Valores pessoais: respeitá-los é fundamental para a sua felicidade

Ilustração sobre valores profissionais e pessoais

Você sabe quais são os seus valores pessoais mais marcantes?

Uma forma de ter clareza sobre seus valores é através do autoconhecimento: identificar tudo o que é imprescindível para você, aquilo que é fundamental e que possui alto significado em suas ações, na sua vida.

 

Os valores também tem impacto na sua motivação – é sobre porquê você age. Tem total ligação com a sua interpretação de certo e errado, por isso também é muito pessoal.

 

Também podem ser herdados da sua família ou adquiridos socialmente, através de regras impostas ou exemplos vividos ou narrados.

 

 

Em resumo, nós somos uma junção de tudo aquilo que vivenciamos e acreditamos.

 

Um exemplo fictício: Joana é uma profissional com grande desejo de crescimento profissional (o porquê), e por isso, ela se dedica muito à carreira e estudos. Porém, ela é muito amiga do seu superior, que a contratou, e que frequentemente sai mais cedo e deixa para ela tarefas que não seriam de sua alçada. Por Joana ter como valores a lealdade e a gratidão (o como age) ela não reclama para ninguém da situação, continua fazendo o seu trabalho e o do chefe.

 

Quando olhamos para os valores fica claro perceber porque pessoas com os mesmo objetivos pegam caminhos diferentes na hora da execução.

Quando nossos valores pessoais e profissionais não são respeitados, surgem as situações onde não nos sentimos pertencendo à situação ou lugar.

 

Sem o sentimento de pertencimento, não existe o engajamento e a motivação.

Por isso vemos excelentes profissionais desmotivados nas empresas, pessoas que não acreditam no discurso de missão, visão e valores que estampa os quadros de aviso ou os sites das corporações, mas que, na prática, não acontecem exatamente como na teoria.

 

Um exemplo: se você tem como valor a liberdade, veja como isso acontece na suas relações pessoais e profissionais. Estar em uma empresa que não te permite flexibilidade – de agir, pensar, etc. – ou em relações onde você se sinta sufocado causarão frustrações, desânimo, apatia.

 

Quando esta incompatibilidade de valores ocorre pode ser hora de mudar.

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Na vida pessoal, são nossos valores que também irão guiar nossos relacionamentos e ações. Os valores servem de base para nossas escolhas diárias.

 

Quando priorizamos o trabalho, quando sofremos por algo que está acontecendo em nossa família – e que não temos ação – ou quando paramos nossa rotina para aprender algo novo ou ajudar alguém, também são nossos valores os responsáveis pelas ações.

 

Nestas situações, pessoais ou profissionais, o uso dos nossos valores – ou a falta deles, nos conduzirá para a vida desejada ou para a plena frustração.

 

Quando não temos clareza sobre nossos valores e nem a percepção da importância deles em nossas escolhas e decisões, podemos agir sem muita consciência de como esta ação trará impactos futuros como conflitos internos, inabilidade social, desgaste emocional, etc.

Já quando temos clareza sobre nossos valores e conseguimos ajustar nossas decisões, relacionamentos e o ambiente externo à eles, nos aproximamos da vida que desejamos.

 

E quando precisamos abrir mão de nossos valores por algo maior?

 

Nestes casos, precisamos ter consciência do porquê , por qual motivo estamos abrindo mão de algo que é importante para nós.

 

Por exemplo: se você tem como valor o aprendizado, ficar muito tempo numa profissão ou cargo em que não esteja crescendo, se desenvolvendo, pode ser frustrante. Porém, se o motivo que te mantém neste emprego é o sustento da família (que é outro valor seu), irá enfrentar essa falta de um valor de forma mais tranquila. Analise o porquê de você estar nessa situação, qual o motivo e o que pode fazer para mudar isso, mesmo que aos poucos.

Em qualquer processo de mudança ou aceitação deve haver a análise consciente, ou seja, saber do que está abrindo mão e em troca do que. Analise também o impacto futuro da sua ação: como você irá conviver com essa situação em longo prazo e se você se sente confortável em falar com as pessoas quanto à ela. Qualquer resposta negativa indica que você precisa mudar algo.

 

E aí, você tem clareza sobre quais são os seus valores fundamentais?

Ao ter clareza sobre seus valores, sobre o que é fundamental pra você, reflita:

 

  • Tenho vivido de acordo e em respeito aos meus valores?
  • Minha escolhas de vida e carreira correspondem a estes valores?
  • Se não, o que posso fazer para mudar?

 

Seja feliz, ilustração sobre os significado de valores pessoais na nossa vida profissional

 

 Valores pessoais – significado

Primeiramente entenda que os valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que determinam a forma como a pessoa ou organização se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio onde interage.

 

No comportamento humano os valores morais afetam a conduta das pessoas e constituem um conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

 

Cada pessoa tem um pensamento sobre os valores mais importantes na vida. Há quem determina com mais precioso a família, outros o trabalho, a carreira, a profissão.

 

Saiba que as suas condutas no trabalho são intimamente influenciadas pelos seus valores pessoais e profissionais que se moldam de acordo com vários conceitos que construiu ao longa da sua vida.

 

O que é o valor de uma pessoa?

 

Dentre bilhões de seres humanos não há uma só pessoa que seja absolutamente igualzinha a outra. Sempre haverá alguma opinião ou valor diferente. O que pode haver são as afinidades e assim fazer parte de grupos sociais que se identifica, mas ainda assim dentro destes grupos cada membro é diferente no que pensa sobre qualquer temática ou decisão.

 

O verdadeiro tesouro para sua vida é você mesmo, porém, infelizmente há muitas pessoas que dão importância sobre o que pensam sobre você e por isso se limitam a acreditar em crenças, posições sociais, e ideias de terceiros com receio sobre o que os outros pensam sobre você.

 

Com isso, deixamos para trás projetos, sonhos, ideais que realmente nos motivam e nos fazem crescer.

 

Se você está insatisfeito com sua carreira faça aqui o teste online para entender o que está acontecendo.

 

No final deste artigo apresento 6 virtudes e valores importantes para a sua vida.

 

A Psicologia Positiva e o estudo das forças e virtudes

A psicologia positiva, da qual sou especialista e entusiasta – foi desenvolvida no final do século XX e apresenta um novo olhar sobre a psique e sobre o ser humano. Ao invés de focar a atenção nos problemas, dificuldades e sintomas, ela procura estudar, pesquisar e motivar as virtudes, as forças do caráter, os talentos e as habilidades – ou seja, olhar para o positivo e potencializar a vida de pessoas mentalmente sãs.

 

Martin Seligman, o “pai da Psicologia Positiva” e ex-Presidente da American Psychological Association, e o Dr. Christofer Peterson, levaram três anos pesquisando a potencialidade humana. Eles se empenharam em elucidar e catalogar as forças psicológicas humanas, nosso  “pontos fortes”.

 

O resultado deste estudo foi apresentado no livro Character Strengths and Virtues: A Handbook and Classification.

 

A pesquisa foi realizada em inúmeras culturas ao redor do mundo e os pesquisadores concluíram que as forças e virtudes do caráter são mais universais do que eles esperavam e resultado foi uma lista com 24 forças pessoais.

 

Qual a diferença entre forças e virtudes?

Segundo Seligman, “Virtudes são as características centrais valorizadas pelos filósofos e pensadores religiosos: sabedoria, coragem, humanidade, justiça, temperança e transcendência” (…) e Forças do caráter são os ingredientes psicológicos – processos ou mecanismos – que definem as virtudes. (…) Por exemplo, a virtude da sabedoria pode ser atingida através de forças tais como criatividade, curiosidade, amor pela aprendizagem, ser mente aberta, e o que nós chamamos perspectiva – ter uma visão ampla sobre a vida”.

 

Como identificar uma força ou qualidade pessoal?

 

Ao utilizar sua habilidade ou força pessoal, você sentirá uma ou mais das alternativas abaixo:

  • Senso de autenticidade (isto é meu!).
  • Sentimento de excitação, satisfação ou prazer ao realizar algo ou usar sua habilidade.
  • Grande facilidade de aprendizado e eficiência no uso da habilidade.
  • Sentimento de que nasceu com essa habilidade e que não consegue agir sem usá-la.
  • Após a execução de algo, sente-se energizado ao invés de cansado.

 

Aqui estão descritas as 24 forças de caráter agrupadas nas 6 virtudes ou valores pessoais

 

(LOGO ABAIXO EU TRAGO O LINK PARA VOCÊ FAZER O TESTE GRATUITO)

 

Virtude: SABEDORIA

CRIATIVIDADE – pensar de forma inovadora e produtiva para conceituar e agir;

CURIOSIDADE – ter interesse nas experiências, explorar, descobrir;

MENTE ABERTA – ter a mente aberta, pensar tendo em perspectiva todos os pontos de vista possíveis;

AMOR À APRENDIZAGEM – gostar de aprender novas habilidades e conhecimentos, em atividades formais ou informais;

PERSPECTIVA – conseguir olhar o mundo do seu próprio ponto de vista e a partir de outros pontos de vista;

 

Virtude: CORAGEM

BRAVURA – não temer desafios, ameaças, dificuldades ou dor, agir pelas convicções ainda que sejam impopulares;

PERSEVERANÇA – terminar o que começou; persistir durante a ação;

INTEGRIDADE – se apresentar de um forma genuína, autêntica, ter responsabilidade pelos próprios sentimentos e ações;

VITALIDADE – agir na vida com energia, excitação, se sentir vivo e ativo;

 

Virtude: HUMANIDADE

AMOR – valorizar relacionamentos próximos com as outras pessoas;

BONDADE – fazer favores e boas ações para os outros, sem esperar nada em troca;

INTELIGÊNCIA SOCIAL – estar consciente dos motivos e sentimentos das outras pessoas e de si mesmo;

 

Virtude: JUSTIÇA

CIDADANIA – trabalhar bem e agir bem como membro de um grupo, de uma equipe, ser leal a um grupo social;

LEALDADE – tratar as pessoas de acordo com as noções de justiça, lealdade, não deixando que opiniões pessoais e subjetivas possam intervir no julgamento sobre os outros;

LIDERANÇA – encorajar os membros de um grupo na busca de um objetivo comum;

 

Virtude – TEMPERANÇA

PERDÃO – perdoar o erro alheio, dar uma segunda chance;

MODÉSTIA – não se considerar mais especial ou importante que os outros;

PRUDÊNCIA – ser cuidadoso sobre as próprias escolhas, ou seja, não fazer coisas que depois serão motivo de arrependimento ou culpa;

AUTO-CONTROLE – conseguir controlar o que se sente, pensa ou faz;

 

Virtude – TRANSCENDÊNCIA

APRECIAÇÃO DA BELEZA – ter a capacidade de apreciar, de valorizar, de buscar a beleza e a excelência em diversas áreas da vida;

GRATIDÃO – ser grato pelas colaborações de outras pessoas;

ESPERANÇA – esperar o melhor para o futuro;

HUMOR – ter apreço pelo riso e pela alegria, fazer os outros sorrirem;

ESPIRITUALIDADE – ter crenças coerente a respeito de propósitos superiores, buscar o sentido da vida e o sentido do universo.

 

O que as forças e virtudes tem de similaridade com nossos valores? Tudo!

Como visto acima, as forças e virtudes muitas vezes são valores, além de serem ações fundamentais em nossa vida. O estudo sobre forças e virtudes diz que todos nós temos as 24 forças acima, em menor ou maior uso, porém o estudo também fala sobre as forças que definem a nossa “assinatura pessoal”, ou seja, aquelas das quais não abrimos mão e que usamos habitualmente.

 

As nossas forças principais são as 5 primeiras do teste disponibilizado gratuitamente no site oficial:

https://www.viacharacter.org/survey/account/register .

 

Faça seu teste, descubra suas 5 principais forças e veja se você realmente tem usado as suas principais forças e virtudes em tudo o que faz.

 

São perguntas e analises simples, porém profundas, que nos guiam em busca do autoconhecimento e da vida e carreira realmente autêntica, leve e realizada que tanto buscamos.

Saiba o que é fundamental em sua vida, use suas potencialidades e mantenha-se afastado de tudo o que não valioso pra você.

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E se você quiser saber mais sobre autoconhecimento, baixe gratuitamente:

Viagem Em Busca De Quem Eu Sou! Um roteiro de reflexões e atividades de autoconhecimento para viver a sua vida e carreira autênticas. (clique aqui para baixar)

 

 

Se você quiser ler mais sobre Psicologia Positiva, te indico os livros abaixo:

Felicidade Autêntica e Florescer, de Marting Seligman

Veja aqui a resenha que eu fiz dos dois livros

Intentus - Indicacao de livros - Felicidade Autentica Intentus - Indicacao de livros - Florescer

 

 

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Está mesmo tudo bem com você?

Tudo bem com você?

Quantas vezes, ao encontrar um conhecido que te fez essa simples pergunta  – Tudo bem? você não respondeu sem pensar: Tudo bem!, mesmo quando não estava bem?

O socialmente aceito, o piloto automático,  o convencional, o medo de expor nossas fraquezas e angústias nos faz dar respostas prontas: nem pensamos em como realmente estamos passando, no que estamos de fato sentindo.

Passamos para a próxima pauta da conversa.

E mais. Muitas vezes perguntamos aos outros se está tudo bem, simples e puramente por obrigação.

E se a pessoa disser pra você que não está bem e começar a falar sobre as angústias que vem passando, a ansiedade quanto ao futuro, o medo de algo não dar certo. Você vai querer mesmo ouvir?

Não aprendemos a falar sobre sentimentos, emoções.
Expor o que estamos realmente sentido é visto como fraqueza.

Também não aprendemos a ouvir as pessoas, de verdade.
Ouvir sem julgar, sem querer dar solução, sem comparar.
Ouvir com compaixão, respeitando a dor alheia.

Nossa prioridade é seguir modelos, padrões, sermos aceitos – e perfeitos.
Do lado de fora. Se não somos, ao menos tentamos aparentar, fingimos.

Mas em algum momento desmoronamos.

E então, vem as aulas e regras sobre equilíbrio emocional.
Controle-se, seja resiliente, aguente a pressão. Sendo que deveríamos ensinar: tudo bem chorar, tudo bem desabafar, coloque pra fora, externalize o que está sentindo, esta é a melhor forma de reequilibrar.
Porque não sabemos o que fazer com as emoções, então, quando fazemos algo, vem sem controle, desequilibrado emocionalmente – os famosos altos e baixos.

Não vamos conseguir equilíbrio emocional suportando algo que nos sufoca por muito tempo. 

Quando o leite ferve, em um segundo ele se esparrama por tudo, faz um desastre no fogão.
E sempre acontece no segundo em que nos viramos para pegar algo. Mas ele não ferveu de um segundo pro outro, foi um processo. O leite foi esquentando, esquentando…até que ferveu.

Assim somos nós. Aguentamos, aguentamos…até que transbordamos de forma errada, sem saber como lidar com o que estamos sentindo.

Muitos dos problemas nas relações pessoais ou profissionais, vem de não sabermos lidar com estas emoções e sentimentos, nossos e dos outros.
Muitas vezes somos PHDs em dar soluções mágicas e poderosas em conversas com amigos, mas não fazemos ideia de como realmente aplicar aquilo no nosso dia a dia.

Um bom ponto de partida para olhar para estes sentimentos é olhar pra você mesmo, no espelho, e se perguntar:
  Tudo bem com você?
Seja sincero, e esteja aberto e preparado para se ver profundamente.

 

Sobre o canibalismo moderno e a nossa competição desenfreada

Somos canibais modernos. Nascemos e crescemos para o sucesso, e muitas vezes, em nossa competição desenfreada, acabamos “engolindo” quem ousa atravessar o nosso caminho.

Competir. Vencer. Ganhar.

Nos acostumamos tanto com estes verbos que, naturalmente, começamos a colocá-los à frente de outros verbos, como ajudar, apoiar, entender, compreender.

 

Tudo começa cedo. Infelizmente cada vez mais cedo.

Crianças de 3, 4 anos bilíngues, com agenda lotada. É comum ouvirmos: “Meu filho tem que ser o melhor.” Me questiono: No que? E pra que?

Ah, já sei, pra vida! A vida é dura, é preciso estar preparado, ser o melhor, ter diferenciais. Foi isso que nos disseram, nos ensinaram, desde sempre.

E então chegamos nos 7, 8 anos. Tirar 10 na prova, ser o melhor da classe, ganhar a competição de matemática, a olimpíada escolar de ciências. Para dali a 2 ou 3 anos já estar se preparando para a faculdade.

Faculdade! O ápice da competição juvenil começa na entrada: 100 vagas para 1000 candidatos. Para ter sucesso é preciso estudar na universidade X, ter o diploma Y e trabalhar em empresas Z. E entrar na empresa Z não é pra qualquer um, será uma nova competição, um novo “vestibular”, afinal são poucas  as “boas” vagas.

 

Competimos o tempo todo.

Quem andou ou falou a primeira palavra mais cedo.

Quem entrou primeiro na escola, ou aprendeu a ler, ou tirou sua primeira nota 10.

Quem beijou primeiro, arrumou a primeira namorada, arrumou o primeiro emprego, teve a primeira promoção.

No trânsito caótico, a competição de quem acelera e chega primeiro. Competimos pela vaga no estacionamento, pela mesa na praça de alimentação do shopping. Competimos pelas melhores promoções nas lojas, competimos para sermos e parecermos melhores do que os outros, sempre.

Parece que a vida é isso: uma eterna competição para sabermos quem vai se dar bem primeiro, quem vai ganhar o que – ou pior: de quem!

 

E precisamos mesmo disso tudo? Sucesso é isso? E o caminho da competição é o único a ser seguido?

Todo este texto, estas dúvidas que espero ter colocado em sua cabeça, servem apenas para uma coisa: refletirmos sobre o quanto fomos criados para competir – e o quanto repetimos e incentivamos este modelo à cada nova geração.

 

Vencer não está errado, está certíssimo.

O que para mim está errado é o modelo onde, para ganhar, eu preciso derrotar ou passar por cima de alguém. Preciso eliminar alguém. Repito: precisamos mesmo?

 

Preciso ser melhor sim. Melhor do que eu mesmo, e não melhor do que o outro. A competição é interna.

Está lá, em algum lugar da Bíblia: “Amai-vos uns aos outros.” E até onde eu sei, ainda não saiu a versão revisada, escrita: exceto em casos de vestibular, busca de emprego ou promoção. Amai-vos sempre. A cada dia. Independente da situação financeira, da cor da pele, da posição que a pessoa ocupa, da vantagem que ela possa te oferecer.

 

E aqui entram dois termos que também tenho questionado muito: Vantagem e Oportunidade.

Se algo foi vantajoso, é necessário refletir: e para alguém, isso foi uma perda? Se a vantagem significa, mesmo que implicitamente, que alguém foi prejudicado, simplesmente não foi vantagem.

E o mesmo serve para oportunidade, principalmente no mundo dos negócios e parcerias. Se algo é uma oportunidade para mim, significa que estou levando vantagem sobre outro? Se sim, analise. Parceria e oportunidade real, é benéfico para todos que participam.

Quando apenas um lado se beneficia isso não é oportunidade, é ganho unilateral. Alguém saiu perdendo para você sair ganhando.

 

Toda essa nossa ânsia por competir e ganhar tem nos tornado adultos infelizes e ansiosos. Não vamos ganhar sempre. Na vida real, diferente do que acontece nos jogos de tabuleiro ou eletrônicos, não dá pra guardar na caixa ou reiniciar quando a situação está ficando nebulosa. É preciso insistir, muitas vezes quebrar a cara, para então crescer, evoluir e ter sucesso.

Se nós estamos cada vez mais ansiosos e frustrados, o que dizer dos jovens? Estamos criando jovens despreparados para as derrotas e quedas, tão comuns na vida real. O mercado de trabalho está lotado de mini gênios phd’s que dão chilique quando contrariados ou quando algo dá errado.

 

 

Entupimos a agenda das crianças com obrigações e atividades, buscando as preparar para a vida adulta bem-sucedida, e quando esta fase chega, eles já aprenderam a lição: não aprenderam a relaxar, a descontrair, brincar e aproveitar o ócio. Estão estressados, sufocados, sendo cobrados pela máxima performance e resultados a qualquer custo. A meta é ser melhor e mais eficiente a cada dia.

 

Não sabemos relaxar e nem lidar com o que dá errado. E se temos uma certeza na vida, é a de que costumeiramente, muita coisa dará errado.

Precisamos justificar cada momento de descanso com algo construtivo, que nos ensine algo, que colabore com a nossa trajetória profissional, que nos enriqueça culturalmente para termos o que falar num próximo encontro – e assim, ganhar “moral” com os presentes e mostrar que entendemos mais do que os outros sobre tal tema – novamente, ganhar.

 

E de onde nasceu grande parte dessa nossa competitividade? Do paradigma da escassez.

A escassez se inicia quando acreditamos que algo vai faltar. Não terá comida, não terá dinheiro, não terá emprego, não terá onde morar. E não ter algo tão importante, traz o medo. E quando tenho medo, me defendo.

Acreditamos que a melhor defesa, é o ataque. Preciso competir e ganhar.

 

Mas a melhor defesa é acreditar e viver no paradigma da abundância. Onde tudo é farto, abundante e suficiente para todos. Que se todos se empenharem, fizerem sua parte e não guardarem mais do que precisam ter, sempre haverá o suficiente para todos.

 

Leia mais sobre  Abundância e Escassez clicando aqui.

 

Quando passamos a acreditar e agir movidos pelo paradigma da abundância, o fluxo de reais oportunidades acontece em nossa vida.

O fluxo da abundância é como a água de um rio: a água continua seu caminho, mesmo que pedras caiam em seu leito. Mas se um fazendeiro por onde o rio passe resolve represá-lo, faltará água no próximo sítio. Mas não deveria. Em seu estado natural, a água seria suficiente para todos. Alguém ficou com mais do que precisava.

 

Mas não basta apenas acreditar que algo bom vai acontecer, é preciso agir.

E como podemos mudar esse pensamento, guardar a competição para os momentos realmente necessários?

 

Estarmos conscientes de que estamos competindo.

Analisarmos nossas ações, sabermos a real intenção de cada ato. Como disse acima, vencer é bom, mas precisamos estar cientes do preço de cada vitória, e se realmente o troféu final valeu a pena.

É como o general que chega ao final da batalha, ganha a guerra mas olha em volta e vê que nenhum soldado permaneceu vivo. Valeu a pena ganhar?

Muitas vezes, em nossas batalhas diárias, perdemos amigos, família, saúde e até mesmo nossos valores. Tenha consciência de suas batalhas.

 

Saber quais bandeiras devemos levantar

Muitas vezes entramos em batalhas que não são nossas. Defendemos a bandeira de um amigo, de um parente e até mesmo de uma empresa. Lutamos por uma causa que às vezes nem sabemos direito qual é. E quando tomamos consciência, percebemos que a luta não é nossa.

Consciência, mais uma vez – e como sempre – ela aparece.

Abandone a guerra. Peça desculpas a quem tiver machucado, tente ajudar. Sempre é tempo de mudar lado, de opinião.

 

Triste não é mudar de ideia. Triste é não ter ideias para mudar.

 

Ter clareza sobre o que te motiva a competir

Existe um real motivo para a competição ou existe outro caminho? Em muitos casos, a competição acaba ocorrendo por hábito ou por ego, e não pela batalha ou prêmio em si. É um simples vencer para provar aos outros quem é o melhor.

Uma frase que gosto muito e que pode te inspirar:

“Na terra do “eu sei”, há sempre competitividade, ciúme, pretensão, orgulho e arrogância. É um reino agressivo – o reino do ego. Eu digo, recuse a cidadania. Na terra do “eu não sei”, os habitantes movem-se sem conflito e são naturalmente serenos, felizes e em paz. O sábio permanece aqui.” Mooji

 

Estabelecer reais parcerias – o verdadeiro ganha-ganha

Pense sempre no real motivo de estar fazendo um negócio, propondo uma parceria. Se o ganho é só seu, deixe isso claro, peça ajuda, e se os demais envolvidos aceitarem, sem problemas. O ganho unilateral será consciente. Assim não há desequilíbrio, o fluxo continuará a agir.

 

Amar a todas as pessoas e seres vivos

Quando eu realmente amo outro ser, não quero que nada de ruim aconteça para ele. Simples assim. Como eu serei o agente de sofrimento ou privação dele? Realmente, o amor é sempre a melhor escolha.

 

A vida não é sobre quem ganha. É sobre quem vive.

Você já escalou uma montanha, fez uma trilha, se desafiou num caminho íngreme na natureza? Eu já. Se você não fez, posso te contar sobre a minha vivência.

Na trilha, na montanha, não há competição, não existe o “chegar”. Existe o caminhar, o evoluir. A graça está no caminho e na superação, não no ponto final.

Por isso comparo a trilha com a vida. As duas únicas certezas que temos é que nascemos e que um dia morreremos. O início e o fim da caminhada. A aventura está no que você fará pelo caminho.

Você vai destruir a mata, derrubar as pedras, poluir os rios e matar os passarinhos ou vai seguir observando o esplendor da natureza à sua volta, aproveitar a paisagem, se refrescar no riacho, se deslumbrar com a vista no meio da montanha?

 

A vida é isso, um vai e vem de belezas, felicidades e emoções.

Mas quando nos preocupamos demais em competir, ganhar e acumular, perdemos o que há de mais lindo: nossa capacidade de nos emocionar com as coisas mais bonitas e singelas.

Viva Feliz.

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Como enfrentar os medos que limitam seus sonhos?

Por que não mudamos o que nos incomoda? Em geral, a culpa é do medo.

Este texto é sobre os medos que nos impedem de sermos quem realmente queremos (e merecemos) ser.

O medo vem da incerteza, é o passo no escuro, é andar sem saber para onde vai.

A maioria das pessoas que me procuram, nos eventos ou para conversas, vem com um desejo forte de mudança. Algo não vai bem, querem algo novo: uma mudança de trabalho ou cidade, uma viagem ao exterior, mudar de profissão, casar ou separar, enfim, mudar algo que tem um peso significativo em suas vidas.

A mesma força que as impulsiona a mudar, as prendem a não tomar a decisão: o incerto, onde mora o medo. Medo de algo dar errado, da vontade ser passageira, das consequências.

E muitas ficam estagnadas entre a vontade de mudar e o medo de agir por muito tempo: meses, anos de sofrimento, angústia, ansiedade.

 

Precisamos encarar os medos de frente.

Converse com uma criança pequena sobre seus medos. Em geral, na infância os medos são muito mais imaginários: medo de monstros, fantasmas e vampiros, medo de uma bruxa os transformar num duende, medo de ficar anão…rs…e alguns medos reais: medo de se perder dos pais, medo de ficar sozinho, medo de acabar a luz (e novamente surgirem os monstros).

Conforme crescemos, estes medos mudam. Na adolescência vem os medos da não-aceitação: de não ter um grupo, não ter amigos, não conquistar a namorada, não conseguir entrar na faculdade. E também existem os medos que nos colocam para que a gente se adeque a um modelo: medo do homem do saco, medo de ficar sozinho, medo de morrer e ir para o inferno, medo de ficar doente, etc.

 

O medo imposto em geral está ligado ao controle.

Se tenho medo de algo, dificilmente infringirei as regras impostas. É muito mais fácil colocar medo do que explicar e engajar as pessoas numa causa. Se você tem filhos, questione sobre o que você os tem ensinado a temer.

Os medos nascem no imaginário e quando adubados ganham corpo, ganham vida. Temos medo da violência. E quando alguém conta uma história sobre assalto – ou pior, se algo acontece com a gente ou com alguém próximo – nossa mente racional nos alerta: viu, eu tinha razão, aumente o seu medo!!!

 

Mas o medo tem também um papel importante: serve para nos prevenir de cair em enrascadas, fazer coisas que não deveríamos fazer baseados em histórias ou estórias contadas, ou pelas nossas próprias experiências e aprendizados.

Se nossos ancestrais sobreviveram na época das cavernas, saiba que o medo ajudou e muito – afinal, na hora em que o primeiro animal rugia, eles corriam ou se escondiam nas cavernas! Se defender – e pra isso ter medo – é o que ajudou a espécie a sobreviver em muitas situações.

Agora, se o medo fosse maior do que tudo, eles nunca o venceriam, não caçariam, seríamos descendentes de vegetarianos…rs.

 

Aqui entra a necessária análise do perigo:

  • O medo é real ou imaginário?
  • Se é real, qual o tamanho exato dele?
  • Tenho como enfrentá-lo? Como me preparo para isso?

 

Séculos atrás, o filósofo Platão escreveu sobre o medo do novo, do diferente, na Alegoria da Caverna, onde a dúvida do homem que vivia dentro da caverna, olhando para seu interior e vendo apenas sombras projetadas pela fogueira era: “afinal de contas, o que existe lá fora?”.

Aquelas sombras eram horripilantes. Lá fora morava o medo, a ansiedade, a dúvida. Até que um homem se levanta, sai da caverna e olha tudo de outra forma, mas não pode voltar e contar que tudo era tranquilo, bonito, calmo.

O desconhecido, para aqueles que não conseguiam sair da zona do medo, os mantinham presos!

 

medo-de-ser-quem-realmente-somos

O medo é a incerteza do futuro. É nosso pensamento racional dizendo: fica aí quietinho. Está ruim, mas está bom. Ao menos você conhece o que tem aí na sua vida.

 

Muito tempo se passou e ainda seguimos como nossos ancestrais, deixando que o medo nos impeça de sair da caverna quando ouvimos rugidos maiores.

O rugido moderno são as histórias que nos contam, as notícias dos jornais, o que deu errado para os outros, os modelos que nossos pais e sociedade querem que a gente siga.

E o lado de fora? É a nossa verdade, a nossa essência, são nossos sonhos e vontades de mudança: trocar de emprego, estudar fora do país, mudar totalmente de área, empreender, arriscar, cortar o cabelo, vestir roupas diferentes, ousar um penteado novo.

 

E te diz o medo novamente: Fique na caverna, viva como todos vivem.

 

Tudo que está fora nos assusta, mas precisamos conseguir identificar os reais perigos:

  • Estes alertas estão me impedindo de conquistar o que eu quero ou servem apenas para que eu seja prudente, cauteloso, arrisque na medida certa?

O medo serve exatamente para nos prender na zona de conforto. Não mude, não arrisque, faça o que todos fazem e da mesma maneira que assim dará certo. E dá mesmo?

 

“Quando a nossa zona de conforto vai se estreitando somos impulsionados a mudar…quem não muda acaba sufocado”.

Spencer Johnson disse em seu livro célebre, Quem mexeu no Meu Queijo: “Onde você estaria agora, o que estaria fazendo se não estivesse com medo?”

 

Passo a passo para o seu medo ter medo de você! 

 

Reflita! O que você quer mudar na sua vida e não faz hoje por medo?

Coloque todos os seus sonhos e projetos no papel. Se você não sabe o que quer fazer, qual a mudança que você quer realizar, escreva o que você não quer mais, o que você quer mudar da sua vida atual, mesmo que não tenha a resposta sobre qual o melhor caminho ou final.

  

Questione seus medos. Comece a enfrentar os seus medos questionando a sua veracidade.

Será que o monstro no armário realmente existe ou você passou a infância dormindo com a luz acessa à toa?

Nosso maior bloqueio vem de dentro: é nossa mente nos prendendo, nos boicotando. Para cada mudança ou sonho que você escreveu no exercício acima, liste os medos que te impedem de agir.

Você verá que são muitos mas que vários se repetem, com nomes diferentes. Medo de desagradar, de não ser aceito, de perder amigos, de não ser amado, de perder dinheiro, de faltar algo, de ser infeliz, de fazer a escolha errada. Escreva!

Quando damos nomes aos medos é como se os enfrentássemos. O medo deixa de ser uma ameaça e passa ser algo presente, que eu posso contestar, negar, reagir, interagir.

Dê nomes a cada sensação, pensamento ou sentimento que você tiver à cada mudança que intenciona fazer.

E então, reflita, para cada um destes medos: Ele é real? Existe? Em que momento ele passou a existir na sua vida? Tem fundamento em existir?

 

Vibre numa frequência superior.

Muitas coisas nos jogam pra baixo, nos desanimam, nos fazem ter muito mais medo.

Quer um ou dois exemplos? Assista aos noticiários. Converse com alguém negativo. Você sai destes eventos totalmente contaminado, com chances de achar que o mundo está acabando e nada tem solução.

Identifique o que te põe pra baixo, o que só serve pra acender ainda mais os seus medos – e se afaste! Pessoas negativas só querem uma coisa: companhia na escuridão.

Junte-se à elas e nunca terá luz, apenas problemas. Você já deve ter ouvido a frase: “Pessoas negativas têm um problema para cada solução”.

Se por um lado você tem que se afastar da negatividade, do outro deve buscar aquilo que te faz bem, que te eleva, te traga para a calma, a tranquilidade, para o momento presente: falar com pessoas bacanas, ouvir e cantar músicas, fazer atividade física, comidas saborosas, mantras e orações independente da sua religião, meditar, relaxar, ter contato com a natureza.

Existem inúmeras opções, identifique e ponha em ação as que te fazem bem.

 

enfrentando-o-medo-de-ser-quem-realmente-somos

Saiba quem você é de verdade. E desapegue do que você não é ou do que não te serve.

Autoconhecimento é fundamental e um processo sem fim. Quanto mais nos conhecemos, mais aumentamos a nossa consciência – e nos tornamos o homem das cavernas de Platão, que consegue enxergar e conhece a verdade do lado de fora, não temendo mais as sombras.

Com o aumento da consciência, identificamos mais rápida e claramente os medos, suas origens e como nos libertarmos deles, assim como conhecemos nossas potencialidades e sabemos como usá-las para vencer os obstáculos normais que a vida trará. É a nossa fortaleza para enfrentar os medos de frente!

Da mesma forma que o autoconhecimento é fundamental, é importante saber o que não nos pertence e abrir mão, desapegar de tudo que só causa peso e desconforto. Perdoar, apagar mágoas, se libertar de crenças, coisas, pessoas e histórias que trouxemos para nossa vida mas que não nos agregam, lições já aprendidas mas que hoje não representam nada mais do que isso: aprendizados.

 

Tenha clareza do que é fundamental na sua vida.

Do que você não abriria mão na sua vida hoje? Quais pessoas, coisas, bens, valores pessoais?

Se você tem isso claro, utilize-os sempre que tiver que tomar alguma decisão.

Ao mudar algo, arriscando e superando meus medos, eu coloco o que é importante para mim em risco? Se sim, o que posso fazer para que as pessoas em volta não sejam impactadas? Se o risco é só meu, é muito mais fácil lidar com as consequências.

Quando estamos conectados ao medo – inclua a incerteza, a ansiedade, a insegurança – nossa vida trava!

Nada flui e quando algo acontece..pufff, dá errado!!

É como se nosso cérebro conseguisse provar que temos que permanecer onde estamos, não arriscar, não mudar.

E sabe o que está acontecendo nestas horas? É nosso foco, trabalhando como ele sabe fazer: dando atenção para o que você está pensando mais.

É como quando compramos determinado carro ou roupa, e de repente surgem milhares iguais na rua. Eles apareceram do nada?

Não, é porque agora você começou a prestar mais atenção.

E isso acontecerá com os problemas e dificuldades.

Dê atenção à eles e passará a enxergar apenas problemas. Ou faça o contrário, olhe para suas luzes, suas forças, seu poder de superação.

Descubra como a vida pode ser mais leve, mais autêntica, melhor de ser vivida.

Os nossos medos são amarras invisíveis, que nos prendem a uma vida simples e monótona pelo simples medo de sermos mais felizes!

Traga à tona a sua criança interior – que tinha tantos sonhos e que você insistiu por anos em chamá-la de louca, sonhadora, inconsequente – e dê a ela uma chance de dizer qual a vida que realmente quer!

Diga pra ela apagar da mente vários dos medos, tranquilize-a dizendo que tudo dará certo e que ela pode tudo!

Essa criança é você, livre agora para poder realizar tudo o que sonhar!

Muitos dos nossos medos, como citei no texto, foram criados por condicionamentos e modelos sociais, que nos impedem de ser e fazer o que amamos, de ser quem a gente realmente é.

Recentemente escrevi sobre a frustração que seguir modelos causa a nós, principalmente no trabalho. Foi um artigo polêmico, muita gente se identificou. Se você ainda não leu, clique aqui para acessar o texto completo: Carreira para Inquietos – a desconstrução de tudo o que te ensinaram sobre uma carreira de sucesso.

O mundo está ao contrário e a gente reparou – sobre transições e mudanças tão necessárias

O mundo está ao contrário e a gente reparou sim!

Muitas pessoas tem se questionado sobre o atual modelo de sucesso pessoal e profissional (isso inclui eu e possivelmente você, que se interessou por este artigo).

 

Transições e mudanças em nosso estilo de vida, na forma de pensar e encarar o mundo são necessárias.

 

Acompanhe comigo!

  • Fomos treinados para o sucesso.
  • Estudar desde cedo focados em passar no vestibular.
  • Escolher uma área de atuação que remunere bem e entrar numa boa universidade, de preferência pública, antes dos 18 anos.
  • Entrar num programa de estágio ou de trainee numa grande empresa, crescer na carreira, conquistar posições de destaque e que deem orgulho à todos em sua volta.
  • Escolher a carreira do momento (só ver na imprensa e conversar com amigos que eles irão apontar as carreiras que estão em alta no momento –  e não importa se você gosta da área ou se tem habilidade, estas serão as profissões que te trarão sucesso!! ahammm…)

 

Na sequência ou junto a tudo isso – casar, ter um carro, comprar uma casa financiada em 30 anos, viajar uma vez por ano com a família, ter filhos e colocá-los de volta neste mesmo caminho, esperando e desejando que eles também sejam felizes e bem-sucedidos. (ahammm 🤭…)

 

Robert Kiyosaki chamou sabiamente esta trilha de “corrida dos ratos” em seu livro best seller “Pai Rico, Pai Pobre”.

 

São estas e tantas outras imposições que muitas vezes levam as pessoas a escolherem rumos na vida profissional que não condizem com os mais profundos desejos, anseios pessoais e habilidades.

 

Epa!! Só que no meio dessa corrida, paramos para refletir:

 

– Poxa, talvez eu não esteja tão feliz assim, apesar de ter feito todo o caminho (ou parte dele) direitinho.

 

Você deve estar se perguntando: O que será que eu fiz de errado?

 

 

Mulher pensando no trabalho - O que será que eu fiz de errado - insatisfação profissional

 

 
Não se aflija! É normal em algum momento da vida estes questionamentos surgirem.

 

Seguimos um caminho para o sucesso sem saber ao certo onde ele vai nos levar.

Em geral, só enxergamos o destino quando estamos chegando perto dele. Por isso a frustração! Muitas vezes, o que deixamos pelo caminho foi muito custoso, dói muito.

 

E o benefício pode nem ser tão grande assim.

 

Nos perdemos na nossa própria ânsia em querer conquistar cada vez mais. Muitas vezes, conquistar o que nem ao menos valorizamos.
E isso quando conquistamos, porque muita gente corre, corre, corre… e nunca chega na reta final.

 

 

Três aspectos baseiam fortemente este questionamento:

  1. Escolhemos cedo demais e com pouquíssima maturidade e conhecimento sobre o mundo, pra não dizer com uma visão romanceada, o que faremos na maior parte do tempo: nossa profissão.
  2. Seguimos modelos definidos pela vontade e necessidade dos outros, sem nos questionar sobre o que realmente queremos, o que faz bem pra gente.
  3. Nós mudamos e nossas vontades e necessidades mudam junto. Se aos 20 anos o seu sonho era ter um carrão esportivo, com 30 e poucos anos, casado e com filhos, a sua grande vontade talvez seja chegar em casa mais cedo.

 

Mas será que é possível voltar atrás?

Como já disse o médium Chico Xavier:

“Você não pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas você pode começar a fazer agora e fazer um novo fim”.

 

Aquele que faz uma autorreflexão da vida, para por alguns instantes a pensar e analisar os rumos que a sua vida seguiu oriundos de decisões passadas, muitas vezes influenciadas pelo meio que você vive e foi educado(a), certamente concluirá que novas decisões devem adotadas para mudar a reta final que mencionamos.

 

Conforme mudamos, algumas coisas que eram importantes ficam pra trás.

 

Aprovação social é uma das questões que muda. E muito!

Porque muita gente fez a faculdade que fez?

Para ter a aprovação dos pais, da sociedade ou porque os amigos fizeram. Porque ser músico, confeiteiro ou artista não era bem uma opção profissional aceita aos 20 e poucos anos de idade. E porque você não queria provocar a ira familiar justificando que estava “apenas” seguindo os seus sonhos.

Talvez tudo isso tenha acontecido inconscientemente! pense ai…

 

Outra questão que muda muito:

Conforme o tempo passa, na maioria das vezes, nos preocupamos mais com saúde, qualidade de vida e família.

 

Começamos a entender que a vida acaba. E pra alguns muito, muito cedo.

Na juventude, vivemos a certeza de que somos eternos. A velhice está muito longe.

Conforme os anos passam, começamos a perder amigos, ver gente da mesma idade enfartando, adoecendo…

 

É a fase onde começamos a questionar se o CNPJ que defendemos vale o AVC.

 

Eu vivi tudo isso na pele. Trabalhei e estudei muito para conseguir um alto cargo corporativo. Foram noites mal dormidas, investimento financeiro, ausência dos eventos familiares. Quando cheguei lá, quando alcancei o sucesso, me perguntei: era isso? E agora, o que faço? 

 

Eu sabia… tinha que dar alguns passos pra trás, reencontrar minhas verdadeiras paixões, vontades, necessidade… e usá-las ao máximo, enquanto houvesse tempo. Não dava pra esperar a aposentadoria, então, ali, resolvi agir e mudei minha vida.

 

Chega um momento em que  precisamos de mais tempo livre, menos dedicação ao trabalho e mais cuidados com a gente mesmo (e como isso nos faz um bem danado!).

 

Nesse processo é fundamental o apoio profissional do coaching de carreira, com alguém que tenha vivência no assunto, experiências para compartilhar, orientar e te ajudar a fazer a transição de carreira da maneira correta, planejada e leve. 

 

(se você quiser conhecer um pouco mais sobre o meu trabalho, clique aqui)

 

 

Você se arrependeria daquilo que fez ou daquilo que não fez?

 

 

Uma enfermeira especializada em atender pacientes em estado terminal listou os “Cinco maiores arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer”. São eles:

 

1 – Gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo e não a vida que os outros esperavam de mim.

Passamos a maior parte da vida fazendo coisas pelos outros. E esperamos algo em troca, no mínimo reconhecimento. Mas o problema é que em geral os outros nunca nos pediram para fazermos algo! Ai quando não recebemos gratidão pelo ato feito, acabamos sentindo rancor, cobrando por algo que nós mesmos definimos o valor.

 

2 – Gostaria de não ter trabalhado tanto

Mesmo aqueles que tiveram um trabalho gratificante no qual tiveram a possibilidade de enriquecer, se transformar, ter uma vida melhor, ainda assim se cobram. Imagina os que se sacrificaram sem ter o retorno desejado! A grande cobrança quanto ao trabalho está ligada a dedicação excessiva e a abnegação dos demais valores pessoais: saúde, família, hobbies, amigos…

 

3 – Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos

Nos preocupamos tanto em seguir regras e padrões sociais que acabamos aprendendo a esconder os sentimentos. Quantos “eu te amo” deixamos de dizer por que não era o momento certo?

Quando não dizemos, também escutamos muito pouco ou quase nada desses “eu te amo” que são potenciais bombas nucleares de alegria, acalentos e sempre estão recheados de um montão de coisas boas que reciclam nossa vontade de viver intensamente.

 

  4 – Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos

Muitas vezes, as nossas relações de amizade são mais fortes e verdadeiras do que com nossa própria família. Só que a falta de tempo acaba nos afastando de quem gostaríamos de ter por perto. Mais uma vez, trabalhar muito é um dos maiores vilões.

 

5 – Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz

Não importa o quanto a vida seja boa ou ruim. Em algum momento nos questionaremos: valeu a pena?

São nossas escolhas e o tempo que investimos naquilo que fez diferença em nossa vida e na vida das pessoas que amamos é que realmente fará a diferença. Normalmente não valorizamos as pequenas coisas que temos. Liberdade, amor, felicidade… O quanto você as coloca como prioridade em sua vida?

 

Feitas todas estas reflexões, é hora de se questionar:

 

O quer eu realmente quero ser quando crescer?

 

Agora sem o peso das escolhas dos outros ou das necessidades criadas pela sociedade e que não te cabem mais, apenas vivendo aquilo que te faz sentido.

 

Mas mudar não é tão simples!

 

Primeiro vem o medo do desconhecido. Todo mundo faz a mesma coisa, segue a vida do mesmo jeito.

 

– E logo eu vou arriscar e fazer algo diferente?

 

Existem dois tipos de pessoas:

  • As que fazem;
  • As que reclamam da própria vida e falam mal das que fazem 🙄.

 

Não temos como definir que uma será mais feliz do que a outra. A única coisa que sabemos é que não é o segundo tipo de pessoa que transforma o mundo (nem mesmo seu próprio mundo!).

 

O ser humano é naturalmente inquieto e movido à insatisfação.

 

Nossos antepassados evoluíram, criaram a roda, a escrita, mudaram de local, criaram comunidades… simples e puramente porque estavam insatisfeitos com algo e queriam melhorar o que tinham. Faz parte da nossa natureza mudar, melhorar, ser inquieto.

 

 

Logo, nossa felicidade e satisfação está ligada diretamente ao quanto “agitamos” a nossa inquietude.

 

 

Se evoluímos – como espécie – e chegamos até aqui é porque em algum momento alguém saiu da zona de conforto, colocou o medo de lado e foi em frente.

 

E como saber o que faz sentido pra mim e o que eu realmente quero?

 

Autoconhecimento e aprendizado com sua própria história são a base para todo o processo de mudança. Sempre digo que nunca saberei o que eu quero pro resto da minha vida. Mas sei claramente o que não quero, o que não me cabe, o que não me serve.

 

Você pode testar coisas novas, seja um novo trabalho, um novo modelo de contratação, uma nova empresa… E talvez você vá incluir muitas destas experiências na lista do que não quer. Mas é preciso testar.

 

Invista em seu desenvolvimento. Muitas de nossas insatisfações vem do fato de não estarmos nos desenvolvendo, nos sentirmos estagnados e sem desafios. Precisamos sentir que aprendemos, evoluímos e contribuímos com algo maior.

 

Busque um ambiente onde você se sinta bem, em que você tenha prazer em estar e de falar sobre ele para seus amigos e familiares. Um local em que você fique alegre em ir todos os dias e mesmo que haja muita pressão e cobrança por resultados, que seja também um local de crescimento, aprendizado e segurança.

 

Busque um trabalho onde você utilize suas potencialidades, seus talentos, onde permitam você ser simplesmente você e onde você possa expressar suas opiniões.

 

Respeite e valorize quem você é para que os outros também o façam.

 

 

 

E como iniciar a mudança? 

 

# Entenda o que você quer fazer, mesmo que seja só o primeiro passo.

Você já pensou no que quer ou gostaria de fazer? Muitas vezes pensamos em mudanças drásticas sendo que apenas estamos insatisfeitos com algo pontual. Basta uma mudança de área, de cargo, de empresa ou inserirmos algo novo no contexto atual e a satisfação aumenta.

 

Se é uma mudança maior, pense em começar a fazer algo em paralelo, iniciar e testar o que for possível. Se for mudar de estado ou país, quem sabe uma viagem de um mês ao novo local já te mostre como será a nova vida. Se a mudança for de profissão, frequentar eventos com profissionais da nova área pode ser interessante.

 

O importante é começar.

 

 

# Defina o melhor momento para cada passo e entre em ação

Seja qual for a mudança, da mais simples a mais drástica, uma coisa é certa: quanto mais nos preparamos e planejamos, mais tranquilamente as coisas fluem. Por isso é importante pensar nas pessoas envolvidas, nas questões financeiras, nos ganhos e perdas de cada ação.

Lembre-se que mesmo a meta mais difícil pode ser alcançada (sem deixar de viver o seu presente!!!).

 

Uma boa ideia não passará disso se você não executá-la.

 

Novamente, o importante é começar.

 

 

# Cerque-se de pessoas com o mesmo propósito

Muita gente vai rir dos seus sonhos e dizer que você não é capaz.

Tentarão fazê-lo desistir dos seus projetos e se ajustar ao padrão comum. Estas pessoas somente valorizarão seus feitos quando você provar que deu certo (acolha as críticas e não dê muito peso a elas. Alguém tem calçado os seus sapatos?).

 

Você ainda precisa destas pessoas ao seu lado?

 

Cerque-se de pessoas que te incentivam, te façam crescer e que estimulem você a sair da zona de conforto. Muita gente não quer que você cresça e não é por mal: apenas querem que você fique com elas, fazendo companhia e compartilhando suas frustrações.

 

O mundo requer mais autoconsciência e menos competição. Substitua a competição pelo compartilhamento e pela compaixão. Ao invés de caminhar sozinho rumo as suas realizações, leve com você as pessoas que estão realmente ao seu lado e que amam você verdadeiramente.

 

 

Transição de carreira – um novo começo para construir um futuro que realmente deseja

 

Quando falamos em buscar um novo trabalho para utilizar seus talentos, suas potencialidades e que sinta-se bem, alegre e com motivações para trabalhar, não é algo a ser decidido sem planejamento e aprofundamento.

 

Para ter sucesso e não se decepcionar com a mudança, é preciso respeitar o processo que chamamos de Transição de Carreira, pois não devemos mudar radicalmente, de uma hora para outra, a profissão que escolhemos e seguimos até aqui.

 

Muita coisa pode ficar para trás, as coisas boas devem ser absorvidas e bem aproveitadas. Valorize sua trajetória, seja grato pelo que realizou e liberte-se, fortalecido, para seguir em frente. A vida é feita de ciclos.

 

Construir uma nova carreira não é tão simples, mas saiba: você não está sozinho, podemos ajudar você.  

 

O que eu quero pra minha vida?

O que eu quero pra minha vida? Na verdade esta dúvida se desdobra em duas perguntas que assombram as pessoas:

  • Quem sou eu?
  • O que faço da minha vida?

A maior dificuldade em achar as respostas é porque você não pode respondê-las somente baseado no seu hoje.

 

É preciso um aprofundamento muito maior, uma análise do passado, uma constatação do presente e uma projeção do futuro.

 

Além disso, é necessário uma pergunta muito mais profunda: quais são os meus valores internos, quais as minhas reais virtudes e essência de caráter?

 

Leia sobre este tema aqui – e faça o teste pra descobrir seus valores.

 

Tudo aquilo que respondo sem profundidade não se sustenta.

É como construir um prédio sem fincar os seus pilares profundamente no solo. Não conseguiremos garantir que ele fique em pé.

 

 

E assim fazemos com nossas vidas.

E seguimos questionando. O que eu quero?

A começar pelas escolhas profissionais.

 

Concordo com profissionais que falarão que na juventude já é possível testar, medir e avaliar aptidões, os famosos exames que definirão se aquele ser, recém saído da infância e perdido entre hormônios e decisões sobre sair com os amigos ou comer mais um lanche triplo poderá ser um bom médico, um bom advogado, um excelente engenheiro.

 

Ok,  mas temos que agir rápido, não podemos perder tempo, pois o mundo como nos foi imposto, acelerado, regrado, competitivo, nos obriga a tomarmos decisões assertivas… e o quanto mais cedo possível fizermos, melhor!

TEMOS QUE TER VANTAGEM!

 

E casar e ter filhos então? Será a próxima cobrança, acompanhados ou seguidos de: compre sua casa própria, faça uma poupança, terminou a graduação já siga para a pós, cadê o inglês fluente?

 

E voltando a falar sobre bases e fundações, eu te pergunto: E você parou para olhar para o que você realmente quer para a sua vida?  

 

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Estamos concretando todos os sonhos pois não sabemos estaquear nossas almas. 

 

Trilhar um caminho diferente é mais penoso, mais lento. Nem sempre a sociedade irá te entender.

 

Envolve escolhas, renúncias, mudanças, tentativas, erros e acertos… envolve muita reflexão e autoconhecimento.

 

É se jogar de cabeça todo dia num rio, sem nunca chegar ao fundo, sem saber a profundeza.

 

Mas sabendo que todos os dias você encontra novos peixes, novas flores, novos fatos. E sempre emerge, com novas histórias, novos conhecimentos  e com uma única certeza: a de que amanhã se jogará de novo e terá novos aprendizados.

E quando você começa a saber quem você é de fato, com todos os seus sonhos, receios, valores, virtudes, fraquezas…

 

Então você começa a saber o que você não quer mais: o que não te serve, o que não te cabe, qual mundo não foi feito para você.

 

Um mundo novo começa a se abrir e quando sabemos claramente quem somos e o que não queremos, fica bem mais fácil olhar, mirar e caminhar rumo ao que nos pertence.