática. Pense nos bebês que iniciam na escolinha. Ao desejarem algo eles gritam, mordem os amiguinhos. Além de ainda não terem treinado a comunicação, eles não pensam no impacto de suas ações nos outros, sua visão de mundo é limitada às suas necessidades básicas. Mas você já sabe que precisa dos outros, precisa fazer amigos, precisa se relacionar bem no trabalho… E quanto mais praticar, mais sucesso e habilidade você terá em fazer e manter seus relacionamentos.

Se não nascemos – e não queremos – viver sozinhos, precisamos praticar e melhorar nossos relacionamentos diariamente. Quer mais um motivo? Bons relacionamentos tornam as pessoas mais felizes e equilibradas emocionalmente.

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