Como ser feliz no trabalho

Como ser mais feliz no trabalho com a competitividade em alta, medo do desemprego, busca por aumento de performance e resultados, ambientes e relacionamentos hostis e insalubres nas empresas, sobrecarga de trabalho?

 

Mesmo com todos estes desafios, existe espaço para ser feliz e buscar o equilíbrio entre as ambições profissionais e as necessidades pessoais.

 

O primeiro passo para ser feliz no trabalho é reconhecermos os aspectos que nos trazem satisfação, motivação, que suprem nossas necessidades individuais, bem como reconhecer o que não nos faz bem – e o que não queremos para nossa vida e carreira.

 

Quando falo sobre felicidade no trabalho, três questionamentos são fundamentais, tente respondê-los:

 

  • Como você chegou onde está – quais caminhos percorreu para chegar na posição onde está hoje, seja ela boa ou ruim.
  • Porque você está aí, nesse emprego, carreira ou empresa – mesmo que ela seja sua! – o que te faz ir trabalhar, o que te motiva a buscar o seu desenvolvimento e maiores resultados.
  • O quanto esse trabalho tem a ver, em %, com o seu estilo de vida.

 

 

Antes de qualquer mudança – de empresa, de profissão, de área – é necessário checar se a insatisfação é geral, que necessite mesmo da mudança, ou se são apenas itens pontuais a serem ajustados.

 

Neste caso, ao invés de investir na mudança, podemos nos aplicar no desenvolvimento de habilidades e comportamentos que aliviem a pressão e tragam mais satisfação.

 

 

Um alerta importante:

Os transtornos mentais, muitas vezes ocasionados pelos altos níveis de estresse e excessiva carga de trabalho, foram a terceira maior causa de afastamento dos trabalhadores brasileiros nos últimos 4 anos.

 

Mais de 17 mil casos de concessão do auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez foram registrados entre 2012 e 2016 com este motivo, segundo o Boletim Quadrimestral sobre Benefícios por Incapacidade, divulgado em 2017 pelo governo federal.

 

 

 

 

Tampar o Sol com a peneira e seguir com a insatisfação não resolve.

 

Pensar no que te incomoda hoje é o primeiro passo para solucionar qualquer problema.

 

 

Ao identificar os gatilhos, o que desperta a sua insatisfação, você estará limpando seu campo de visão e assim começará a perceber se os problemas estão mesmo relacionados ao seu campo de atuação, à empresa em que você trabalha ou até mesmo se o problema é com você.

 

Se você está insatisfeito com o trabalho que tem ou, apesar de gostar do que faz e da empresa onde atua, não se sente plenamente feliz, talvez o problema não esteja nem mesmo no trabalho, diretamente.

 

Um fator muito comum é a incompatibilidade entre a vida profissional e a vida pessoal, causando desequilíbrio e frustração.

 

 

No trabalho é quase inevitável passarmos por problemas ou fases ruins.

 

Enfrentaremos riscos, erraremos e trabalharemos sobre pressão. Haverá sempre aquele relatório ou tarefa que você não gostaria de fazer ou um feedback negativo.

 

É preciso encarar essas situações com maturidade.

E diferenciar fases, momentos ruins, daquilo que realmente não nos serve mais.

 

 

Ninguém está isento e não é uma situação ou um dia ruim que causa infelicidade. É a soma de alguns fatores.

 

 

Se você está insatisfeito com o trabalho que tem ou, apesar de gostar do que faz e da empresa onde atua, não se sente plenamente feliz, talvez o problema não esteja nem mesmo no trabalho. 

 

 

Pode ser algum desequilíbrio entre o que você faz na vida profissional e o que ambiciona para sua vida pessoal.

 

 

E no fim, tudo é uma coisa só. 

 

A felicidade no trabalho só se estabelece quando você toma consciência de que o campo profissional não é um espaço isolado, ele recebe interferências de outras áreas da vida, como a familiar, a financeira, a espiritual e a social, por exemplo.

 

“Se um lado está desequilibrado, ele afetará o outro.

 

Quando o conjunto de elementos que forma a nossa vida estiver bem, você se sentirá bem.

 

 

Mas cuidado para não ficar buscando a perfeição em todas as áreas da vida, muitas vezes, nos afasta daquilo que é fundamental – a harmonia.

 

Para se alcançar a felicidade profissional, o ideal é aliar todos esses elementos e encará-los do modo mais natural possível, e aprender a lidar com as pequenas dificuldades diárias.

 

 

 

 

Existem alguns fatores que dão um empurrãozinho para a felicidade no trabalho:

 

1 – Faça o que gosta:

Fazer o que gosta é o primeiro passo para conseguir alcançar a satisfação na carreira.

Não significa fazer apenas o que gosta, e sim atuar com suas potencialidades e em um ambiente que te permita se desenvolver o máximo possível.

 

 

2 – Autoconhecimento:

Saber o que te faz bem, o que é necessário para sua vida, o que te motiva e o que te dá prazer é fundamental para você buscar a felicidade no trabalho.

 

Quando não temos estes itens bem claros, corremos o risco de ficar seguindo padrões dos outros, que não nos servem, ter grandes conquistas  – e continuar insatisfeito.

 

 

3 – Valores Pessoais x Valores da Empresa:

No que você acredita?

Quais os seus valores e ideais de vida, o que acredita que é certo ou errado? A empresa – e as lideranças – de onde você trabalha possuem valores compatíveis?

 

Vocês compactuam com as decisões, posturas, ideologias?

 

Você tem orgulho do que faz e da empresa onde trabalha?

 

4 – Desafios e Reconhecimento:

Ter desafios constantes e perceber que está evoluindo, crescendo na carreira e como pessoa.

 

Se sentir útil, respeitado e reconhecido por colegas e líderes são outros fatores que também contribuem para a felicidade na carreira.

 

 

5 – Ter bons relacionamentos:

Ter relacionamentos respeitosos e saudáveis no ambiente de trabalho.

Conviver com pessoas com as quais sentimos afinidade trazem inúmeros benefícios.

Além disso, é importante também cultivar bons hábitos durante o expediente: fuja das fofocas, organize seu tempo e sempre que puder, ensine algo.

Compartilhar conhecimento é um ato nobre, que aproxima as pessoas, gera confiança e nos inspira em todas as áreas da vida.

 

 

Esses 5 fatores, porém, não são isolados, uma vez que a nossa carreira, assim como o mercado de trabalho, está em constante mudança.

 

 

A felicidade é uma atividade e escolha diária.

 

Pratique!

 

A satisfação e o bem estar em exercer as atividades do dia a dia impulsionarão a sua motivação e o seu crescimento na carreira.

 

 

 

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Você anda desanimado com a sua carreira?

 

Talvez seja hora de pensar numa Transição de Carreira

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Você enxerga a abundância que há no mundo ou vive na escassez?

Este final de semana estive em Cunha, interior de SP, e fui comprar shitake num pequeno produtor local, o Sr. Milton. Eu já havia estado na pequena propriedade rural dele uma única vez, levada pela minha amiga Gabriela Freire.

 

Chegamos e fomos muito bem recebidos pelo sr. Milton, com um sorriso nos lábios e uma serenidade em seu olhar profundamente azul e empático, mas que já veio se desculpando: “não tenho shitake, a produção está ruim por conta do frio”.

 

A minha cara foi de decepção, mas agradeci e já ia saindo, andando e me despedindo dele, quando veio a oferta: “não quer levar umas verduras da horta?”

 

Já houve tempos onde minha educação ou meu ego diriam não, obrigada.

 

Hoje, quando algo surge em meu caminho, estou aberta às possibilidades, aberta ao receber. Assim, respondi: claro que quero!

 

E lá fui eu, pra horta, seguindo o Sr. Milton, canivete na cintura e o mesmo sorriso de sempre. Colhemos alface, couve, azedinha, cebolinha, gengibre, batata doce. A cada item, ele olhava e me perguntava: Gosta desse? Eu respondia que sim…e ele feliz cortava e enchia uma sacola com suas verduras, legumes e hortaliças cheios de amor e vida.

 

No final, sacolas cheias e sorriso no rosto – meu e dele – pergunto quanto era.

 

E ele, de coração aberto, me diz: “nada, eu planto para eu comer e para oferecer pra quem chega, eu nunca conseguiria comer sozinho tudo o que eu plantei”.

 

Dou a ele o que eu tinha a oferecer naquele momento sem ser dinheiro: um abraço e muitas vibrações de amor e saúde. Fico já imaginando como retribuir, como trazer pra ele algum presente na próxima visita.

 

Sai de lá com o coração e a geladeira abastecidos. Feliz.

 

A Lei Sistêmica fala sobre o equilíbrio entre o dar e receber.

Se damos demais, podemos ficar sem. Primeiro eu me abasteço, vejo o que realmente preciso e o que posso compartilhar. E dou. E se eu apenas recebo, pode chegar o momento em que meu “recipiente” fique cheio demais, que não caiba mais nada, como se eu não tivesse mais espaço para aceitar coisas novas que venham. É preciso dar e receber o tempo todo, nos permitindo encher e esvaziar de tudo o que há.

 

Quando nos vemos sozinhos e com medo de algo nos faltar, corremos o risco de não enxergar essa abundância toda que existe no universo, podemos não ver que existe tudo em quantidade suficiente pra todos, se cada um souber usar somente a sua parte, sem desperdício, sem ganância.

 

Imagine que você esteja sozinho em casa e tenha apenas 1 quilo de arroz no armário. Nada mais. Você pode ter medo de passar fome ou se sentir infeliz por não ter opções diferentes, sentir que algo te falta.

 

Agora, pense que você pode chamar mais pessoas para repartir o seu alimento. E sim, pode faltar ainda mais! Agora, pense que se cada um trouxer o que tiver em casa, de repente, chega alguém com batatas, outro com alface, outro com feijão, logo vemos uma abóbora.

 

Um almoço farto e feliz se fará, onde antes havia apenas arroz, medo e tristeza. Todos comerão, bem e fartamente. Se bobear, vai sobrar pra levar marmita pra casa.

 

Cadê a falta, cadê a escassez?  

 

Estava no medo. De que não teria mais nada.

De que se não dividisse ficaria com menos, de que o que tinha não daria, não seria suficiente.

 

Não foi esse o pensamento do sr. Milton ao dividir comigo os produtos da sua horta. Ele não acha que vai faltar. Ele carrega no coração a certeza de que se ele continuar fazendo a sua parte, todo dia é dia de colheita.

 

Meus produtos, em abundância, eu dividi com mais 2 pessoas, e cheguei em casa assim em plena abundância e feliz.

 

Se quiser ler mais um texto sobre este tema, veja este aqui:

A sua mentalidade é de abundância ou de escassez?

Em busca de desafios: a motivação que nos impulsiona

Você conhece alguém que pediu demissão e foi em busca de desafios? 

 

Foi-se o tempo em que as empresas pagavam bons salários e com isso mantinham seus profissionais engajados, motivados – e no emprego!

 

Pertencemos (ou assistimos) a uma geração profissional que quer sempre mais: queremos ser melhores, ter mais conquistas, adquirir novos conhecimentos, testar nossas habilidades.

 

E não será fazendo a mesma coisa por anos que isso vai acontecer.

 

Diferente da maioria dos profissionais das gerações Baby Boomer e X, os profissionais das novas gerações, os Y, Z e os Milennials, estão sempre em busca de novidades.

 

Para estes, ficar mais do que 2 ou 3 anos aguardando um novo projeto, promoção ou desafio pode ser a morte! O mesmo ritmo acelerado que estes impõem à suas vidas e rotinas também é aplicado no dia a dia dentro das empresas.

 

É preciso crescer, e não somente no cargo e no salário – nos conhecimentos e nas experiências!

 

Muitos profissionais, mesmo com excelentes salários e um belo pacote de benefícios, acabam ficando insatisfeitos, trocando de emprego, preferindo outro onde talvez nem sejam tão bem remunerado.

 

Porque querem ir em busca de desafios!

 

 

Você faz parte deste time, sente que pode fazer mais do que faz hoje?

Na Psicologia Positiva, na área organizacional, estudamos muito sobre a teoria de Flow, que seria o estado onde uma pessoa está executando algo em seu desempenho máximo, com menor esforço e alta concentração (é bem mais complexo do que isso, aqui só resumi a teoria!).

 

Uma das questões principais para haver o FLOW é o equilíbrio entre desafios e habilidades.

 

Se o desafio for menor do que a habilidade adquirida, logo a pessoa ficará entediada, desmotivada. Pela teoria, temos que ir aumentando o desafio conforme aumenta-se e estimulam-se as habilidades.

 

 

É fácil entender isso quando olhamos para uma criança brincando, montando um quebra cabeças por exemplo.

Ela iniciará com um de 10 peças e achará difícil, em breve mudará para um de 50 peças, quando você se der conta ela estará montando um de 1000 peças.

 

Quando ela chegar ao de mil peças, tente fazê-la voltar ao de 10 peças e ficar animada montando ele! Difícil, hein!

 

 

É isso que acontece em nossa vida, depois que aprendemos algo, fica fácil, queremos mais!

 

Os desafios são assim tão importantes na carreira?

 

Sim, não só na carreira como na vida! Porém, precisamos entender que cada pessoa tem momentos, necessidades e motivadores diferentes.

 

E essa questão – o que nos motiva – é fundamental para entendermos a nós, nossa equipe, nosso líder.

 

Motivador é tudo aquilo que impulsiona. O empurrão necessário para fazer algo. Seria o porquê de você trabalhar, qual a recompensa que você busca através da sua atuação profissional.

 

 

A motivação pode ser: financeira, aprendizado, reconhecimento, segurança, missão, entre outras.

 

As principais motivações que estimulam a busca por novos desafios são as 3 primeiras, onde a pessoa entende que o desafio a impulsionará a ter um diferencial, algo a mais.

 

Assim, entendemos que nem todo mundo busca desafios, existem pessoas que se acomodam e preferem fazer as mesmas atividades, executar a mesma função, e de preferência no mesmo ambiente; estas pessoas em geral tem como motivação a segurança.

 

Também existem aquelas profissões em que é necessário um aprendizado mais específico e de longo prazo e essa migração de áreas e tarefas não iria favorecer a especialização, então é bom ter gente fazendo o seu melhor, no mesmo lugar.

 

 

Se desafiar envolve ampliar suas habilidades, aprender, arriscar, mudar.

 

Mas também pode haver o desafio de permanecer onde está, suportar e carregar o fardo pelo tempo necessário – pra você, pra empresa, pro projeto.

Afinal, existem vários tipos de busca de desafios.

 

Preparei uma material sobre transição de carreira.

Se você tem dúvidas se está no lugar certo, acesse.

 

E quais os principais motivos que levam as pessoas a buscarem novos desafios?

 

 

Superação – a vontade de crescer, de superar limites, de se desafiar a ir além. Ao participar de um trabalho desafiador a pessoa sente que cresce tanto pessoal quanto profissionalmente.

 

Reconhecimento – em primeiro lugar pelo simples fato de ser escolhido ou convidado para determinado cargo, o que já demonstra que alguém o valorizou, identificou seu potencial, aumentando sua autoconfiança.

 

Num segundo momento, pelo círculo social, familiar e profissional. Quem não se sente bem ao receber os parabéns por uma conquista?

 

Responsabilidade – Uma vez escolhido para fazer algo maior, vem a responsabilidade pela entrega. Se acreditaram que vou dar conta, tenho que usar todos os meus conhecimentos e habilidades para entregar o meu melhor.

Partindo deste princípio, o profissional irá aplicar todos os conhecimentos que possui e buscar se desenvolver e se qualificar naquilo que ainda não domina. É uma excelente oportunidade para novos aprendizados.

 

Prática Um profissional que busca constantemente estar atualizado nem sempre consegue colocar em prática os conteúdos teóricos que vem adquirindo.

Uma mudança representa a oportunidade de aplicar estes conhecimentos, transformando-se num profissional mais maduro e bem preparado, aliando o conhecimento com a experiência.

 

Novas Experiências – As experiências podem ser quanto às tarefas a serem realizadas, às interfaces, os novos colegas ou chefes, novas tecnologias. Tanto faz!

O que vale é que novas experiências ampliam o repertório profissional, aumentando a sua empregabilidade e engordando o seu portfólio.

Quem busca crescimento de carreira com certeza está ávido por desafios!

 

  Você se identificou com estes aspectos, está pronto para mudar?

 

E qual foi a última vez em que você se desafiou ou foi desafiado a fazer algo novo?

 

Se as oportunidades não estão aparecendo e você sente que precisa e pode mais, trate de correr atrás delas. 

 

É nosso papel assumir a carreira, fazer um bom planejamento e dar os passos necessários na direção do que nos trará realizações.

 

Mas se você não sente esta necessidade de novidade, de desafios, não se apavore!!

 

Algumas pessoas tem a necessidade de permanecerem firmes onde estão – e isso faz bem para elas e para as empresas – mas este já é tema de um próximo texto!

 

 

 

Do essencialismo ao desapego – Como reduzir o ritmo sem reduzir suas realizações

Algumas “palavras mágicas” tem rondado meus discursos e pensamentos, ganhando cada vez mais força não só em minhas palavras, mas também em minhas ações:

 

SIMPLIFICAR – DESAPEGAR – DESACELERAR

 

Essa pausa que fazemos na correria insana, para olharmos para o que é essencial em nossas vidas, normalmente começa pela contramão da calmaria. Se inicia exatamente do lado oposto, no tumulto, no excesso:

 

Corremos atrás de fazer tudo ao mesmo tempo, não deixamos nada pra depois, nos cobramos de ser cada vez mais presentes e eficientes.

 

A busca incessante por resultados, que foi tão martelada no mundo corporativo, virou cobrança pessoal: nossa vida, nossa rotina e até a vida dos nossos filhos ganhou alta demanda, excesso de compromissos e cobranças sem fim.

 

Precisamos ganhar, competimos entre nós o tempo todo e com isso temos que ter alta performance 24h por dia.

 

Se você ainda não leu o artigo sobre Canibalismo Moderno e a Competição Desenfreada, leia aqui 

 

 

 

A palavra que mais se ouve nas empresas e nas redes profissionais é aumento de performance! Só que aprendemos errado, confundimos aumento de performance com trabalhar mais, mais, e cada vez mais!

 

A grande questão é que toda essa pressão tem cobrado um preço alto: estamos cada vez mais estressados, adoecendo física e psicologicamente cada vez mais cedo.

 

Li uma entrevista concedida pelo Dr. Fernando Fernandes, médico psiquiatra do Programa de Transtornos do Humor da USP, em que ele cita que o estilo de vida mudou muito nas últimas décadas, e que isso está contribuindo diretamente para o aumento das doenças em geral.

 

Olho para meus cliente de coaching, que chegam frustrados, cansados, esgotados pelo excesso de trabalho, e posso confirmar isso como um fato: as pessoas estão adoecendo porque não se cuidam, não tem tempo para si e não sabem mais relaxar.

 

Antigamente (mas nem tanto tempo atrás), não tínhamos celulares e laptops, por exemplo. Quando chegávamos em casa, o dia todo, seja através de uma ligação, uma mensagem via whatsapp da equipe ou uma checada rápida nos e-mails mesmo quando estamos de férias.

E no trabalho, a mesma coisa. Estamos lá, mas também pensamos e fazemos questões domésticas. Tudo ao mesmo tempo!

 

Isso tem um preço, e ele é caro.

 

 

Aumento de produtividade e excelência de resultados é um caminho sem volta.

 

Com a competitividade do mercado de trabalho e no ambiente empresarial, a pressão por redução de custos, aumento de resultados e a busca por soluções inovadoras é uma constante.

 

 

E o que podemos fazer para ter excelentes resultados, na vida, na carreira, nos relacionamentos, sem enlouquecermos e nem ficarmos doentes?

 

 

O primeiro item: SIMPLIFICAR!

 

Analise o que é essencial na sua vida, na sua carreira, em suas ações diárias. E tudo o que pode ser eliminado ou simplificado.

 

Perdemos muito tempo fazendo coisas que poderíamos simplesmente deixar de fazer!

 

Greg McKeown, autor do Best Seller Essencialismo e nomeado um dos “Jovens Líderes Globais” pelo Fórum Econômico Mundial diz que o “Essencialismo traz mais produtividade, menos estresse e mais alegria”.

 

A teoria chega a ser simplista: dizer não a tarefas irrelevantes para investir seu tempo e energia naquilo que realmente lhe trará resultados, que seja essencial. Como resultado desta concentração e foco, seu desempenho aumenta.

Atenção aqui – não serve qualquer resultado, só devemos investir tempo, energia, foco etc. naquelas coisas que nos levarão à conquista daquilo que avaliamos e definimos como ESSENCIAL. Sabe quando usamos aquela frase: “Isso aqui é o que me trará aquilo que quero!“.

 

Intentus - Indicacao de livros - Essencialismo

 

Te indico ler este livro!
 https://www.intentus.com.br/indicacao-livros/
Exercitando:

Liste tudo o que você faz durante uma semana, em casa e no trabalho. Olhe para estas atividades e mensure o resultado real de cada ação. Para cada item pergunte-se: Fazer esta atividade me trará bons resultados, impactará positivamente em minhas metas, objetivos, sonhos?

 

Se a resposta for qualquer coisa diferente de um enorme e convicto SIM, elimine. Simples assim.

 

 

Segundo item: DESAPEGAR.

 

Esta é uma atividade que venho treinando já tem algum tempo.

Desapegar: eliminar coisas, pessoas, sentimentos, atividades. Está ligado a você olhar para aquilo que realmente precisa na sua vida, eliminando todo o resto, tudo o que for supérfluo.

Em determinado momento comecei a perceber que eu tinha tarefas a realizar devido a coisas que eu possuía, ou pessoas que frequentavam minha vida. E que eu não precisava.

 

Sabe quando você vai tirar pó da casa e percebe que gastou uma hora só tirando pó dos enfeites da sala? E se não existissem os enfeites, ou guardasse os que gosta dentro de gavetas ou armários para utilizá-los somente quando fosse necessário, eles não empoeirariam e assim daria menos trabalho a limpeza semanal.

Ao invés de gastar uma hora na tarefa, em 10 minutos já teria terminado. Pronto! Ganhei 50 minutos no dia. Fez sentido pra você?

 

E não é só desapegar, consiste também em organizar: deixar as coisas que usa mais em um local de fácil acesso, por exemplo, se desfazer daquela roupa linda, que você ama, mas que só de olhar pra ela já precisa passar pra sair de casa…e lá se vai mais meia hora do seu dia perdido.

 

São escolhas, opções. Nestas análises, desapeguei de pequenas tarefas domésticas: não seco louça, não passo roupa, não faço a unha toda semana. Não significa que você tenha que fazer isso, apenas que você pode olhar pra cada coisa, pessoa, atividade e falar: eu preciso mesmo disso?

 

O prazer e o resultado que a tarefa te traz condiz com o tempo / energia que você dedica a ele?

 

Desapego é um processo lento e duradouro, a ser praticado sempre.

 

Exercitando:

Analise o que ocupa tempo e espaço na sua vida desnecessariamente: coisas, pessoas, atividades, sentimentos. Se tiver dificuldade, e é bem comum ter, foque em pequenas partes: comece com uma gaveta, um armário, ou uma área da sua casa, do seu trabalho ou da sua vida.

 

Vá eliminando aos poucos o que você não precisa mais. Se tiver dúvidas teste ficar sem algo por um tempo, tire de circulação e sinta se realmente vai fazer falta antes de desapegar completamente.

Depois, jogue fora, doe, venda. Elimine. Não adianta tirar algo do lugar e depois deixá-lo esquecido em outro, nem deixar tarefas esquecidas e depois elas virarem urgências. A eliminação tem que ser definitiva.

 

 

Terceiro item: DESACELERAR

 

Se você já começou a praticar os dois itens anteriores, este ficará mais fácil. Desacelerar é realmente reduzir o ritmo, apaziguar a cobrança, entender e respeitar o seu ritmo e o movimento natural da sua vida.

 

É viver o hoje, o agora, o momento presente.

Eliminar as preocupações (“pré” + “ocupações”) e reduzir a ansiedade.

 

Saber quem você é, o que te faz feliz e diminuir a cobrança externa.

 

Certo dia um amigo recebeu uma boa promoção e saiu com a esposa pra comemorar, jantaram num restaurante bom. Então, ele me disse que tirou uma foto linda dos dois, com um aquário ao fundo e que ia postar no Facebook, só que na hora pensou melhor e resolveu não postar. Questionei sobre o porquê, se ele queria, e ele me disse:

 

“Eu queria, estava feliz e pensei em mostrar isso pra todo mundo, mas fiquei com medo de ser mal interpretado. Tanta gente desempregada, a situação política e econômica como está, no mesmo dia havia caído um avião com um ministro – não tinha clima, eu fiquei com receio das pessoas me julgarem como arrogante, insensível.”

 

A cada momento nossos amigos, o noticiário e até a própria família tentam nos convencer de que o mundo é um lugar ruim, de que tudo vai mal, de que tudo dará errado.

 

E mais: que a culpa pode ser sua.

 

O que isso faz com a gente? Deixamos de comemorar, de vibrar, de viver o presente, de expor a nossa alegria porque nos sentimos um pouco culpados pelo insucesso ou dor dos outros.

 

Ter compaixão não significa deixar de celebrar e viver bem o que você tem e fez. Significa sim, saber como você pode ajudar aos outros. Só dá algo quem tem esse algo.

 

Se você foi promovido talvez consiga ajudar alguém que está desempregado ou apoiar um colega no trabalho para que ele também consiga ter êxito. Viva e celebre o seu momento atual.

 

Também é bastante comum ouvir pessoas que não conseguem aproveitar algo bom porque já estão pensando na próxima ação.

 

Uma amiga lançou seu primeiro livro recentemente. Fez festa, noite de autógrafos, muita gente presente. Passados poucos dias, nos encontramos para um café e perguntei como ela estava, se estava curtindo a fase de ser escritora, e ela me respondeu: “Estou em pânico, escrevendo meu segundo livro e ainda não sei como farei para as pessoas gostarem tanto deste como foi com o primeiro.”

 

Buscamos sucesso atrás de sucesso.

E não saboreamos as conquistas e nem nos damos tempo para absorver os aprendizados. É como se o tempo todo houvesse uma cobrança de “próximo, próximo, próximo”.

 

 

Celebrar as conquistas e praticar a gratidão são formas lindas e leves de se conectar com o presente. Tenha o hábito de ter um caderninho do bem, registre as coisas boas que acontecem com você, como num diário. Pode ser uma pequena ou grande realização, anote. Leia no final do mês, no final do ano, ou quando sentir qualquer tensão, ansiedade. Veja o quanto você tem conquistas a celebrar. Olhe para o que você já possui, já fez, já aprendeu até aqui, seja grato, se fortaleça e siga adiante.

Sem pesos, sem cobranças. Apenas gratidão e aprendizados.

 

Exercite: Hora de se conectar, com o agora, de verdade. Experimente deixar o celular de lado ao assistir TV, durante as refeições, ao falar com as pessoas, ao sair de casa para um passeio. Olhe em volta, olhe nos olhos das pessoas, repare em tudo ao seu redor.

Ao final do dia, pare por alguns minutos e tente se lembrar do que viveu e registre do que se orgulha, do que sente gratidão neste dia que se encerra.

 

Lembre-se: A vida acontece no presente!

 

Permita-se viver mais leve, sair na rua observando as mágicas que acontecem à sua volta, observe a natureza, cumprimente as pessoas e veja o quanto a vida é boa e existem mil possibilidades para resolver qualquer coisa que acontecer.

 

Tudo fará sentido na vida, se soubermos quem somos, o que realmente importa pra nós e se seguirmos e acreditarmos mais em nosso coração.

 

 

 

 

 

 

Planejar é preciso, mas saber reagir ao que acontece é fundamental

Talvez você tenha sentido falta do meu texto semana passada. Talvez você me acompanhe pelas redes sociais e tenha visto que eu estava viajando, logo, pode ter concluído que foi falta de planejamento ou pensou:

– A Lilian não escreveu porque estava de folga.

 

Nada disso.

 

Meu comprometimento me fez ir além: Levei o notebook, conferi se tinha internet no local onde eu me hospedaria, deixei a agenda de segunda-feira livre pela manhã para poder escrever, postar, mandar e-mail. Já tinha iniciado o texto, a ideia já estava esboçada.

 

Tudo adiantado e planejado para que nada desse errado. E deu.

 

 

Planejar é importante.

Mas reagir ao que acontece ao planejado é fundamental.

 

Na cidade em que ficamos, a internet que já é normalmente ruim estava instável. Não conseguíamos sequer baixar uma foto pelo celular, quem dirá carregar uma página inteira com imagens no site.

 

Resolvi relaxar. Resolvi que por mais que existam pessoas que me acompanham, que leem e respondem meus textos e e-mails, não seria por uma semana sem escrever que algo seria prejudicado.

 

O dia estava lindo, eu tinha lugares para ir, não iria ficar horas tentando fazer algo simples e puramente porque “eu tinha que fazer”.

 

Dei o meu melhor, fiz o que eu pude até ali.

 

Ao meu ver o nosso papel, de aprendizado constante, é nos prepararmos, deixar a nossa parte pronta, planejada, controlada.

 

E ter consciência de que nossa parte é no máximo 50% da história.

 

Tem a parte que não controlamos, que não prevemos. E para esta parte – os imprevistos ou ações externas – precisamos nos abrir e receber o que vier com amor, curiosidade e aceitação.

 

Não lutar contra o que não podemos controlar.

 

E sim reagir de forma positiva, com aprendizado, construir novos caminhos, novas histórias.

 

Você pode se preparar ao máximo para receber uma promoção – estudar, se esforçar, se relacionar bem com seus pares e líder – e a promoção não vir ou até mesmo você ser demitido.

 

  • Você pode se planejar pra aposentadoria, e mudarem a lei.
  • Você pode se formar numa excelente faculdade e ver sua área de atuação deixar de existir.
  • Você pode ter uma empresa de sucesso, com um produto ou serviço excelente, e amanhã ele se tornar obsoleto.
  • Você pode ter um namorado, ficar noiva, e não casar. Ou pode ter casado, numa festa linda, e não ser feliz depois disso.

Você fez os seus 50%. Como reagirá aos outros 50%, que não estão nas suas mãos? Reclamando, culpando os outros, se inferiorizando ou irá aprender com o que conquistou, com os resultados obtidos?

 

 

O que é fundamental para ajustar o planejamento – ou saber que é a hora de mudar de rota:

 

Acompanhamento

Não adianta apenas planejar, é necessário acompanhar a execução, checar e ajustar o que for necessário. Nas áreas de gestão, é o famoso PDCA, que podemos usar pra vida:

  • P – Plan – Planejar, saber onde se quer chegar, qual o melhor caminho e quais “ferramentas” são necessárias para o percurso.
  • D – Do – Fazer – O caminhar, colocar o planejamento em ação.
  • C – Check – Checar, saber se está na rota certa e se realmente ela é a melhor opção.
  • A – Act – Agir, ajustar, corrigir o que for necessário.

 

Só saberemos se o planejamento dará certo quando estivermos em ação.

Como foi no meu caso, me planejei para escrever e postar, tinha os equipamentos. Mas na hora de fazer, vi que faltava algo e que não estava no meu controle.

 

Ajuste

Quando algo está dando errado ou saindo diferente do previsto é hora do ajuste, ou até mesmo de um novo planejamento.

 

Você pode ter feito um planejamento de vendas e seus clientes não compraram, um planejamento de aula e seus alunos continuam com dúvidas, um planejamento de carreira e a empresa foi vendida. Você não previu nada disso. Mas pode ajustar, de duas formas:

  • Continuo com o objetivo e mudo a forma, os caminhos para alcançá-lo.
  • Revejo meu objetivo, mudo de planos.

 

O que vale para qualquer uma das opções: que seja feito com leveza.

Não se martirize.

Tenha certeza de que você fez o seu melhor, que foi até onde pode. E reconheça quando é necessário voltar, mudar ou até mesmo desistir depois de ter caminhado muito tempo numa mesma direção, com tanto empenho.

 

Quando ficamos presos a uma única opção de sucesso – e ainda mais quando ela não depende apenas de nós para ser realizada, o que é bem comum – as chances de que algo saia diferente do planejado são grandes.

 

 

E agora, o que faço?

 

Eu já disse, acho planejamento fundamental e trabalho isso fortemente com meus clientes de coaching. Mas não trabalho o planejamento como um caminho único, como se houvesse uma única solução para todos os problemas.

 

Nada de sair do ponto A e chegar no ponto B por uma linha reta.

As estradas da vida são feitas em curvas, piruetas e zig zag.

 

A minha experiência em contato com a natureza me fez enxergar o planejamento como um mapa, com várias possibilidades. Não existe um único caminho para se chegar onde quer ir e sim trilhas, cada qual com seus obstáculos e maravilhas.

 

Desafios e paisagens diferentes a cada passo.

 

E quando aparece um grande desafio eu preciso olhar para o que eu tenho, quais as minhas habilidades, competências e equipamentos. Se uma ponte sobre um rio está quebrada eu não tentarei passar a nado, seria loucura. Preciso voltar, escolher outro caminho, passar por uma parte mais tranquila, com águas mais rasas.

 

Às vezes, apenas descansar, retomar o fôlego, e definir o que fazer logo em seguida.

 

A vida não é simples, tem seus desafios, é isso que a faz maravilhosa, que nos faz crescer e evoluir.

Mas quando o caminho está ficando difícil demais é hora de olhar se você não pegou a trilha errada.

 

Curta o caminho, aproveite a paisagem e não se jogue num precipício achando que é a única opção.  A vida é cheia de possibilidades.

 

Se você quer deixar sua vida mais leve, se preocupar menos com coisas irrelevantes, você vai gostar deste texto:  Deixe a louça na pia – Sobre aprender o que realmente é importante pra você  

 

 

Você é um homem ou um saco de batatas?

Essa antiga expressão, usada pelos nossos avós, trazia a seguinte mensagem:

  • Você vai assumir a sua vida, as suas responsabilidades, ou vai ficar num canto, esperando que alguém te tire de onde está e te coloque onde ele desejar?

 

Infelizmente, ainda existem muitos profissionais, homens e mulheres, que são verdadeiros “sacos de batatas”. Ao invés de serem proativos, responsáveis, tomarem a iniciativa para seu desenvolvimento e para alcançarem melhores e maiores resultados – para si e para a empresa – preferem, às vezes inconscientemente, o papel de vítima.

 

A crise está aí, o chefe é ruim, a empresa não é boa. Sim, esse cenário pode ser verídico. Mas a grande questão, que irá te diferenciar dos demais, é exatamente o que você faz de diferente ou a mais para mudar a situação, seja na sua vida ou na sua carreira.

 

Nosso tempo é limitado. Podemos usá-lo para reclamar ou para tomar ações que nos levem a novos resultados. Dificilmente conseguiremos os dois.

 

Até porque, quando assumimos uma postura negativa, a nossa energia e a de quem está à nossa volta se torna cada vez mais densa, mais pesada. Você será puxado emocionalmente para baixo, para a negatividade, e também pode estar fazendo o mesmo com os demais, com quem está sua volta, criando uma espiral negativa que aos poucos suga a energia e a motivação de todos.

 

Talvez você já tenha vivido uma situação dessas de negatividade, de estar numa empresa ou equipe negativa, que arrasta o trabalho e reclama de tudo, e mesmo quando você estava super motivado a fazer algo, rapidamente desanimava com os comentários negativos dos demais.

 

Em geral, sacos de batatas não saem do lugar e torcem para que os demais também não o façam.

 

 

Como identificar se você é um saco de batatas ou se tem algum na sua equipe:

 

Não assumem responsabilidades

Sacos de batatas costumeiramente não fazem mais do que a obrigação – quando a fazem. Deixam claro que não é obrigação deles qualquer atividade diferente das habituais, não ajudam outras pessoas ou áreas em casos de necessidade e costumam pôr a culpa nos outros quando algo sai errado. A resposta padrão para qualquer coisa sempre será: isso não é problema meu ou culpa não é minha.

 

São vítimas

Como eles acham que nunca estão errados, tudo que acontecer, qualquer acusação ou má avaliação que receberem é por um único motivo: perseguição. A frase padrão é: Meu chefe não gosta de mim ou prefere fulano. A promoção não veio? O chefe que não viu seu potencial. Outra pessoa do setor teve aumento e ele não? Claro, ninguém gosta dele. Sempre, a culpa é do outro e ele é vítima da situação.

 

Falam mal dos outros

Se a culpa é dos outros, claro que um saco de batatas falará mal deles. São os famosos invejosos, que pouco trabalham mas que sempre estão tecendo comentários negativos sobre os outros. Além de desabafo, muitos destes comentários maldosos tem objetivo: descredenciar quem trabalha direito e se esforça. E por isso você ainda encontra grandes sacos de batatas nas empresas: muitos são articulados e conseguem se relacionar bem, até serem desmascarados.

 

Reclamam da empresa

É comum ver funcionários que estão a muito tempo na mesma empresa e sempre reclamando dos mesmo itens: que não são reconhecidos, que a empresa é ruim, que as pessoas erradas são valorizadas, que ganha mal, etc, etc, etc. E o que eles fazem para mudar, seja de postura, de área, função ou de emprego? Em geral, nada. Sua pro atividade consiste em reclamar.

 

São estáticos

É comum ver um saco de batatas na mesma posição, cargo, salário e empresa por anos a fio. Como é característico deles não se mexerem sozinhos, acabam ficando em funções burocráticas ou com tarefas rotineiras por muito tempo, sem grandes desafios ou mudanças. Existem chefes que gostam de sacos de batatas, que reclamam mas fazem, mais do mesmo, todo dia.

 

 

Sacos de batatas até podem se dar bem, ter bons resultados, vencer na vida e na carreira. Mas dificilmente percebem isso pois mesmo quando vencem, dificilmente apreciam os bons momentos e sentem gratidão. Continuam reclamando.

 

Se este tema te interessou, leia também este outro texto:  Insatisfação profissional: por que a nova geração está tão frustrada?

 

 

Claro que existem momentos e situações difíceis, para todos.

Quem nunca reclamou, se sentiu frustrado ou desmotivado no trabalho.

A diferença entre um saco de batatas e uma pessoa que se responsabiliza pela sua vida e carreira é o tempo em que essa atitude permanece.

 

É o famoso: você vai resolver ou vai ficar de mimimi.

 

Desafios! Você está pronto para eles? – Leia aqui

Dessa forma, como assumir a sua carreira e os desafios que surgem no caminho de forma positiva?

 

Tenha clareza de quem você é e do que quer pra você

O emprego é ruim, o chefe não te reconhece, a empresa não é boa. E por que você está ai, qual o objetivo real? E do que é bom ou ruim, qual o real impacto disso na sua vida e carreira? Tenha claro o motivo de você estar em algum local ou situação e onde gostaria de estar, qual seria a sua vida e carreira ideal.

Quando não sabemos o que fazer, pra onde ir e o que realmente impacta em nossas vidas, é fácil cair na rotina e virar um saco de batatas, ficar estagnado e deixar o tempo passar sem perceber.

 

Assuma

Sua carreira, sua vida, seus erros e acertos são responsabilidades suas. Corra atrás do que você deseja, sem medir esforços. Se você identificou que algo não está bom ou que não é do jeito que você quer, cabe a você mudar – seja a situação ou a forma como você lida com ela. Ao invés de reclamar de alguém, por exemplo, busque você melhorar a relação. Se você quer se desenvolver, é sua responsabilidade buscar cursos e oportunidades. Corra atrás de seus sonhos e objetivos.

 

Seja Grato e Comemore

Agradeça as pessoas que te ajudam, te incentivam, te apoiam. Seja grato à você mesmo, ao seu esforço, à sua dedicação. E comemore cada conquista, cada etapa, cada desafio, cada vez que você se supera e evolui.

 

Ajude

Conforme você cresce, aprende e evolui, não esqueça de dar a mão para quem precisa. Ensine, apoie, incentive quem precisa e quem quer ser ajudado. Lembre-se das ajudas que recebeu e reflita sobre como seu caminho seria mais fácil se tivesse alguém te apoiando. Retribua.

 

Não desista

Tem muita gente se inspirando em você, acreditando nos seus sonhos. Pessoas do bem, positivas e esforçadas não ganham colegas de trabalho. Conquistam aliados, amigos, seguidores e fãs.

 

Substitua algumas simples frases:

  • É difícil > É desafiador.
  • Não vou conseguir > Tentarei ao máximo.
  • Vou fazer o que der > Farei o meu melhor.
  • A situação é ruim > A situação exige que eu melhore.
  • Isso não é pra mim > Só saberei após tentar.

 

E lembre-se, o importante não é apenas vencer.

Não adianta ganhar a qualquer preço, deixando pra trás seus valores, sua identidade, sua integridade ou sua saúde.

 

Não existe competição com os outros, a grande disputa é com a gente mesmo.

 

Vencemos de verdade quando conseguimos ser um pouco melhores do que fomos ontem, quando nos desafiamos a evoluir, diariamente, mantendo a harmonia entre o que sonhamos pra nossa vida e carreira, e sendo nós mesmos, em nossa melhor e mais autêntica versão.

 

 

 

Deixe a louça na pia – Sobre aprender o que realmente é importante pra você

Saber o que é importante para você, deveria ser quase lógico… só que não!

Mas…

Não deu tempo!

Quantas vezes você repetiu isso na última semana, nos últimos dias?

 

Nós mulheres acumulamos papéis e responsabilidades com a mesma facilidade que a pia acumula louça pra lavar (aqui em casa a louça brota na pia!!!).

 

Eu também já falei muito essa frase, num mix de culpa e desculpa.

 

Desculpa por não ter feito o que não queria mesmo fazer e culpa por não ter conseguido dar conta de tudo que precisava.

 

Questione-se:

  • O que não queria, porque não disse não.
  • O que precisava, tinha mesmo que você fazer e naquele momento?

Analise quantas “obrigações” você tem diariamente.

 

Eu posso falar da minha vida.

Hoje, domingo, já dei uma “ajeitada” em mim, lavei roupa, fui ao supermercado, respondi e-mails de trabalho, cuidei da minha horta, fiz almoço, lavei louça, sai com as amigas pra dar uma volta, conversei com a filha, ajudei ela a arrumar as coisas pra semana e se organizar, divulguei meu evento da semana e enquanto escrevo este texto sinto um cheiro do doce de abacaxi que eu cozinho lentamente aqui perto.

 

Leia também:

 

 

E isso se repete diariamente, com algumas mudanças, dia após dia, bem provável que igual ao seu dia. Diariamente eu lavo, cozinho, me cuido, trabalho, escrevo, faço mkt, também sou o office boy e o financeiro da minha empresa.

 

Tudo cabe em 24h.

 

A grande gestão do tempo é quando começamos a fazer tudo caber neste espaço de tempo e de forma harmônica, leve.

E pra isso, não tem mágica ou sacada genial de um milhão de dólares (mas se alguém quiser pagar pela dica, ok também, posso comprar uma máquina de lavar louça).

 

Pra fazer tudo caber no seu dia, você precisa saber o que realmente quer e precisa fazer. E dizer não ao resto, sem peso e sem cobrança.

 

Somos bons em nos chicotear e cobrar perfeição – que não existe.

 

Faço questão de comprar meus legumes orgânicos e cozinhá-los, fazer almoço e janta, preparar uma alimentação balanceada pra minha família.

Mas não me cobro se tenho outras atividades e o almoço de um dia será macarrão com molho ou o marmitex meia boca da esquina.

Não será por uma ou duas refeições que todos terão anemia ou queda na imunidade, tenho fé.

 

 

Não faço mais unha sempre e não me cobro por isso, não tenho vergonha de mostrar minhas mãos de quem lava louça por aí.

 

Também não sinto a mínima vergonha em estar cansada e deitar depois do almoço pra um cochilo, quando consigo.

 

Assim como não me culpo por estar trabalhando até tarde e não conseguir dar boa noite pra minha filha em vários momentos.

 

Mas quando olho pras pessoas, quando me comparo, surge uma dúvida: será que estou agindo certo? Fulana é ótima em tal coisa. Saiba, ela provavelmente tem os mesmo problemas que você, apenas não fala sobre eles.

 

Nos comparamos com a visão idealizada dos outros e com os mil conselhos de revistas e especialistas.

Mas quem entende de você é você.

 

Eu sou mega especialista em Lilian. Sei o que me serve, o que gosto, o que preciso.

 

Você sabe sobre você? Sabe sobre o que realmente te faz bem e feliz ou está agindo para agradar aos outros e para se enquadrar nas páginas de revistas sobre Filhos, Casa, Corpo e Carreira? (que mudam suas pautas mensalmente: o ovo que faz bem hoje poderá ser o vilão da próxima edição) .

 

Acredite: seus filhos não morrem se jantarem besteira uma noite ou se forem dormir sem tomar banho, com os pés pretos de terem andado descalço pela casa, suja. E a louça também não muda sua estrutura após passar a noite toda suja na pia. Ela continua louça, e suja, esperando você. Você quem se cobra. O mundo continua mundo, ele gira com ou sem você.

 

Assim como as pessoas, em geral, só irão te ajudar quando você pedir.

 

Pra ter ajuda precisamos descer do salto de superioridade de mulher-maravilha que dá conta de tudo e dizer que não damos conta.

 

 

E deixar o outro fazer, de verdade, sem supervisionar a cada 3 segundos ou querer impor a técnica perfeita. Peça ajuda, delegue, e deixa os outros serem eles, agirem do jeito deles.

 

Não temos que fazer nada. Fazemos porque, por algum motivo, assumimos vários trabalhos e atividades e nos recusamos a olhar pra gente mesmo e ver o que faz sentido, o que queremos de verdade fazer.

 

Para nós.

 

Porque para mim é importante e não pelo que os outros vão achar ou em qual manual da pessoa perfeita está escrito.

 

Tenho que estar linda, ser culta, cuidar da casa e dos filhos, ter uma carreira excelente, etc. etc. etc. …

Na verdade, não temos nada disso.

Fazemos em geral porque queremos, escolhemos, optamos.

 

O que temos é que ser quem a gente é, de verdade.

 

Saber que se algo não faz sentido é só deixar de faze-lo ou dar um jeito pra que ele aconteça com menos esforço, menos cobrança.

 

Pergunte para o seu marido ou filhos, se eles preferem o jantar balanceado ou você sentada ao lado deles, sorrindo e feliz. Já sabemos a resposta, mas servimos primeiro o jantar.

 

Eu reconheço que sou imperfeita, erro bastante, muitas vezes estou cansada ou somente com vontade de não fazer nada e ficar jogada no sofá. E está tudo bem.

 

Vivo bem e no meu tempo.

Sem culpas, sem desculpas.

 

Decido este texto em especial a duas queridas amigas e tantas conversas e reflexões, Raquel e Fabiane

 

Ps. Escrevi este texto com uma visão bem feminina, bem “minha” sobre o tema (mãe, mulher, profissional), mas tem várias reflexões para os homens, para suas vidas e para ajudarem as mulheres com as quais convivem – mães, esposas, filhas…

 

 

Insatisfação profissional: por que estamos tão frustrados?

Ilustração sobre a insatisfação profissional e a mudança

Este artigo vai abordar questões muito importantes sobre a insatisfação profissional, frustrações com a carreira e o trabalho, algo que parece tendência na nova geração.

 

A nova geração profissional chegou ao mercado de trabalho com ambições e habilidades bem diferentes dos seus antecessores.

 

Eles têm pressa, querem viver o hoje como se não houvesse amanhã.

Crescimento contínuo, aprendizado acelerado e um tal de propósito viraram itens básicos, mais valorizados até do que os planos de benefícios.

 

Por outro lado, empresas tentaram se adequar às pressas, maquiando locais de trabalho e processos para que a flexibilidade exigida por muitos parecesse existir.

 

Em muitos casos, a liberdade de trabalho foi substituída por e-mails, viagens e reuniões aos finais de semana e os bônus e reajustes salariais trocados por snacks e máquinas de café durante o expediente.

 

Nossos pais ou avós tinham uma divisão clara entre casa e trabalho. Dificilmente eram acionados fora do expediente, a velocidade das mudanças e dos processos era mais lenta, a cobrança era menor. É claro que tudo isso tem um preço, que nós estamos pagando.

 

Aos poucos, muitos profissionais vêm percebendo que a conta corporativa não fecha.

 

Infelizmente vivemos neste cenário que prioriza muito mais a produção e menos a satisfação, sendo que a satisfação de qualquer trabalhador está intimamente ligada com a eficácia produtiva do trabalho, principalmente no que tange a qualidade.

 

Parece que vivemos na era da insatisfação profissional

 

Muitas empresas estão abarrotadas de funcionários insatisfeitos nos corredores, nas fábricas, nos escritórios.

 

E a insatisfação profissional varia de acordo com os sonhos, objetivos e expectativas de cada um.

Há quem tenha insatisfação profissional ocasionada pela escolha errada da profissão, provocada por diversos motivos, como atendimento aos desejos dos pais (seguir uma carreira para agradar o grupo social que o cerca), imposições sociais, falta de análise crítica para definir o que realmente o satisfaz, entre outros.

 

Há quem tenha insatisfação profissional pelo cargo que exerce. A profissão até pode ser a sonhada, mas o cargo que exerce na empresa não é adequada para a pessoa, provocando insatisfações que às vezes podem ser confundidas por decepções à profissão como um todo.

 

E há pessoas insatisfeitas com a empresa e organização que trabalha, e os motivos nesses casos podem ser diversos, como insatisfação com o salário, com a gestão de equipe, discordância nos processos trabalhistas, entre outros.

 

insatisfação profissional

 

 

Existe alguma maneira de driblar a insatisfação profissional?

É possível mudar este cenário?

 

Claro que sim, e você vai entender como ao longo desta leitura!

Os inquietos

Ser feliz apenas aos finais de semana, trabalhar por dinheiro e não por satisfação, não saber – ou não poder – monetizar o seu sonho e viver fazendo o que ama, não ter tempo pra família, saúde e qualidade de vida – são itens que estão sendo questionados.

 

Neste cenário, surgem os inquietos, pessoas que fogem do padrão de conformismo, que não aceitam as regras e modelos de sucesso estabelecidas pela sociedade, que jogam tudo para cima ou migram entre uma profissão e outra, em busca desse algo a mais.

 

Claro que muitas vezes, a decisão é apoiada e incentivada pela família, que deu duro para manter o padrão familiar e educar os filhos em boas escolas, mas também vemos muitas pessoas que simplesmente não fazem questão de seguir os padrões do que a sociedade dita como “a melhor escolha”: pessoas que optam por não ter carro ou casa própria, aderem à um estilo de vida mais simples e consciente e que se preocupam muito mais com o ser do que com o ter.

 

Nos ensinaram que pra ter sucesso é necessário trabalhar duro, muitas vezes estar longe ou ausente da família, como nossos pais fizeram, e abdicar da vida pessoal e do que nos faz feliz, focando 100% no trabalho. Hoje, enxergamos que o caminho para ter satisfação em qualquer coisa que a gente faça é viver o hoje, aproveitar mais o agora e ter clareza sobre quem somos e o que queremos da vida.

 

E pra isso não existem modelos prontos, precisamos reinventar o trabalho e a forma como nos relacionamos com a carreira, com o sucesso, com a vida.

 

Pesquisas sobre psicologia positiva já mostram que se preocupar consigo não é egoísmo. A pessoa que mais tem capacidade, financeira e psicológica, para ajudar os outros é quem está bem de verdade.

 

Assim, quem está bem entrega ao mundo o seu melhor, como uma compensação pelas coisas boas vivenciadas, gerando um impacto positivo em suas ações e relações.

 

Quando você começa a se levar a sério, quando olha para o que realmente impacta em sua vida, quando potencializa quem você é e respeita a sua essência, você começa a realizar tudo o que sonha, vibra, deseja.

 

Como contornar o medo da mudança

A maior barreira para que as mudanças ocorram não é a falta de oportunidades e sim o medo da mudança.

 

O medo prende as pessoas, faz com que elas resistam às mudanças e fiquem presos à padrões, que muitas vezes já não servem mais.

E quem disse que para mudar precisamos mudar tudo de uma única vez?

 

Normalmente mudamos quando algo chega ao limite. Esperamos demais e quando vemos não dá mais tempo de agir com calma, com leveza. E isso pode ser um desastre.

 

De fato muitas pessoas temem a qualquer tipo de mudança, entram numa zona de conforto. Mas não devemos pensar assim, as mudanças de nossas atitudes fazem toda a diferença para um melhor futuro, qualidade de vida e satisfação no trabalho.

 

Os processos de transição de carreira auxiliam nas tomadas de decisões, de escolher a profissão correta e maneira mais segura para mudar os seus rumos profissionais. Neste vídeo eu falo sobre transição de carreira – e sobre como planejar a sua.

 

 

Os principais sinais de que sua carreira não vai bem

  • Tristeza aos domingos.
  • Sexta-feira é o dia feliz. Mas tudo é melhor do que trabalhar, inclusive ficar doente!
  • A vida está chata, sem graça e você reclama de tudo.
  • No trabalho, tudo o que você gosta de fazer não tem relação nenhuma com o trabalho em si.
  • Você sempre está procurando emprego ou oportunidades de empreender, correndo inclusive o risco de ir para algo pior.
  • Sua saúde, qualidade de vida, amigos e familiares não são prioridade. Aliás, como encaixá-los na agenda é sempre sua dúvida. Não dá tempo pra isso.
  • O que é propósito? Você não faz ideia. Sente que algo está faltando, mas não sabe o que é. Pra que você trabalha? Para pagar as contas do mês e olhe lá.
  • Faz compensações, consciente ou inconscientemente. Se não tem felicidade no trabalho, melhor ser feliz de outra forma: compras, comida, jogos, bebida.
  • Desafios, crescimento, orgulho da sua carreira. Quanto tempo que você não sente isso?
    Não faz ideia de como será seu futuro profissional. A única coisa que você tem certeza é que não quer continuar como está.

 

Se você se identificou com estes sinais de que algo não vai bem você precisa conhecer o processo de coaching de carreira . Podemos te ajudar, e muito, a superar as suas insatisfações profissionais e provocar a mudança certa na sua carreira.

Qual o primeiro passo para criar uma Startup?

Muitos clientes que estão fazendo transição de carreira ou jovens prestes a se formar tem um sonho:

Criar uma startup!

A primeira coisa que precisamos deixar claro:

Não é qualquer empresa ou negócio digital que realmente é uma startup.

Estes dias eu li, não lembro onde, uma comparação que achei bastante realista: a startup de hoje é a banda de garagem dos anos 80. Todo mundo tinha uma banda, todo mundo sonhava em ficar rico e famoso. Poucos seguiram em frente e realmente vivem disso. A maioria, sobreviveu apenas enquanto os pais pagavam as contas.

 

A melhor definição de startup que achei veio do Amure Pinho, presidente da ABStartups:

“Uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”.

Independente da sua convicção ou ideia para seguir em frente com um negócio, o que eu sempre recomendo: prepare-se o máximo que puder (mas não espere estar 100% pronto para começar).

Uma boa novidade para quem está começando a olhar para este mercado:

A USP, através do Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU), lançou um curso gratuito pela plataforma Coursera.

O curso gratuito e online traz vários tópicos que envolvem a criação e a manutenção de um negócio, combinando aulas teóricas e práticas e com a participação de fundadores de startups.

 

Em 12 semanas, com conteúdos distribuídos entre vídeos e leituras, os temas abordados serão: Comportamento empreendedor, Imersão no mercado, Modelo de Negócios, Obsessão pelo Usuário, Validação e Produto Mínimo Viável (MVP), Apresentação, marketing digital, Escalando o seu Produto, Cultura e Operações, Ecossistemas, Financiamento e Adquirindo Experiência.

 

Uma parte importante do curso é o método de avaliação. A cada aula uma atividade precisa ser entregue, relacionada ao tema trabalhado, e essas tarefas são analisadas pelos outros participantes. Assim, cada aluno interage e avalia três trabalhos.

 

Informações aqui

 

Também preparamos novidades:

Aqui no site, preparamos uma área com dicas para quem precisa acelerar o negócio online.

As maiores dúvidas de quem está começando ou deseja impulsionar seu negócio online, são sempre sobre as melhores ferramentas.

Todos queremos produtividade, simplicidade e zero dor de cabeça.

Compartilhamos as ferramentas que utilizamos e cursos que nos ajudaram a dominar técnicas complexas de forma simples e prática.

 

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Jornada Singular – uma viagem em busca de nós mesmos

Esta da foto sou eu. Prazer, Lilian.

Dezembro de 2014, Vale do Pati – Chapada Diamantina – Bahia.

Ali, na minha ignorância, seriam os passos finais do meu processo de autoconhecimento e transformação, que vinha acontecendo de forma acelerada. Que tola que fui.

Cheguei com a mochila pesada de medos, crenças, bloqueios.

 

Cheguei acreditando que faria calor todos os dias. 

Afinal, era verão na Bahia!

Fez frio. Muito frio. Sofri até pra tomar banho gelado.

 

Cheguei acreditando que eu estava preparada fisicamente, em forma.

Treinei bastante, ia na academia.

Não estava. Tive bolhas nos pés, dores nos joelhos, nas costas.

 

Cheguei acreditando que eu era independente, autossuficiente e que iria para onde quisesse.

Dona do meu nariz! Na primeira hora a natureza me disse que não – ali, era ela quem mandava.

Choveu, cancelamos os 1os planos. Na sequência, o primeiro paredão de pedras me mostrou meus medos e fraquezas.

Aprendi que sozinha eu não iria longe.

 

Pensei em jogar tudo o que tinha na mochila fora pra não carregar mais peso.

Revi o que era realmente necessário. Lição que eu trouxe pra vida, aplico até hoje.

Do que preciso, afinal pra ser feliz?

Fiquei uma semana sem internet, sem telefone.

Me desconectei. E pasmem, não morri.

Quando voltei, o mundo estava exatamente igual!!

Mas eu não. 

Meus pés, meu corpo, meus olhos, minha mente e meu coração tinham mudado. Eu já não enxergava as coisas como eram.

Eu tinha mudado. E então, precisava mudar o meu entorno.

Assim, achando que aquela viagem seria o fim do meu processo de resgatar quem eu era, mal sabia que ali, na verdade, era apenas o começo da minha Jornada Singular.

A cada passo que damos, descobrimos um pouco mais sobre nós, sobre quem somos, sobre o que nos serve e para que, afinal, estamos aqui.

Pra que você vive?

Eu não vivo de passagem. 

Vivo para realizar, mudar, transformar. Não só a minha vida.

Vi que podia expandir, me conectar e apoiar pessoas que também são buscadoras. 

 

E assim nasceu um novo projeto – JORNADA SINGULAR – onde compartilharei, de mãos dadas com você, como ter mais leveza e construir uma vida e carreira mais autêntica.

 

> Como ser a gente mesmo num mundo que nos cobra o tempo todo a ser igual a todo mundo!

 

Será um curso online e ao vivo, com muitas partilhas e aprendizados sobre autoconhecimento, vida pessoal e carreira.

 

No final, um mega encontro presencial, em SPaulo. 

Jornada Singular - Saia do Piloto Automático!

Vamos juntos, passo a passo. Eu serei a guia desta jornada.

Rumo a vida e carreira que você merece. E pode ter.

Link para inscrições AQUI